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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

"Revolution" e "The Ballad of John & Yoko"


A partir de 1966, as gravações foram ficando cada vez mais complexas, principalmente naquela fase a partir do Álbum Branco. São dessa fase a maior parte dos bootlegs com gravações alternativas de estúdio. Mas duas músicas sempre foram motivo de muita curiosidade. Quantos outtakes existem da Música "Revolution"? Vamos mais longe ainda: e a música "Ballad Of John & Yoko", famosa por ter contado com a participação apenas de John e Paul, existe alguma gravação alternativa?

Revolution: Começou pelo demo gravado na casa de George, em Maio de 1968. Depois, entre os dias 09 de 12 de Julho, foi gravada oficialmente, em 16 takes, mais overdubs. Foi mixada no dia 15 em versão mono, e só em 05 de Dezembro de 1969 em versão estéreo, pra entrar no LP Hey Jude. No dia 04 de Setembro gravaram o clipe, onde os vocais foram feitos ao vivo, enquanto os instrumentos eram playback do disco. Foi tocada em Janeiro 1969 nos estúdios Twickenham, durante a gravação do LP Get Back.

A outra versão, a acústica, "Revolution 1", foi gravada em 22 Takes, mais overdubs, entre os dias 30 de Maio de 25 de Junho, quando ganhou os mixes definitivos em mono e estéreo.

Quanto aos out-takes, existe alguma coisa. Da elétrica Revolution é possível encontrar:

1. Esher Demo (The 1968 Demos, Vigotone);
2. Tk 13+OVDs (Ultra Rare Trax Vol. 5, Swingin' Pig);
3. Tk 20 Overdub Session (Revolution, Vigotone);
4. Promo Version 1 (Revolution, Vigotone);
5. Promo Version 2 (Hodge Podge Vol. 4, Black Dog);
6. RM21 - mono mix (Compacto original);
7. RS - stereo mix (Past Masters II).

A semi-acústica só existem duas variações: mono mix, que pode ser encontrado na versão mono do LP original; e a versão estéreo nos CDs, tanto no antigo quanto na edição de 30 anos.

The Ballad Of John & Yoko: não há out-takes de verdade... existe um trecho de 20 segundos no bootleg The AM Tape, tocado no violão por John e Yoko no Bed-In, existem as versões em 5.1, extração de canal direito e esquerdo, canal central, isolamento de vocais... que são basicamente os out-takes, levando em conta que a canção foi gravada em vários overdubs. E há o mix em estéreo, que está no CD 1.





Por Vitor Suman

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Curiosidades sobre "Revolution #9"


No livro Revolution - The Making of the Beatles White Album há um parágrafo bem interessante sobre a música "Revolution #9". Confira algumas curiosidades retiradas de lá:

- John inicialmente nomeou a musica "Number Nine Dream" ao invés de "Revolution Number 9".

- A música tem bastante influências de Yoko, que já havia trabalhado com esse tipo de colagem de tape (Loops) no Grupo Fluxus. Ela era bem importante na arte "Avant-Garde" novaiorquina.

- Diz no livro que Paul estava nos EUA quando John, George e a Yoko gravaram esta música. Paul ficou muito puto da vida, por que John a gravou música na ausência dele.

- Yoko teve grande participação, tanto na produção quanto nos vocais. Aquela voz que diz: "você fica nu" é da própria.

- Aliás, algumas coisas ditas em "Revolution #9" são bem interessantes: primeiro é a voz de Derek taylor se desculpando pra George Martin, que não deu pra ele comprar uma garrafa de vinho Chablis.

- Tem também uma parte em que se escuta John e Harrison falando uma série de nomes de danças dos anos 60. Outra parte interessante são os gritos de Lennon dizendo "segura isso" (Hold it) e "Toma isso aqui, meu irmão! Isto pode lhe servir" (take it brother, may it serve you well).

- Também há um coro de uma torcida de futebol americano que diz, "block that kick".

- No final da música podemos escutar partes de algumas famosas composições clássicas. Entre elas "Sinfonia de Sibeliu's numero 7" e "Beethoven's Opus 80".

- John cautelosamente escolheu as partes dos sons para "Revolution #9", com ajuda de Yoko.

- "Revolution #9" demorou várias horas para ser finalmente editada e envolveu um monte de gente segurando os lápis que mantinham os Loops altos.

- Esta é a musica mais longa dos Beatles, e provavelmente a mais obscura. Nunca foi lançada em nenhuma coletânea ou single, e mesmo em bootlegs é raro encontrar alguma coisa dela.

- Foi gravada dia 30 de Maio de 1968 nos estúdios Abbey Road e teve alguns loops adicionados nos dias 6, 10, 11, 20 e 21 de Junho.

- Participaram da gravação: John Lennon (Tape Loops e vocais), George Harrison (Vocais) e Yoko Ono (Tape Loops e vocais).

- Os outros Beatles realmente tentaram (sem sucesso) convencer o John a não colocar essa música no White Album. Já George Martin sempre admirou a música, chamando-a de "música do futuro".

- Existe um aplicativo Android no qual você pode brincar, montando sua própria versão de "Revolution #9. Produzido pelo Portal Beatles Brasil! Baixe gratuitamente em https://play.google.com/store/apps/details?id=appinventor.ai_itabuna.Revolution9

domingo, 16 de outubro de 2016

Peter Fonda - Ele sabe como é estar morto


O eterno "Sem Destino" Peter Fonda também teve a sua pontinha de participação nas atividades da maior banda de todos os tempos. Foi em 66, a época das drogas psicodélicas e baladas ácidas. Se hoje você não consegue imaginar o mundo sem a música "She Said, She Said", agradeça a ele. John Lennon não gostava muito dele, mas Peter Fonda estava lá presente nos anos 60 quando os Beatles abusaram tanto de LSD que George Harrison achou que ia morrer. E foi Fonda, o ator cult que rodava pelos EUA em sua Harley Davidson com Dennis Hopper no clássico filme de 1969, Sem Destino (Easy Rider), quem inspirou a letra de "She Said, She Said".

"Foi numa tarde em 1965, lembro muito bem", disse Peter Fonda, do alto de suas botas de cowboy em uma entrevista para a Reuters. "John e George já tinham tomado ácido, então me ligaram e perguntaram se eu queria ir até a casa onde eles estavam hospedados, e eu pensei 'ah, legal, e por que não? Afinal são os Beatles!'", ele lembra, descrevendo como foi que eles acabaram todos viajando de ácido.

"Então a uma certa altura, George estava realmente assustado, achando que ia bater as botas, o que infelizmente é um dos efeitos colaterais da droga. Então eu estava tentando ajudá-lo", disse o ator, que aos 10 anos de idade disparou um tiro acidentalmente contra o próprio peito e quase morreu.

"E eu dizia, 'Nao se preocupe, George, vai ficar tudo bem. Eu sei como é estar morto...' (I know how it is to be dead)". E então Lennon olhou para mim, muito bravo, e disse 'Você sabe como é estar morto? Quem é que colocou tanta merda na sua cabeça? Você me faz sentir como se eu nunca tivesse nem nascido!' (You're making me feel like I've never been born)". E naquele instante, assim que ele disse isso, John esbugalhou os olhos e sabia que isso ia dar uma boa letra: 'You're making me feel like I've never been born'", relembra Fonda, cantando alguns versos da gravação de 1966. Foi um desses momentos clássicos e regados a drogas dos anos 60, mesmo que Lennon estivesse bravo naquele instante. "Ele nunca gostou de mim. Na verdade, John me odiava. Ele não suportava ter alguém inteligente ou intelectual perto dele", lembra Fonda, sentado no hotel Venice Excelsior, em Veneza, vestindo jeans, uma jaqueta de couro preta e óculos Ray Ban.

Só um comentario particular: a desculpa de que o John não gostava dele porque "ele não suportava ter alguém inteligente ou intelectual perto dele" é bem estupida e errada. No proprio Anthology conta-se que ele ficou repetindo esse "I know how it is to be dead" à exaustão, dezenas de vezes, por isso que o John ficou puto com ele! Mas de qualquer forma, agradeçamos ao Peter Fonda. Sem ele, não teríamos esse grande clássico para ouvir quando quisermos.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Peace Of Mind: Mito ou Realidade?

E se a essa altura pintasse uma música dos Beatles que você ainda não conhece? Desde os anos 70 a humanidade vem convivendo com essa dúvida. Uma gravação específica deixa muita gente confusa até hoje: "Peace of Mind". Seria essa uma gravação dos Beatles?


INTRODUÇÃO
Quando eu tinha 12 anos de idade meu pai comprou os dois últimos volumes da série Anthology em CD, e os bootlegs 69 Rehearsals Vol. 1, Ultra Rare Trax Vol. 4 e Vintage Songs. Aquela avalanche de coisas inéditas, juntas com os recentes Anthology 1 e Live At The BBC (com cerca de 10 horas de material que eu nunca tinha ouvido!) me pegou de surpresa.

Foi no meu aniversário de 13 anos que ele me levou à Galeria do Rock, no centro de São Paulo. Lá, conheci a loja Magical Mystery Club, antigo fã-clube dos Beatles. Pela primeira vez eu fiquei paralisado sem saber o que levar para casa. E isso aconteceria várias outras vezes no bom e velho Magical. Bem... aquele dia eu levei para casa o Ultra Rare Trax Vol. 6 e o filme Let It Be. Foi o suficiente.

Sempre que possível eu ia à galeria, ficar no Magical, ouvindo música. Ou no Cavern Club, que na época era bem na frente. Mas não foi em nenhuma dessas lojas que me deparei com o bootleg Off White Vol. 3. No alinhamento do CD, três músicas que eu nunca tinha ouvido me chamaram a atenção: "Frenzy & Distortion", "Child Of Nature" e "Peace Of Mind". Na hora em que ouvimos "Child Of Nature", todos reconheceram a melodia de "Jealous Guy". Mas ninguém sabia dizer o que eram as outras duas canções. Depois de um tempo, descobrimos que a primeira era de Ravi Shankar. Mas o mistério de "Peace Of Mind" continuou a me incomodar. E ainda o faz.

Depois de ouví-la umas 50 vezes naquela semana, levei uma fita K7, em que eu gravei a canção, para o Luiz Lennon, do Cavern. Na época, eu achava que ele era quem mais entendia de Beatles no mundo, junto com o Gilson Quináglia, do Magical.

Ingênuo, achei que tinha feito uma descoberta maravilhosa, mas mal sabia eu que a música já circulava há 25 anos nos mais variados bootlegs. É lógico que nenhum deles se surpreendeu com a minha gravação. Mas o Luiz chegou a dizer que parecia os Beatles, mas que todo mundo dizia que não eram eles. E o tempo foi passando, e a música tocando, e eu nunca descobri nada sobre ela.

Depois da Internet, que na verdade, para mim, começou naquela mesma época, as coisas ficaram mais fáceis. Mas nem tanto. Não encontrava-se nada sobre essa música, só o mp3, na época do Napster. Então, por meio do site Bootlegzone, li que a fita era - provavelmente - um demo de Lennon e Syd Barrett Barrett juntos. Comecei a pesquisar daí. Mas o resultado não chegava nunca, então, desisti. Simples assim.

Hoje, mais ou menos 10 anos depois da primeira vez que ouvi a canção, deparei-me com um artigo que discute justamente a mesma coisa que este: O que é "Peace Of Mind", um fake ou uma gravação perdida dos Beatles? Após ler e reler o texto (original em inglês: www.earcandymag.com/beatles-peaceofmind.htm), minha dúvida ainda existe. Então, tomando por base a linha de raciocínio do artigo original, resolvi escrever a minha versão do mesmo. Com alguns apêndices mais aprofundados quando possível, e um ponto de vista, talvez, diferente.

APRESENTAÇÃO
"Peace Of Mind" (ou "The Candle Burns") é uma música que há mais de 40 anos vem aparecendo em bootlegs dos Beatles ao redor do mundo. Quem está acostumado a colecionar esse tipo de gravações, com certeza já cruzou com esta canção. Para aqueles que ainda não a conhecem, ou que não se lembraram ainda, podem assistir um videoclipe feito por um fã, nesse vídeo:



Sua primeira aparição em um bootleg foi em 1973, no LP Peace Of Mind, da Contra Band Music. Em 1976, apareceu no LP Dr. Robert, da Wizardo. Esse LP também trazia "Have you Heard The Word?", outra música que durante anos foi atribuída aos Beatles, mas no final das contas, era de uma banda chamada The Fut. Em 1978, o LP 20x4 relançou outra vez a canção, e daí em diante, muitos outros discos e CDs vieram. Curiosamente, existe uma versão 20 segundos mais longa, com um fade-out diferente, no LP dos anos 80 chamado I'm A Loser, da Nanao Records Japan. A letra segue abaixo para quem quiser acompanhar:

"I’m looking at the candle burns a flame to meet the sky.
I leave the candle laughing. I turn my face to cry.
A safety pin returns my smile, I nod a brief hello,
while you are building molecules with your garden hoe.

Why can't this last forever, these things repressed inside?
One feels it almost instantly unless one of us died.
It’s over, it’s done, babe I need it again.
Just please, please, please... oh, don’t keep me from begin.

I need to hear the colours red and blue and whispered word.
To fly all day and sing in tune and not hear what I heard.
To see you all around me and to take you by the hand
and lead you to a brand new world that lately has been banned.

We’ll build things never built before. We’ll do things never done.
And just before it’s over, it’s really just begun."


TEORIAS & ESPECULAÇÕES
Muitas teorias são discutidas cada vez que se toca nesse assunto, mas existem quatro que são mais recorrentes, e são elas que nosso pensamento tentará esclarecer:

1 - a música é de uma banda da Apple Records chamada Trash
2 - é um demo de Syd Barrett (ex-Pink Floyd)
3 - é simplesmente um fake (uma falsificação de gente querendo se passar pelos Beatles)
4 - é mesmo um demo perdido dos Beatles

As especulações sobre datas são muito confusas. Mas o que se toma como padrão é o período entre Dezembro de 1966 e Maio de 1967, ou seja, durante as sessões do LP Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band. Mas é só examiná-la mais a fundo, que isso muda rapidinho. A maior das provas é a linha "And lead you to a brand new world that lately has been banned". "Peace Of Mind" é uma música claramente influenciada pelo LSD, que era uma droga nova na Inglaterra (se compararmos o uso que era feito antes e depois de 1967), e os Beatles a tomaram pela primeira vez em 1965. O uso da droga fora então criminalizado em 1966, na Inglaterra.

Isso determina que a canção é de 1966, e não 1967. A referência ao "mundo que foi recentemente banido" é suficiente nesse caso, pois os Beatles não ficariam um ano com a música guardada, devido à velocidade com que mudavam de ideias e projetos. E no caso de a música ter sido deixada de lado por mais de um ano, sofreria mutações notáveis como provam "Everyone Had A Hard Year" e "Child Of Nature", demos de 1968 que viraram "I've Got A Feeling" (1969) e "Jealous Guy" (1971), respectivamente. Um exemplo mais ratificante ainda é a canção "Two Of Us", que em 15 dias evoluiu de um rock and roll elétrico e, digamos, pesado, à uma balada acústica com John e Paul dividindo os violões e vocais.

Isso sem contar que qualquer pessoa que conheça a música em questão, e esteja familiarizado com os out-takes de estúdio, sabe que uma gravação daquela qualidade não seria feita durante as sessões de estúdio do Sgt. Pepper's, nem mesmo com muita droga. Logo, não é uma sobra de estúdio, e sim uma demo tape.

Então, de agora em diante, pensaremos nessa canção como se tivesse sido feita entre os discos Rubber Soul e Revolver. Revolver é bem mais experimental que Rubber Soul, e já possui algumas canções com referências às drogas, como por exemplo "Got To Get You Into My Life", "Dr. Robert", "Tomorrow Never Knows" e "She Said She Said". "Peace Of Mind", porém, é ainda muito mais explícita do que todas estas juntas. A decisão certa a ser tomada seria deixar algo assim para depois, e provavelmente Brian Epstein, ainda vivo, não gostaria que eles assumissem publicamente que usavam vários tipos de drogas. Isso só foi acontecer em 1967, quando Paul deu uma entrevista sobre o LSD, admitindo que ele e os Beatles usavam.

TEORIA Nº 1 - TRASH
O Trash foi formado no final de 1964/início de 1965 e se chamavam Pathfinders. Depois de um tempo, mudaram seu nome para Jason's Flock nos anos de 1966 e 1967 e acabaram se denominando White Trash em 1968. Pouco tempo depois, por razões puramente comerciais, reduziram o nome para Trash. Chegaram a gravar demos nos anos 60, e tudo que resta dessa época é um acetato de 1967, com as músicas "On Bench Number Three In Waterloo Station" e "Upside Down, Inside Out". O mais curioso é que o guitarrista Neil McCormick não pôde participar da gravação desse acetato, e ninguém menos do que Peter Frampton - antes da fama - foi chamado para substituí-lo. Essas gravações nunca foram lançadas, nem em bootlegs.

O Trash recusou demos de "Loving Things" e "Ob-La-Di, Ob-La-Da". Até que, no final de 1968, assinaram contrato com a Apple, e em Janeiro de 1969, lançaram o primeiro compacto: "Road To Nowhere/Illusions". O segundo compacto saiu em Outubro daquele ano e trazia "Golden Slumbers/Carry That Weight/Trashcan". Depois de passarem por problemas financeiros, encerraram a carreira, sem gravar mais nada pela Apple, embora rumores de que haviam gravações guardadas fossem recorrentes.

O primeiro bootleg a trazer "Peace Of Mind" foi lançado em 1973, e - logo abaixo do título da música - tinha a inscrição "found in an Apple trash can in 1970!". O que quer dizer que a fita contendo a música teria sido achada em 1970 em uma lata de lixo, do lado de fora da Apple. O fato de a banda ter contrato com a Apple, se chamar Trash e ter uma canção chamada "Trashcan" gerou todo esse rumor.

A prova final é a de que nenhuma das músicas do Trash lembram alguma coisa de "Peace Of Mind". Logo, podemos afirmar com certeza, que o Trash nada tem a ver com isso, foi só uma interpretação indevida, causada pela inscrição na capa do disco.

TEORIA Nº 2 - SYD BARRETT
Syd Barrett, um dos maiores gênios da história do rock, gravou um disco e meio com o Pink Floyd em 1967 e 1968, e nos anos de 1969 e 1970 lançou dois discos solo. Sua carreira musical se resume a isso. Esquizofrênico devido ao abuso do LSD, Barrett faleceu em 2006. Todavia, é o mais psicodélico dos roqueiros dos anos 60 e sua influência pôde ser sentida no resto da carreira do Floyd.

Na primeira metade do ano de 1967, o Floyd estava gravando o disco The Piper At The Gates Of Dawn no Estúdio 1 de Abbey Road. Ao mesmo tempo que os Beatles gravavam o Sgt. Pepper's no estúdio ao lado. Muitas histórias existem sobre como eles se encontravam nos corredores e usavam drogas juntos, ou trocavam ideias sobre técnicas de gravação. E os discos são mesmo parecidos entre si.

Uma das possibilidades é de que esta música teria acabado no LP More, de 1969. Mas nada lembra o estilo de "Peace Of Mind", e, já sem Syd Barret, o álbum não lembra muito do Floyd psicodélico de dois anos antes.

Ainda assim, existe uma coleção de bootlegs do Pink Floyd chamada Have You Got It Yet? trazendo raridades de quando Syd Barrett pertencia à banda. No Vol. 19, Apocrypha - Syd Barrett Hoax Tracks ('hoax' é boato, em inglês), tem a faixa "Peace Of Mind", e no seu encarte, tem a inscrição:

"Atribuído a Lennon, Harrison ou ambos, este 'fake' vem sendo uma constante em bootlegs dos Beatles desde os anos 70. Já foi decifrado e a identidade da pessoa responsável já foi determinada. De qualquer maneira existem algumas tentativas de creditá-la a Syd, então foi incluída aqui. É um bom pedaço de psicodelia, mas não é um boato convincente. Os Beatles? É possível. Syd Barrett? De jeito nenhum".


Infelizmente, o encarte não diz a identidade do responsável. Claro que isso foi um pequeno erro do pessoal que fez os piratas. Mas a história dos bootlegs nos deixa bem claro que isso é recorrente, e pode gerar uma inacreditável cadeia de informações erradas. Sendo que ninguém foi identificado, e não é Syd Barrett "de jeito nenhum", descartamos esta possibilidade e partimos para a próxima.

TEORIA Nº 3 - FAKE
O que é um fake? É uma edição falsa de uma música, criada para ser passada como uma versão inédita ou raridade. Um belo exemplo é a versão de 12 minutos de "Helter Skelter" feita a partir do take incluído no CD Anthology Vol. 3. 'Fake' é falso, em inglês. Ou seja, um take falso.

Fake pode ser também uma tentativa de parecer com os Beatles, mas a maioria desses fakes foram concebidos por engano. "LS Bumblebee" foi uma gravação de Dudley Moore e Peter Cooke, feita em 1967, para parodiar a música psicodélica. "Cheese And Onions" foi cantada por Neil Innes no Saturday Night Live. "Have You Heard The Word?" foi gravada pela banda The Fut. Por que todas elas foram confundidas com músicas dos Beatles? Pois, nesses três casos, o vocalista faz uma imitação ótima de John Lennon. Seria esse o caso de "Peace Of Mind"? Talvez. Mas o problema vai mais longe.

O VOCAL: Não parece só com a voz de John. As outras vozes parecem com George, Paul e Yoko. Além disso a harmonia vocal da música é fantasticamente construída, dando a entender que foi feita por alguma banda experiente com esse tipo de harmonia. São três vozes, como em "This Boy" ou "Because", por exemplo. Sem contar os sotaques.

A INSTRUMENTAÇÃO: Um violão faz uma base, e outro faz um dedilhado. O dedilhado é exatamente idêntico ao que John Lennon faz em "Dear Prudence". Isso serve de 'prova' para quem não acredita que sejam os Beatles. Explico. Donovan Leitch ensinou Lennon esse dedilhado em 1968, na Índia, e foi assim que Lennon fez "Dear Prudence". Mas isso não quer dizer que George, como era antenado, e estava envolvido com música indiana, não soubesse fazê-lo. Em um demo de "Strawberry Fields Forever" John Lennon reclama de não conseguir dedilhar, e vai para as palhetadas. Há ainda uma cítara, provavelmente gravada por George. Como George tocou os dois instrumentos? Simples, overdubs. Os Beatles tinham dois gravadores, e como se pode ver nos demos de Esher, muitas gravações sofriam overdubs de voz, e às vezes, outros instrumentos. Existe ainda um chimbal (prato de bateria) em alguns pontos da música. O interessante é que ninguém estava tocando bateria, e na verdade, o efeito é causado com a voz. Só quem conhecesse bem a música indiana saberia fazer isso.

A MELODIA: A canção tem, incrivelmente, um só acorde. Quem faria uma música dessas? Bem... John Lennon fez "Tomorrow Never Knows". E George, familiarizado com a música indiana de Ravi Shankar, ouvia bastante desse tipo. Paul, uma certa vez, disse a George Martin que tinha um projeto chamado "The Void", onde uma música seria tocada em apenas um tom, com apenas um acorde. Mas Martin o desencorajou e Paul nunca o fez.

OS EFEITOS: Além de todas essas evidências, há ainda os efeitos sonoros e de gravação. Além do já citado overdub, existe a técnica de "varispeed", ou seja, algo como multi-velocidade. Isso quer dizer que a fita pode ser acelerada e desacelerada quando o músico quiser. Pode ser notado que na segunda parte de cada verso, esse efeito causa a sensação de que os músicos subiram exatamente um tom. Os Beatles utilizaram essa mesma técnica em "Lucy In the Sky With Diamonds", para citar uma só. No início da canção, existe uma gravação em backwards, que os Beatles já utilizaram em "Rain" no início de 1966.

A GRAVAÇÃO: A grande maioria dos fakes são gravações de estúdio. O mais difícil de se fazer não é soar como os Beatles, mas sim gravar como eles. E essa gravação, quando comparada com outras gravações feitas em casa, entre 1963 e 1965, mostram um avanço tecnológico. Do mesmo tipo que os Beatles estavam causando em estúdio, na época. Ao ser comparada com as Demos de Kenwood e Esher, essa gravação não fica longe daquilo que os Beatles gravavam como demos.

A LETRA: A letra tem algumas passagens que lembram o estilo de Lennon no ano de 1966, quando suas letras influenciadas pelas drogas eram recorrentes (como por exemplo "She Said She Said" e "Dr. Robert", ambas do disco Revolver). Em particular, essa letra tem relações de similaridade com a letra de outra música do Revolver, "Tomorrow Never Knows". Principalmente nas três seguintes passagens:

"the candle burns a flame" / "it is shining, it is shining"
"i need to hear the colours red and blue" / "listen to the colours of your dreams"
"and just before it's over, it's really just begun" / "existence to the end, of the beginning"


Com todas essas evidências, fica difícil afirmar com certeza que não são os Beatles. Isso foi gravado em 1966, quando poucas bandas sabiam das possibilidades dos estúdios de gravação. E o conhecimento musical demonstrado na música pode levar à impressão de que realmente sejam os Beatles ali. Seria então "Peace Of Mind" um embrião de "Tomorrow Never Knows"? Talvez. O instrumental poderia ter sido reutilizado, com uma nova roupagem, em "Dear Prudence"? Talvez. Como citado lá no início, isso ocorreu com "I've Got A Feeling" e "Jealous Guy". O que nos leva à próxima questão...

TEORIA Nº 4 - SERIAM MESMO OS BEATLES?
O que já pode ser constatado até agora, e isso sem nenhuma fantasia fanática, é que a canção lembra coisas feitas pelos Beatles entre 1966 e 1967. Outros fatos remetem aos anos de 1968 e 1969 ou tão longe quanto 1971. Isso, obviamente, julgando apenas semelhanças sonoras e tecnológicas. No entanto, nenhuma dessas semelhanças é prova defitiniva de que são (e nem de que não são) os Beatles.

Existem três fatos principais que fazem a dúvida permanecer, e são os seguintes:

1) Nunca tocou no Lost Lennon Tapes
A série Lost Lennon Tapes, veiculada no rádio entre 1988 e 1992, com 218 programas semanais, liberou mais de 200 horas de gravações de Lennon, entre out-takes de estúdio, demos, entrevistas e apresentações ao vivo. Uma coleção de bootlegs que retrata bem esses programas é a da Walrus ("The Complete Lost Lennon Tapes"), que já foi analisada aqui no site Beatles Brasil pelo colecionador Vladimir Araújo. No meio da série foram veiculadas até algumas músicas gravadas entre 1966-1970, quando John ainda era um Beatle.

Nenhuma das inúmeras coleções existentes, nem mesmo a que traz todos os 218 programas na íntegra, inclui a canção "Peace Of Mind". Nem mesmo uma citação. E olha que coisas como os primeiros demos de "Woman Is the Nigger Of The World", "Rock And Roll People" e "New York City", inéditos àquela altura, foram veiculados nos programas.

Produzido pela rádio Westwood One com o apoio de Yoko Ono e Elliot Mintz, tudo o que tocou ali naqueles programas tinha por trás duas das pessoas mais confiáveis como fontes de informação de John. Ou seja, nada do que fosse fake ou coisas desse tipo, iria tocar naquele especial.

2) Yoko Ono nunca tentou registrá-la
Antes de "Peace Of Mind", uma das músicas mais famosas a ser confundida com os Beatles era "Have You Heard The Word?", da banda The Fut, já discutida aqui. No entanto, no dia 20 de Setembro de 1985, Yoko Ono a registrou em nome de John. O que se torna mais estranho ainda, tendo a declaração de John do dia 27 de Setembro de 1974, sobre a música: "Não... acho que confundiram com 'The Word', a música dos Beatles do disco Rubber Soul... mas não existe tal música. Soa como a gente. É uma boa imitação". Yoko não registrou outra canção desse tipo, e "Peace Of Mind" sequer foi citada por ela ou Lennon, em algum ponto de suas vidas.

3) Ninguém se pronunciou a respeito da canção
Nenhum dos personagens relacionados aos Beatles (Paul, Ringo, George, George Martin, Neil Aspinall, entre outros) nunca citou essa canção, dando força ou desmentindo qualquer uma das teorias. É como se a canção, o caso de ser dos Beatles, fosse 100% ignorada por todos os envolvidos na história. Mas o mistério está longe de ser resolvido, pois existe ainda o fato de nenhum artista/banda ter se declarado 'dona' da música. É como se toda a humanidade ignorasse a autoria da canção. Isso ainda inclui a banda Trash e Syd Barrett.

E esses três fatos deixam a interpretação ainda mais em aberto. Alguém pode acreditar que se fossem mesmo os Beatles, eles já teriam autenticado a fita, como fizeram com "Puttin' On the Style", gravada no dia em que John e Paul se conheceram, e muitas outras. No entanto, podem acreditar que como nunca negaram, quer dizer que são realmente eles.

CONCLUSÃO
Quando perguntados, no grupo Beatles Brasil, sobre a música em questão, dois especialistas se pronunciaram, e ao meu ver, mais próximos de creditar a canção aos Beatles. Marcelo Fróes disse que "soa como os Beatles, sim" e adiciona outra opinião interessante: "Aquilo não é fita encontrada no lixo. Fita no lixo é amassada, não do tipo que fica emperrando. Isso é coisa de fita velha, de má qualidade, guardada em armário". Finaliza com um enigmático "Não sei. Aquilo é estranho. Mas é bom".

Cláudio Teran, outro colunista do site, diz que "aquilo parece Beatles mesmo. O vocal tem alguma coisa de George Harrison". Mas adverte que "por anos a fio acreditávamos que fossem mesmo os Beatles", dando a entender que já está estipulado que não são eles.

Eu, particularmente, acho que existem chances enormes de serem mesmo os Beatles. As evidências me fazem pensar muito mais nessa possibilidade do que nas outras. Mas talvez eu tenha uma ligação emocional com a música. Talvez eu apenas goste de pensar que é a 'canção perdida dos Beatles'. Só uma coisa está certa: "Peace Of Mind" é um mistério que ainda irá perdurar por muito tempo no circuito de fãs dos Beatles.

Por Vitor Suman

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

1967: George Harrison visita a Califórnia


Apesar dos Beatles terem sido cultuados por toda a geração hippie, só um deles visitou a turma cabeluda no seu local de origem, a cidade de San Francisco, Califórna, EUA (com rápida passagem por Los Angeles). Foi George Harrison, que em 1967 passou uma semana na terra do flower power, acompanhado pela esposa Pattie e pelo amigo Neil Aspinall - que é quem narra a história, dia a dia. Nessa viagem, a turma passou muito tempo com Ravi Shankar, foram à Disneylândia e até conferiram uma sessão de gravação dos lendários The Mamas & The Papas. Com a palavra, Mr. Aspinal!


Terça-feira, 1º de agosto de 1967
Viagem de avião de Londres a Los Angeles. Estavam George, Pattie, o "gênio" eletrônico Magic Alex e eu (Neil). Os Harrison viajaram como "Sr. e Sra. Weiss", que era o nome do homem que encontraria conosco e depois nos mostraria a Califórnia. O primeiro problema no desembarque foi a falta de uma de minhas malas, que ficou seis milhas atrás, em Londres. Você ganha tempo quando voa do Reino Unido para a América. Almoçamos e ficamos apenas uma tarde em Los Angeles. Fomos de carro do aeroporto até a casa que tínhamos alugado por uma semana.

A casa da colina

Era um pequeno, mas muito bonito lugar numa colina em Hollywood numa rua chamada Blue Jay Way. Eram nomes bastante figurativos. A casa pertencia a um advogado que estava de férias no Hawaí. O longo voo tinha deixado todo mundo bem cansado, mas Pattie não dormiu, pois queria ligar para sua irmã, Jenny, que estava em São Francisco, e ela disse que iria até lá encontrar-nos. George telefonou para Derek Taylor, que começou descrevendo as complicadas regras do lugar para eles.

A nova canção
A conversa com Derek Taylor pelo telefone inspirou George a escrever uma canção chamada "Blue Jay Way". Ele sentou perto de um mini-organ que tinha lá e compôs enquanto esperava por Derek. Você pode ouvir "Blue Jay Way" no disco Magical Mystery Tour.

Quarta-feira, 2 de agosto de 1967
Dormimos até tarde, fizemos algumas compras e depois fomos todos nos encontrar com Ravi Shankar em sua escola de música. Sentamos e ficamos vendo Ravi ensinando sua classe de mais ou menos 50 pessoas de idade entre 16 e 30 anos, pessoas muito diferentes, todos estudantes de música indiana. O tocador de tabla de Ravi, Alla Rahka, deu uma lição que nós só vimos um pouco, pois saímos para almoçar com Ravi em Sunset Trip.

Quinta-feira, 3 de agosto de 1967
De manhã bem cedo (quer dizer, lá pelas 11h), George foi à escola comigo e Alex enquanto Pattie e Jenny foram passear. Amanhã à noite Ravi faria um show no Hollywood Bowl então nesta manhã ele tinha uma coletiva com a imprensa. Todas as rádios locais e repórteres sabiam que George estava lá, é claro, e atacaram-no com milhões de perguntas do tipo: "O que você acha do LSD?" ou "Onde você está hospedado, George?". À tarde George e eu fomos a uma loja chamada Sidereal Time. Compramos muitas camisetas e coisas como mocassins e pôsters. À noite fomos ver Ravi Shankar dar uma palestra sobre a história da música indiana e então fomos a uma sessão de gravação do The Mamas And The Papas com derek Taylor.

Nova guitarra
Um dos caras da sessão tinha uma guitarra fantástica - um primeiro protótipo e algo muito especial. George não pôde resistir e ficou com ela.

Sexta-feira, 4 de agosto de 1967

Às 9h da noite começou o show de Ravi Shankar no Hollywood Bowl, que durou quatro horas. Com ele estava um grupo de estudantes; foi uma maravilhosa noite musical. Primeiro veio Bismillah Khan com acompanhantes tocando uma flauta indiana chamada shennai. O resto da turma acompanhou Bismillah até um certo momento em que não podiam mais acompanhá-lo, então ele teve que tocar sozinho! Veio um tocador de tambor sul-indiano tocando um instrumento chamado mridangam, uma espécie de tambor clássico, que você bate dos dois lados. Então veio Ali Akbar Khar e seu filho Ashish tocando uns tambores modernos que eles chamavam de sarods; eles "conversavam" através de seus tambores. Finalmente, antes de o próprio Ravi tocar, veio um tocador e professor de tabla chamado Alla Rahka, que permaneceu no palco para acompanhá-lo com sua cítara para a última hora do show.

Sábado, 5 de agosto de 1967
Nesta manhã todos nós fomos ao estúdio de gravações com Ravi Shankar assistir Alla Rahka e o tocador de tambor sul-indiano gravarem um lado de um LP. Um cantor sul-indiano, usando sua voz como se fosse um instrumento, gravaria o lado 2 do LP. George ficou muito satisfeito por receber um convite para escrever as notas da capa do outro LP que ali seria gravado esta semana, de Ali Akbar Khan e seu filho Ashish. Mais tarde, nos encontramos com Derek, sua esposa e seus filhos. Foram com eles visitar Alvera Street, um lugar muito histórico. Vinha sendo preservado como atração turística, com aquelas casinhas da Califórnia. Bandas estavam tocando e existiam muitas barraquinhas vendendo souvenirs de Hong Kong! Comemos comida mexicana em um dos restaurante pequenos e engraçados na Alvera Street e compramos uma grande quantidade de quadros mexicanos, feitos sobre veludo. Pequenos shows com fúnebres palhaços aconteciam no local. Eles dançavam sob uma música antiga e seguravam uma grande flor, tirando pétala por pétala. Era uma pechincha - apenas uns poucos dólares cada - e duravam muito tempo. Nós também compramos um toureiro com um grande touro verde junto. George nos deixou (eu e Alex) comprando uns casacos coloridos enquanto ele estava com Ravi Shankar, que comprava uma cítara.

Domingo, 6 de agosto de 1967
George foi sozinho bem cedo ver Ashish e falar sobre as notas da capa do LP e essas coisas. Mais tarde, enquanto todos estavam na Disneylândia, George ficou atrás. Nós não ficamos muito tempo na Disneylândia, mas deu para ver que é um lugar fantástico. Visitamos "Tomorrowland", "Fantasyland" e um pouco de "Frontierland". Lá tem uns telefones que você pode usar para ligar para os personagens. Eu liguei para o Pluto mas uma voz disse: "Desculpe, ele está ocupado. Aqui é o Pateta"! À noite todos foram à casa de Ravi Shankar.

Segunda-feira, 7 de agosto de 1967
Hoje fomos até São Francisco e andamos pelo Haight-Ashbury. Derek foi conosco. Ficou meio esquisito depois de um tempo. Existia uma procissão ridícula de pessoas seguindo o George como se ele fosse o "novo guru". Mas eles não seguiram até o rio. De qualquer forma, foi um bom dia, uma boa cena foi ver coisas que nos deixou felizes e coisas que nos deixou tristes, como todas aquelas pessoas que pegavam o dinheiro dos turistas. E foi a primeira vez que nós vimos São Francisco como um lugar além do show que os Beatles fizeram lá.

Terça-feira, 8 de agosto de 1967
À noite, voamos de volta para casa. Quatro fãs foram até a casa onde estávamos, mas não teve problema algum e George gostou de vê-las. Ah, e quase que eu me esqueço: a minha mala ainda estava em Londres! Eu fiquei 8 dias com a mesma roupa!


Músicas com "BEATLES" no título


O jornalista português Luis Pinheiro de Almeida teve um trabalho "do caraças", mas produziu uma curiosa lista de músicas que citam nos seus títulos o nome da maior banda de rock de todos os tempo, bem como algumas variações. Você conhece alguma que não está nessa relação? Passe um e-mail para jc@thebeatles.com.br e ajude-nos a completar essa lista!


BEATLES

We Love The Beatles - Vernon Girls/Carefrees/Pebbles
Letter To The Beatles - Four Preps/Picasso Trio
Nur Keine Beatles Frisur - Gerd Bottcher
Beatles - Alan Gordon The Extragordonary Banda
Pop Hates The Beatles - Allan Sherman
Introducing The Beatles To Monkey Land - Del Randle
I'm Better Than The Beatles - Brad Bernich
Something About The Beatles - Stackridge
Beatles Memory - Philippe Chatel/Polad Bol-Bool Ogly
The Beatles Thing - Moran
Chasing The Beatles - Hindu Rodeo
The Beatles - Gary Burton Quartet
The Beatles Revival Song - Beatles Revival Band
The Beatles Pledge Of Allegiance - David Peel and the Apple Band
We Wew Listen To The Beatles - Karnaval
Addressing To The Photo Of The Beatles - Scret
The Beatles Barber - Scott Douglas
Welcome Beatles - Lil' Sally and the Venturas
Saga Of The Beatles - Johnny and the Hurricanes
Beatles - Los Modulos/Daniel johnston
Bring Back The Beatles - David Peel
The Beatles - Peggy March/Donne Lynn
The Beatles Got To Go - Keith & Ken
Wie Die Beatles Tragt Mein Bobby Seine Haare - Nichi & Nero
El Blue De Los Beatles - Santo & Johnny
Beatles Hymn - Pat & Tina Starr
Roll Over Beatles - Peter belli
I Dreamed I Was A Beatle - Runaway Kellum
Yoko Killed The Beatles - Juvenocrazy
Get Back Beatles - Gerard Kenny
The Beatles Song - Japanese Beatles
Bring Back My Beatles (To Me) - Bonnie Brooks
Beatles Please Come Back - Grig Parker
Beatles - Karel Gott/Forbes
I Want The Beatles For Christmas - Jackie & Jill
Beatles/Best Ex-Beatles - Charlie
El Stomp De Los Beatles - Santo & Johnnhy
Come Back Beatles - Lipstick
Christmas With The Beatles - Judy and the Duets
Beatles Song - Sense Field
Beatles, Rolling Stones e Bob Dylan - Elio e la storie Tese
The Beatles March (A Funeral Dirge) - Eddie Addison
Turn On The Beatles Loud! - Deti
We Love You, Beatles - Sweet Sixteen
Beatlesque - Richard Orange
The Beatles Are Coming! - Joycee Germain
The Beatles Move - Manchesters
The Beatles Is Back - Lenore King
Ban The Beatles - Matt McGuinn
Bigger Than The Beatles - Joe Diffie
Je Beatles En De Buren - Alda
About The Beatles - Slovesnik
Beatles, You Bug Me - Bug Men
C'Era Un Ragazzo Che Come Me Amava i Beatles e I Rolling Stones - Gianni Morandi
Nosso abraço Aos Beatles e aos Rolling Stones - Incríveis
Chiedi Chi Erano I Beatles - Lucio Dalla e Gianni Morandi
História dos Beatles - Ministars
Beatles And Stones - House Of Love
Era Um Garoto Que, Como Eu, Amava Os Beatles e Os Rolling Stones - Engenheiros/Incríveis
Ode To The Beatles - Quarteto 1111
The Beatles Tune (Tomorrow Never Knows) - David Lee Roth
The Beatles - Edwyn Collins
Beatles Forever - Electric Ligh Orchestra
When The Beatles Hit America - John Wesley Harding
Jesus And The Beatles - William Pears
Beatles Reunion Blues - Mike Scott
Saudade dos Beatles - Zezé di Carmargo & Luciano
My Ladybug Stay Away From The Beatles - Dean taylor

"BEATLE" (singular)

Quiero Ser Beatle - Andres Pajares
Apple Beatle Foursome - David Peel
Little Beatle Boy - Angels
Beatle Crazy - Bill Clifton
All I Want For Christmas Is A Beatle - Dora Bryan
I Ain't No Beatle - Gary/Sarders/Jack White
My Gurl's Been Bitten By The Beatle Song - Annie and the Orphans
Beatle Blues - Scramblers
Mein Beatle baby - Flamingo
Beatle Bones 'N' Smoking Stones - Captain Beefhart
I Want To Be A Beatle - Bobby Wilding/Gene Cornish
Bring Me A Beatle For Christmas - Cindy Mella
The Beatle Flying Saucer - Ed Solomon
We Wanna Marry A Beatle - Carol Connors
Through The Eyes Of A Beatle - Frost
I Dreamed I Was A Beatle - Murry Kellum
Beatle Maniacs - Ray Ruff
The Boy With The Beatle Haircut - Swans
Beatle Bouce - Bobby Comstock
A Beatle I Want To be - Sonny Curtis
A Beatle Meets A Ladybug - Paula Lemmont
Beatle Tribute - Billy Preston
Beatle Rap - Qworymen
My Boyfriend Got A Beatle Haircut - Donna Lynn
No Bed For Beatle John - Yoko Ono
Are You A Beatle Or A Rolling Stone? - Delaney and Bonnie
Discobeatlemania - DBM
Beatle Stomp - Bob Moline
Beatle Walk - Dave Hamilton
Beatle Fine - Murray The K
Ballad For A Beatle - Sonny Curtis
Beatle City - Don Woods

BEATLEMANIA

Beatlemania - Jack Nitzsche
Beatlemania - Newfast Automatic Daffodils
Beatlemania Blues - Roaches
Beatlemania - Erasmo Carlos

PAUL MCCARTNEY

Abrace Paul McCartney por Mim - Joyce
Johnny McCartney - Leno
I'm Old As Paul McCartney - Mike Berry
Paul McCartney - Tony Hazzard
Et Paul Chantait Yesterday - Michel Delpech
Saint Paul - Terry Kurpest
A Letter To Paul - Tracy Steel
Mr. Paul McCartney - Marianne Rosenberg
Paul McCartney Is Going To See Us - Deti
Hello, Paul! - Valery Yarushin
So Long, Paul - Werbley Finster (Jose Feliciano)
Ballad Of Paul - Mystery Tour
The Ballad Of James Paul McCartney - David Peel
Brother Paul - Billy Shears and the All-Americans

LINDA MCCARTNEY

Linda - Jan and Dean
Lovely Linda - Paul McCartney

JOHN LENNON

Requiem (In Memory Of John Lennon) - Avtograf
If Lennon Were Alive - Dr. Bajan & Brain Drain
To Mr. Lennon - Ruja
Life Is Real (Song For Lennon) - Queen
John Lennon Is Watching Me & You - Back Pack
Keep John Lennon In America - David Peel
Wish We Had lennon - Libido Slaves
The Brain Of John lennon - Toxico
Rest In Peace, John Lennon - Juan Hernandez
Who Killed John Lennon - Ellis Paul
John Lennon's Guitar - Barclay james Harvest
John Lennon - Hamell On Trial
Tell Me, My Friend (In Memory Of John Lennon) - Mashina Vremeni
The Immigrant (Dedicated To John Lennon) - Neil Sedaka
John Lennon Is Tired - Blue Whale
John Winston (Lennon) - Quarrymen
I Just Shot John Lennon - Cranberries
Las Gafas de Lennon - Pedro Guerra
Comentário a Respeito de John - Belchior
Como Queria John Lennon - Banda Black Rio
Eu Queria Ser John Lennon - Odair José
Pra John - Tunai
Pro John - Ney Matogrosso
Brother John - Rosa Maria

YOKO

Dear Yoko - John Lennon
Yoko - Tony Hatch
Oh Yoko - John Lennon
Yoko Killed The Beatles - Juvenocracy
Be My Yoko Ono - Barenaked Ladies
I Won't Be Your Yoko Ono - Dar Williams
Naquela Noite com Yoko - Simone
Yoko Ono - Rita Lee

RINGO STARR

You Can't Go Far Without A Guitar (Unless You're Ringo Starr) - Neil Sheppard
Ringo Ringo Little Star - Al Fisher and Lou Marks
Ringo Bells - Three Blond Mice
Like Ringo - Dick Lord
Ringo Comes To Town - Chug and Doug
Ringo's Beat - Ella Fitzgerald
What's Wrong With Ringo - Bom Bons
Ringo For President - Rolf Harris/Young World Singers
Santa Bring Me Ringo - Christine Hunter
Go Go With Ringo - Whippets
Ringo Ringo - Darlene Terri
Ringo Is God Is Acid - Steve Dirkx
Twinkle Ywinkle Ringo Starr - James Kochalka Superstar
(Thought I Feel Like) Ringo Starr - Badger
Treat Him Tender Maureen (Now That Ringo Belongs To You) - Angie and the Chicklettes
My Friend Ringo - Young Frash Fellows
There's No More Ringo Starr - Harry Nilsson
Ringo - Weekends/Car and the Haircuts/Starlettes
Ringo Did It - Veronica Lee
A Tribute To Ringo Starr - Larry Finegan
Ringo Boy - Dorie Peyton
Ringo I Love You - Bonnie Jo Mason (Cher)/Stereo Total
Ringo's Theme - George Martin
Total Ringo - Happy Mondays
R (Is For Ringo) - Tina Ferrer
My Ringo - Rainbows
Ringo And The Boys - Comedian Slovene
Ringo-Deer - Garry Ferrier
Like Ringo - Dick Lord

GEORGE HARRISON

George Harrison - Udi Subudi
Preciso De Ti (No Dia da Morte de George Harrison) - Fernando Tordo

OUTROS

The Ballad Of John And Yoko - Beatles/Teenage Fan Club/Percy Faith/Love/ Hootie & the Blowfish/Persuasions/Dave Edmunds
Between John And Yoko - Easy
Julia - Beatles
Don't Worry Kyoko - Plastic Ono Band
John, Paul, George & Ringo - Bulldogs
Para Milton, Lennon e McCartney - Lula Barboza
Paul, George, John & Ringo (All The Way To The Bank) - Al Fisher and Lou Marks
The Beatles - John, Paul, George Und Ringo - Peggy March
John, George, Ringo & Paul - Liverpool Express
Para Lennon e McCartney - Simone/Milton Nascimento/Affonsinho/Friends From Rio/Elis Regina
Let John And Yoko Stay In The USA - Justice Department
In The Sky - John Lennon

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Curiosidade: 03 países onde os Beatles foram mal recebidos


A maioria de nós pensa que por todos os lugares onde os Beatles passaram, foram recebidos como reis, com extrema adoração e entusiasmo, certo? Bem, quase todos...

Nas Filipinas, quase sofreram um linchamento, comandado pela própria polícia local, depois de uma campanha de ódio desfechada pela Primeira Dama, Imelda Marcos, porque os Beatles se recusaram a participar de um jantar que ela tinha organizado.

Durante as filmagens de "Help!", os Beatles passaram por Salzburg, na Áustria, onde foram hostilizados pela população, indignada com a presença daqueles músicos esquisitos "na terra de Mozart".

Porém, a coisa mais estranha aconteceu na Itália. Em junho de 1965, a tour européia dos Beatles passava por Milão, Gênova e Roma. Na Cidade Eterna, 150 policiais estavam no aeroporto para garantir a integridade dos Fab Four, mas apenas nove fãs compareceram. Um dia antes, em Gênova, num estádio onde cabiam 20 mil pessoas, apenas três mil assistiram ao show.

domingo, 9 de outubro de 2016

Os Beatles nas paradas brasileiras

Os Beatles sempre foram grandes ídolos no Brasil, mas apenas uma vez alcançaram o nº 1 nas paradas nacionais! Isso se deve, principalmente, a um motivo principal: por aqui, o topo já tinha um dono, Roberto Carlos - acompanhado pela turma da Jovem Guarda. Veja aqui uma relação das colocaçoes dos Beatles, juntos e separados, nas paradas de singles do Brasil, desde 1964 até 1996, quando foi lançado "Free As A Bird".

1964
  2º - I Want to Hold Your Hand
  5º - Please Please Me
  6º - She Loves You
  9º - Can't Buy Me Love
15º - Love Me Do
18º - Twist and Shout
27º - Do You Want To Know A Secret?

1965
  6º - A Hard Day's Night
16º - I Feel Fine
23º - Eight Days A Week
47º - Help!

1966
  2º - Yesterday
  7º - Michelle
19º - Day Tripper
65º - Girl
96º - Paperback Writer

1967
16º - Penny Lane
32º - All You Need Is Love
70º - Day Tripper

1968
  1º - Hey Jude
27º - Hello Goodbye
83º - Revolution

1969
  6º - Get Back
33º - The Ballad Of John & Yoko
74º - Hey Jude

1970
  9º - Let It Be
15º - Something
35º - The Long And Winding Road
59º - Come Together
67º - Instant Karma (John Lennon)

1971
18º - My Sweet Lord (George Harrison)
33º - Another Day (Paul McCartney)
35º - Mother (John Lennon)
44º - It Don't Come Easy (Ringo Starr)

1972
13º - Imagine (John Lennon)

1973
13º - My Love (Paul McCartney)

1974
16º - Band On The Run (Paul McCartney)

1976
40º - Silly Love Songs (Paul McCartney)

1981
  6º - (Just Like) Starting Over (John Lennon)
16º - Woman (John Lennon)
43º - All Those Years Ago (George Harrison)

1982
12º - Ebony And Ivory (Paul McCartney & Stevie Wonder)

1983
38º - The Girl Is Mine (Paul McCartney & Michael Jackson)

1984
45º - Say Say Say (Paul McCartney & Michael Jackson)

1988
44º - Got My Mind Set On You (George Harrison)

1996
43º - Free As A Bird

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

18 curiosidades sobre o álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band


Muito já se leu sobre o festejado álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, que inclusive é citado em várias listas como o álbum mais importante de todos os tempos. Mas sempre sobra espaço na cabeça para mais uma leva de informações curiosas sobre ele, concorda?  Aí vai uma lista com 18.

O álbum foi originalmente concebido com a temática da infância dos Beatles em Liverpool e nesse sentido eles chegaram a gravar duas músicas: "Penny Lane" e "Strawberry Fields Forever". Essas músicas foram lançadas como um single "duplo lado A" e descartadas para o LP.

O primeiro título para o disco era "Dr. Pepper's Lonely Hearts Club Band". Mas foi descoberto que esse era o título de uma bebida muito popular nos EUA.

Paul McCartney primeiro sugeriu que os Beatles posassem com uniformes do Exército da Salvação, mas os outros 3 não gostaram da idéia e descartaram.

Os Beatles planejavam realizar um programa de TV espetacular para o lançamento do álbum, mas isso nunca foi feito.

Brian Epstein não gostou da idéia dos uniformes militares para a capa do Sgt. Pepper. Ele estava nos EUA e, antes de retornar para Londres, acreditava que poderia morrer de acidente aéreo e escreveu um bilhete para um assistente chamado Nat Weiss, no qual estava anotado, entre outras ordens: "jaquetas marrons para o Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band".

Mal Evans, o faz-tudo dos Beatles, teve uma pequena participação na criação do Sgt. Pepper: segundo consta, ele contribuiu com algumas frases de "Fixing a Hole". Mas não creditado, obviamente.

O custo das gravações do álbum foi de aproximadamente 25 mil libras (40 mil dólares).

Os Beatles gastaram cerca de 700 horas gravando o disco.

Os uniformes de Sgt. Pepper foram feitos por um profissional especializado em figurinos de teatro chamado Maurice Berman.

Houve uma festa para a imprensa que foi considerada a primeira audição oficial do Sgt. Pepper: aconteceu no dia 19 de maio de 1967 na casa de Brian Epstein em Chapel Street. Linda Eastman estava presente e fez várias fotografias nesse dia. E também foi fotografada, pela primeira vez, conversando com seu futuro marido, Paul McCartney.

A primeira vez que o Sgt. Pepper foi tocado publicamente foi às 17h do dia 12 de maio de 1967, quando a Radio London tocou o disco inteiro, com uma cópia pirata que havia adquirido não se sabe como. O programa foi apresentado como "a primeira audição mundial do disco da semana".

No Brasil o disco também foi tocado antes de ser lançado, pelo lendário Big Boy, na Rádio Mundial AM 860. Também não se sabe como ele conseguiu a cópia do disco.

Aquele bumbo com o logotipo do álbum foi encomendado por Peter Blake a um artista plástico underground chamado Josepho Ephgrave, que preparou duas versões diferentes. A oficial, que foi usada na maioria das fotos daquela sessão (e escolhida para a capa) acabou sendo guardada com John Lennon no Dakota, enquanto a alternativa ficou com Paul.

Para a sessão de orquestra de "A Day In The Life" foram convidados cerca de 40 amigos dos Beatles, inclusive Mick Jagger, Mariane Faithfull e toda a equipe da Apple.

Madame Tussauds emprestou 9 figuras de cera do seu museu para a capa do Pepper: os quatro Beatles, Diana Dors, Lawrence da Arábia, George Bernard Shaw, Dr. Livingstone e Sonny Liston.

John Lennon presenciou a estréia de um musical chamado Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, no Beacon Theatre, New York, em 1974. O espetáculo foi dirigido por Tom O'Hogan e produzido por Robert Stigwood. Stigwood também produziu em 1978 um filme de mesmo nome, estrelado pelos Bee Gees. Paul McCartney se ofereceu para fazer o papel de Billy Shears, mas foi recusado. O papel ficou para Peter Frampton.

"A Day In The Life" foi a primeira música dos Beatles em todos os tempos a ser banida da Rádio BBC.

A primeira música gravada para um álbum foi uma música composta por Paul vários anos antes: "When I'm Sixty-four".


domingo, 11 de setembro de 2016

15 curiosidades sobre os Beatles que provavelmente você não sabia

Mesmo considerando a quantidade de informações disponíveis na Internet, ainda existem muitas curiosidades sobre os Beatles que muitos fãs ainda não sabem. Separamos algumas que conseguimos em uma revista dos anos 70. Não pergunte o nome, pois possuímos apenas o recorte, no qual não aparece a identificação da publicação. Essa é mesmo do fundo do Baú! [JC]

A Talent For Loving é o nome de um terceiro filme que os Beatles iriam fazer em 1965, mas após várias ponderações, decidiram rodar. Seria uma comédia-western.

“Baby Jane, I’m Sorry” é o nome de uma música de Paul McCartney, feita em 1965, mas nunca lançada (nem mesmo ensaiada). Adivinhem para quem ele fez.

Paul McCartney Goes Too Far é o nome de um disco solo que Paul McCartney iria fazer em 1968. Apesar dos outros Beatles terem dado o maior apoio, o projeto nunca foi levado à frente.

Abracadabra é um dos nomes que foram cogitados para o novo álbum dos Beatles, em 1966, aquele que viria ser chamado de Revolver.

The Plastic Macs é o nome da banda que acompanha Paul McCartney na música “Coming Up”.

“Annie” é o nome de uma musica composta, mas nunca gravada, pelos Beatles, mais ou menos na época do Sgt. Pepper, em 1967.

Freddie Astaire, o famoso ator, teve uma música de Paul McCartney dedicada a ele. É “You Gave Me The Answer”, do LP Venus and Mars.

“Baby Don’t Go” é o nome da música que John Lennon cantou com Frank Zappa e The Mothers of Invention no Filmore East, em 1971. Era uma das músicas favoritas dos Beatles nos ‘early years’.

“Badfinger Boogie” era o nome provisório da música “With a Little Help From My Friends”.

Beat Comber era o pseudônimo usado por John Lennon quando ele escrevia para o jornal Mersey Beat.

The Beatmakers foi o nome de uma banda formada pelos Beatles e Gerry and The Pacemakers. Eles tocaram juntos uma única noite no Litherland Town Hall, em Liverpool, em 1961. George tocou guitarra, John o piano e Paul ficou na guitarra base.

Elisabeth Beresford é o nome de uma fã de 16 anos que, em 1967, Paul chamou para tomar chá em sua casa. Segundo a história, publicada em diversas revistas e jornais da época, ele a havia perguntado se sabia cozinhar, uma vez que ele estava sem empregada. Ela respondeu que sim e eles almoçaram juntos. No dia seguinte, os jornais ingleses publicavam declarações dos pais da garota, exigindo que Paul se casasse com Elisabeth. Paul negou toda a história e nunca mais convidou fãs para tomar chá.

Body Count é o título de um livro lançado  pela fã Francie Scwartz, que afirma ter tido relações sexuais com Paul McCartney, especificamente no capítulo “He Loved Me Yeah, Yeah, Yeah”. Em algumas biografias, ela é apontada como o pivô da separação entre Paul e Jane Asher e afirma-se ainda que Paul a teria contratado como secretária na Apple.

“Broken Arrow” é o nome de uma música cantada pelo Buffalo Springfield, na abertura do show dos Beatles no Hollywood Bowl, em 1966.

Caleb é o nome de um astrólogo contratado pelos Beatles em 1968 para trabalhar na Apple. Sua função: horóscopos e previsões com o I Ching.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

13 coisas que você não sabia sobre George Harrison


George Harrison sabia tocar 26 instrumentos, entre eles xilofone, violino, atabaque, gaita e metalof

George Harrison morreu em 29 de novembro de 2001, aos 58 anos. Em homenagem ao músico, o site Neatorama convidou o ator norte-americano Eddie Deezen para escrever algumas curiosidades pouco divulgadas sobre o ex-beatle.

1- A cor favorita de George era o roxo. Entre suas paixões também se destacam corridas de F-1, sanduíches de ovos e assistir ao seriado “Monty Python’s Flying Circus” na TV.

2- George era tão fã da trupe de comediantes britânicos que investiu £3 milhões (R$ 8,6 milhões) na produção do filme “A Vida de Brian”, de 1979. A quantia, que ele conseguiu hipotecando sua casa, foi descrita pelo humorista Eric Idle como “o valor mais alto pago para assistir um filme”.

3- Durante décadas o aniversário do guitarrista foi comemorado no dia 25 de fevereiro. Porém, nos últimos anos de sua vida, ele revelou que na verdade nascera às 23h50 do dia 24 do mesmo mês.

4- Muito antes dos Beatles, George já havia encontrado com Paul McCartney. Ambos utilizavam o mesmo ônibus escolar em 1954, período em que tinham 11 e 12 anos, respectivamente. Depois disso, ele frequentou por três a mesma escola John Lennon, a Dovedale Primary School, mas nunca conversou com o colega.

5- Apesar de as composições da dupla Lennon e McCartney ganharem muita atenção, Harrison foi co-autor das duas primeiras gravações dos Beatles: “In Spite of All the Danger” (que ele compôs com McCartney), gravada em 1958, quando a banda ainda se chamava The Quarrymen, e “Cry for a Shadow” (composta com Lennon), de 1960.

6- Dois anos após se juntar aos Beatles, em 6 de fevereiro de 1958, George, que tinha apenas 16 anos, adotou o nome de ‘Carl Harrison”, em homenagem ao seu ídolo, o guitarrista Carl Perkins. O pseudônimo foi utilizado apenas em uma breve turnê pela Escócia.

7- A primeira relação sexual do músico ocorreu com uma prostituta alemã, na cidade de Hamburgo. Na época Harrison tinha 17 anos – e foi surpreendido por uma salva de aplausos dos demais Beatles, que estavam escondidos no quarto esperando o fim do ato.

8- Aos 22 anos, o guitarrista adotou o vegetarianismo. Segundo sua ex-mulher, Pattie, a partir desse momento ele proibiu que qualquer tipo de carne ou peixe fosse levado à sua casa.

9- De acordo com o cineasta Richard Lester, diretor dos dois primeiros filmes dos Beatles, “A Hard Day’s Night” e “Help!”, George era o melhor ator da banda. Tanto que chegou a inserir uma gíria no vocabulário utilizado nos anos 1960, ao usar “grotty” (algo como “grotesco”) para descrever uma roupa.

10- Harrison foi o primeiro dos Beatles a alcançar o topo das paradas com uma canção solo: “My Sweet Lord”, em dezembro de 1970.

11- Qualquer fãs dos Beatles sabe que George conseguia tocar guitarra e cítara. Porém, a versatilidade do músico permitia a ele tocar 26 instrumentos, entre eles xilofone, violino, atabaque, gaita e metalofone.

12- Uma das principais diversões do músico era a jardinagem. Ele costumava dizer que havia plantado dez mil árvores durante sua vida. Em 1980, dedicou sua autobiografia, “I Me Mine”, a todos os jardineiros do mundo.

13- George morreu há dez anos vítima de um câncer. Sua mãe, Louise, havia morrido da mesma doença em 1970. Em sua homenagem, ele compôs a música “Deep Blue” (“Azul Profundo”, em tradução livre). Quando seu pai, Harry Harrison, faleceu em 1978, também por causa de um câncer, o músico e sua mulher Olivia dizem terem acordado com a visão de uma luz azul, onde enxergaram Harry sorrindo.