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terça-feira, 29 de novembro de 2016

Uma narrativa emocionante sobre os últimos dias de George Harrison


Em 2001, o mundo foi forçado a suportar a partida de mais um Beatle. Duas décadas depois de John Lennon, era George Harrison que "despertava desse sonho" (nas palavras da viúva Olivia). Confira um trecho emocionante, que narra os últimos momentos de George, que selecionamos do espetacular livro A Batalha Pela Alma dos Beatles, de  Peter Doggett, lançado em 2009.

Ao longo de 2000, Harrison convalesceu, trabalhou esporadicamente em material para um novo álbum e supervisionou o relançamento do álbum All Things Must Pass. Foi incluído um arranjo retrabalhado de My Sweet Lord, omitindo cuidadosamente todos os elementos que tornaram o compacto original um trabalho tão comercial. Foi um gesto tipicamente intencional, irritante, mas estranhamente admirável, como a própria pessoa do guitarrista. Houve rumores de que os Harrisons sairiam de Friar Park, não obstante a casa em Maui ainda estar sob condições de litígio. Mais surreal foi a sugestão de que Neil Aspinall se aposentaria como diretor executivo da Apple, e Harrison assumiria o cargo – uma opção bizarra para uma celebridade notoriamente reclusa.

Logo transpareceu que não haveria tempo para mudanças, e restava apenas um pequeno e precioso tempo a ser vivido. Em março de 2001, Harrison passou por uma cirurgia para remover um tumor no pulmão. No mês seguinte, ficou sob os cuidados do Instituto de Oncologia do Sul da Suíça, passando uma temporada numa casa à beira de um lago próximo à fronteira com a Itália. Ele se encontrou com Paul McCartney brevemente, em Milão, algumas semanas depois, mas pela maior parte do tempo usufruiu da privacidade que sempre desejara, embora sabendo que a doença lhe sobrepujava pouco a pouco. Se o assassinato de John Lennon foi possivelmente a exposição mais nua e crua dos perigos de ser uma celebridade, os meses finais de Harrison foram, a seu modo, lembretes igualmente cruéis.

Última foto de Paul, Ringo e George juntos

Por uma ironia selvagem, ele, uma das figuras públicas mais relutantes em aceitar sua notoriedade, foi explorado não uma, mas duas vezes, por gente que se preocupou menos com o lado humano do que com a fama. Ele divulgou um comunicado, no início de julho de 2001, declarando que estava ‘se sentindo bem’ e se desculpando por quaisquer preocupações sentidas pelos fãs. Porém, duas semanas depois, o produtor dos Beatles, George Martin, foi amplamente citado como se tivesse virtualmente emitido uma sentença de morte: ‘Ele é um espírito indomável, mas sabe que vai morrer em breve, e está aceitando isso.’ Quando essa declaração apareceu na imprensa, um Martin chocado telefonou a Harrison para pedir desculpas e negar que tivesse feito aqueles comentários. E falou a verdade: suas palavras de fato tinham sido: ‘Ele foi resgatado várias vezes... Acho que ele espera ser resgatado novamente. E acho que vai. Mas ele sabe perfeitamente que há uma chance de não ser’. Este texto foi a seguir distorcido por uma série de editores até se transformar em algo mais sensacional. Harrison insistiu que estava ‘ativo e se sentindo muito bem’, mas a primeira reportagem foi a que ficou na mente das pessoas, mesmo depois de Richard Starkey visitar o amigo e anunciar que Harrison estava ‘bem’.

No início de outubro, Harrison entrou em estúdio pela última vez, para gravar uma canção chamada "Horse to Water" [Cavalo à água] com a banda de Jools Holland. ‘Ele não passou bem no início do ano,’ reconheceu Holland, ‘mas então pareceu muito, muito melhor. Pareceu forte, e sua voz soou realmente forte. Ele vai continuar a melhorar’. Ainda assim, a letra da canção de Harrison soava rude como a voz de um profeta do Velho Testamento confrontando, do leito de morte, os pecados de seu povo. Havia uma estrofe sobre ‘um amigo meu sofrendo tanto’, na qual dificilmente não se via o rosto assombrado de Paul McCartney em luto; outra sobre um alcoólico; uma terceira sobre um ‘pregador’ que ‘me alertou contra Satã’, ficando a inferência de que nenhum desses aparentes heróis conseguira encontrar a paz. Quando os direitos autorais da canção foram registrados, Harrison usou uma nova empresa editora: RIP Ltd, 2001. Foi um golpe final de humor negro.

Duas semanas depois da gravação, a saúde de Harrison declinou acentuadamente. Ciente de que a luta entrava nas semanas finais, ele renunciou ao cargo de diretor da Harrisongs em favor de sua esposa, que logo sucedeu o marido também no conselho da Apple. O câncer seguira um caminho comum, dos pulmões ao cérebro; Harrison ficou dolorosamente magro e sofreu as alucinações provocadas pelos analgésicos mais fortes. Ele cruzou o Atlântico para o período terminal, em busca de um tratamento experimental com radiação na clínica pioneira do Hospital da Universidade de Staten Island. Dali a alguns dias, recebeu uma visita de McCartney. Os dois homens, amigos por mais de 45 anos, mas tantas vezes divididos em consequência da fama, passaram as últimas horas juntos relembrando o passado em comum. ‘Nós rimos e brincamos, como se nada estivesse acontecendo. Fiquei impressionado com a força dele’, recordou McCartney posteriormente.

Uma equipe médica buscou focalizar doses de alta densidade de radiação no tumor cerebral de Harrison, para tentar lhe ganhar alguns meses a mais de vida. Porém, de acordo com uma queixa registrada alguns anos depois, um médico perdeu a compostura e rendeu-se aos apelos da fama de Harrison. Segundo declarou Olivia Harrison, em 2004, o médico levou seus filhos até a casa alugada pelos Harrisons, ‘onde [George] estava de cama e passava por grandes desconfortos’. Lá, o médico fez Harrison ouvir o filho tocar guitarra, e depois pediu-lhe que autografasse o instrumento do garoto. O debilitado músico recusou: ‘Eu nem sei se consigo mais soletrar meu nome’, disse ele. O médico teria dito: ‘Vamos lá, você consegue’, colocando uma caneta na mão de Harrison e ajudando-o a rabiscar o nome na guitarra.

Harrison abandonou o tratamento e voou para Los Angeles, para sessões mais convencionais de radioterapia. Durante o voo, ele estava tão fraco que quase morreu, mas agarrou-se à vida por mais duas semanas. Em 28 de novembro, no entanto, era óbvio que estava perto da morte, e seu velho amigo Ravi Shankar viajou a Los Angeles para visitá-lo. A filha de Shankar, Anoushka, recordou: ‘[George] tinha um olhar que eu nunca tinha visto antes, tão cheio de amor e paz. Ele não podia mais dizer nada com os lábios, mas seus olhos falavam por ele. Aquela casa estava tão cheia de amor’.

George e Olivia Harrison
No dia seguinte, George Harrison morreu às 13h30, na presença da esposa, do filho e de amigos devotos de Krishna. ‘George aspirava a deixar seu corpo de maneira consciente, essa era uma das metas da sua vida’, recordou a esposa. Seu amigo Mukanda Goswami disse simplesmente: ‘Ele era uma pessoa muito espiritual, que não tinha medo de morrer’. Partiu com o perfume do incenso nas narinas, enquanto os amigos cantavam louvores a Krishna. Seu corpo foi coberto com uma manta de seda amarela, e ungido com pétalas de rosas e água benta. A causa oficial da morte foi menos poética: ‘câncer metastático nas células do pulmão’ acompanhado de ‘carcinoma nas células escamosas da cabeça e do pescoço’.

Não houve nada semelhante ao choque gerado pela morte de Lennon 21 anos antes; apenas um profundo pesar por este homem complexo e determinado ter morrido com 58 anos de idade. Seu filho Dhani descreveu a natureza espiritual de Harrison: ‘Não havia nenhuma urgência para ele. Ocasionalmente ele ficava motivado, mas não porque sentisse que ia morrer. Ele nunca se sentou e sentiu pena de si mesmo. Não tinha mais nem medos nem preocupações quando morreu’. Harrison faria falta, disse Richard Starkey, por seu humor e generosidade de espírito. Paul McCartney, que ainda se lembrava de como uma única palavra mal colocada lhe causara problemas quando da morte de Lennon, pronunciou um tributo cuidadoso, mas sincero: ‘Estou arrasado e muito, muito triste. Ele era um cara adorável e um homem muito corajoso, e tinha um maravilhoso senso de humor. Ele é realmente o meu irmão caçula’. O corpo de Harrison foi cremado, e sua família levou as cinzas para Varanasi, na Índia, onde as águas sagradas do Ganges, do Yamuna e do Saraswati se encontram. Olivia Harrison proferiu um réquiem adequadamente espiritual: ‘Estamos profundamente tocados pelo extravasamento de amor e compaixão das pessoas ao redor do mundo. A beleza profunda do momento da passagem de George – de seu despertar deste sonho – não foi surpresa para aqueles de nós que sabiam como ele desejava estar com Deus. Nesta busca, ele foi incansável’. Numa repetição bizarra das repercussões após a morte de Linda McCartney, a mídia atentou para as discrepâncias na certidão de óbito de Harrison – criando um mistério de cinco dias que só foi resolvido ao revelarem o local verdadeiro do falecimento, uma casa nas colinas de Hollywood, arrendada por Paul McCartney (A certidão citava como lar de Harrison um endereço em Lugano, na Suíça, presumivelmente para efeitos fiscais).

Em janeiro de 2002, My Sweet Lord foi o compacto mais vendido na Grã-Bretanha, e Olivia Harrison preparou uma ação judicial contra um membro mais afastado da família, acusado de roubar pertences do marido e vendê-los no dia seguinte à morte dele. Em julho, ela realizou uma celebração particular da vida do músico, em Friar Park, com a presença de McCartney, Starkey e George Martin. E em 29 de novembro de 2002 – ‘fazendo um ano hoje’, como diziam os cartazes – ela organizou o Concerto Para George, no Royal Albert Hall, onde muitos dos amigos mais próximos apareceram para prestar-lhe uma homenagem musical. Dhani Harrison, arrepiantemente parecendo uma reencarnação do pai, como este era em 1963, permaneceu no palco durante todo o concerto.

Como confessou Eric Clapton, George Harrison provavelmente teria dito algo como: ‘Muito obrigado, mas eu realmente não queria isso’. Clapton acrescentou ironicamente que Harrison ‘colocaria um pouco de água no ponche... Ele podia ficar bastante contrariado’. Mas o Harrison a ser celebrado era o buscador espiritual, o mestre de sutis mudanças melódicas e profundo lirismo pessoal. Ambos os Beatles sobreviventes estavam lá. Starkey, quase roubando a cena no evento: ‘Eu amava George; George me amava’, declarou ele, cheio de confiança. Por seu turno, McCartney aparentava hesitação, e quase constrangimento – talvez intimidado por estar em companhia dos aliados mais próximos de Harrison. Ansioso para que não pensassem que buscava os holofotes, ele se apresentou com uma discrição não característica, embora com emoção claramente visível. Mas não seria difícil imaginar o cinismo de Harrison, quando McCartney conduziu a banda numa interpretação intensa de "All Things Must Pass" – uma das canções que os outros Beatles se recusaram a levar a sério em janeiro de 1969.

Sendo naturalmente uma ocasião comovente, o concerto apenas representou uma parte da personalidade de Harrison. ‘George era o homem mais engraçado que eu já conheci’, declarou sua viúva. ‘Quando ele morreu, foi como um “ah, acabou a festa”’. Com um humor astuto que seu marido teria saboreado, ela recordou: ‘Ele não tolerava nenhuma rabugise que não fosse a dele mesmo’. Nos anos seguintes, ela e Dhani supervisionariam os relançamentos dos álbuns de Harrison, e Dhani lançou sua própria carreira musical, além de assumir a função muito necessária de estabelecer conexões entre a Apple e o público do século XXI. ‘A descrição do meu trabalho é ser um entusiasta’, disse ele, aos 30 anos de idade, em 2009.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

11 músicas de George Harrison depois do álbum Cloud Nine


Quando George Harrison morreu, em novembro de 2001, deixou um álbum praticamente pronto, com uma coleção de músicas gravadas e instruções bem precisas sobre como ele deveria ser finalizado. O resultado foi o álbum Brainwashed, lançado no ano seguinte, produzido por Dhani Harrison e Jeff Lyne.

Mas e antes disso? Seu último álbum lançado foi o Cloud Nine, de 1987. Após isso, um grande hiato em lançamentos e, numa época em que a Internet ainda estava apenas começando, poucas eram as informações sobre as atividades de George.

Muitas lendas e mitos foram levantadas nesses 14 anos de aparente inatividade, principalmente dando conta de que ele havia se tornado uma espécie de eremita, dedicando-se apenas à jardinagem. Poucas eram as informações, mas os fãs mais interessados sabiam de algumas atividades artísticas- muitas, na verdade.

É absolutamente falso dizer que nada fez na última década e meia de vida. George formou em 1988 o derradeiro super-grupo de rock do século passado, os Traveling Wilbury's e com eles gravou dois álbuns, singles, um mini-documentário e videoclipes. Chegaram a pensar em excursionar, o que não ocorreu por conta do falecimento de Roy Orbison. George também fez canções de encomenda para amigos como Eric Clapton, incluiu faixas em trilhas sonoras de filmes, produziu um álbum de caridade.

Saiu em turnê pelo Japão e daí editou um irretocável disco duplo ao vivo. Há mais. O beatle místico participou de um sem número de discos de companheiros da cena rocker, lançou singles próprios, três livros, uma coletânea, e ninguém pode esquecer seu concerto de 1992 no Royal Albert Hall em favor do obscuro Partido da Lei Natural, reeditando no mais nobre dos palcos ingleses, a banda e o show que fez na Terra do Sol Nascente.

Naquele mesmo ano George Harrison foi um dos luminares da festa pelos 30 anos de carreira de Bob Dylan no Madison Square Garden. E mais: com Ringo Starr e Paul McCartney, participou ativamente das ações que resultaram nos relançamentos das coletâneas Azul & Vermelha e do histórico álbum da BBC. Fez o projeto Anthology, Yellow Submarine Songtrack e The Beatles One. Voltemos então ao objetivo principal dessa divagação toda.

O pesquisador Cláudio Teran buscou as músicas que poderiam formar um hipotético CD, seguindo algumas regras. À imagem e semelhança do que seria uma continuação de Cloud Nine, necessitava de onze faixas publicadas após esse período. Música anterior a 1987 só teria chance se fosse absolutamente inédita. Foram eliminadas gravações ao vivo de takes já conhecidos. Haveria liberdade para recorrer à pirataria se uma canção relevante para o projeto só estivesse disponível nessa forma. Nao final, alinhando as faixas cronologicamente, o resultado foi surpreendente.

E o que fazer com essa coleção de músicas? Na época, em 2001, o Portal Beatles Brasil criou uma promoção e sorteou algumas cópias, para alguns poucos felizardos, entre muitos que responderam à seguinte questão: "você já sonhou com os Beatles?". A relação das músicas, com suas devidas explicações encontram-se abaixo. Lembrando, claro, que foi antes do lançamento do Brainwashed - não se podia prever, mas duas delas foram lançadas no álbum póstumo.

George Harrison - After Cloud Nine (2001)

MO: composição de 1977. Entrou no projeto porque veio à luz somente em 1994, e para um CD em edição limitada com o objetivo de homenagear Mo Ostin, capo da Warner que se aposentava. Provavelmente foi retrabalhada para esse lançamento.

RIDE RAJBUN: gravação de 1992, lançada em 1995 no escasso CD com a trilha sonora do desenho animado Bunbury Tails. George está acompanhado de Ravi Shankar e do filho Dhani. A faixa soa como uma evolução para "Blue Jay Way" ou "Within'You Without You".

HEADING FOR THE LIGHT: faixa-solo incluída no primeiro disco dos Traveling Wilbury's.

CHEER DOWN: composição que Eric Clapton esnobou. George gravou e a editou como um single, incluindo-a em seguida na trilha sonora de Máquina Mortífera 2.

POOR LITTLE GIRL: editada para a coletânea Best of Dark Horse. Canção inspiradíssima que conta ainda com uma versão encurtada especialmente para emissoras de rádio, em CD single.

COCKAMAMIE BUSINESS: candidata a clássico desse álbum imaginário. Uma das faixas que certamente ganharia atenções da mídia se não estivesse perdida numa coletânea (Best of Dark Horse).

MAXINE: faixa-solo das sessões para o segundo álbum com The Traveling Wilbury's, com a diferença que só saiu através do mercado pirata.

ABSOLUTELY SWEET MARIE: George escolheu uma canção pouco divulgada dentro do vasto repertório de Bob Dylan para homenageá-lo no histórico concerto pelos seus 30 anos de carreira. Ao violão, o ex-beatle se destaca pela base competente e segura.

BETWEEN THE DEVIL AND THE DEEP BLUE SEA: O original dessa gravação é de 1931 por Cab Caloway. George sempre gostou de regravar coisas antigas, e entre os exemplos estão "True Love" e "Baltimore Oriole". Essa composição foi pré-gravada em estúdio, e exibida num programa da TV inglesa, Mr. Roadrunner. Destaque para o som do ukelele tocado por George.

MY SWEET LORD 2000: Exceto pela percussão de Ringo e a linha de baixo, George regravou quase completamente seu maior clássico na carreira-solo – questão não entendida pelos críticos. Ele explicou, na entrevista editada no CD promo, A Conversation. De acordo com Harrison, lhe incomodava ter sido processado por plágio, somente por causa de três acordes. Indignado com isso ele providenciou a regravação para divertir-se, e eliminar os 'acordes da discórdia'. Destaque para o potente vocal gospel de Sam Brown.

HORSE TO THE WATER: o esforço derradeiro de George Harrison em vida. Uma canção gravada um mês e meio antes de seu falecimento. Ele se abandona num solo incomum porque longo e sem o habitual recurso do slide. A letra é autobiográfica, destaca-se a base da banda de Jools Holland, e novamente Sam Brown nos vocais. É uma canção tocante, bela, contemporânea - e perdida num CD difícil de encontrar. O fecho perfeito para um imaginário álbum de continuação para Cloud Nine?

sábado, 1 de dezembro de 2001

Emerson Fittipaldi: "Harrison morreu acreditando na vida eterna"


O ex-piloto Emerson Fittipaldi, que era amigo do ex-Beatle George Harrison, divulgou hoje uma nota hoje, por meio de sua assessoria de imprensa, sobre a morte do músico.
O piloto Emerson Fittipaldi passou a manhã de hoje inteira em contato por telefone com a família e amigos do músico George Harrison. Muito triste com a notícia da morte de seu grande amigo, Emerson lembrou em seu escritório, que conheceu George Harrison no Grande Prêmio da Inglaterra em Brands Hatch, em 1973. Fã fervoroso da Fórmula 1, depois disso, George passou a se encontrar com Emerson em vários outros GPs. 'Nós ficamos muito amigos e passamos a nos encontrar também fora da pista. Passamos férias com nossas famílias e sempre que ia à Inglaterra, jantávamos juntos', conta Emerson.

Muito emocionado, Emerson Fittipaldi contou que esteve em agosto com George Harrison, quando a doença já estava em estado adiantado. 'Fiquei três dias em Lugarno, na Suíça, com George e sua esposa Olívia, e conversamos muito. Quando eu cheguei senti que ele estava bastante abatido. Aos poucos foi se animando e no último dia ele não queria deixar eu ir embora. Mostrou várias músicas novas que estava gravando em um novo CD. Muitas delas falava de Cristo, o que me deixou muito contente em saber que George aceitou Cristo em seu coração, acreditando na vida eterna'.

Emerson contou que George era uma pessoa que cultivava muito as amizades. 'Quando gostava da pessoa ele se tornava um amigão. Mostrava sempre muito carinho e gestos de amor para com seus amigos. Sua doença o vinha abatendo muito, mas sempre com o espírito de guerreiro mostrava um amor impressionante pela vida. Sua esposa Olívia também sempre foi uma grande guerreira ao lado de George', conta.

Lembrou também que quando sofreu o grave acidente na Fórmula Indy, George Harrison fez uma música enquanto se recuperava, hospitalizado nos Estados Unidos. 'Hoje é um dia bastante triste para mim, mas tenho certeza que George morreu acreditando na vida eterna e que um dia nós estaremos novamente juntos'.

quinta-feira, 29 de novembro de 2001

George Harrison - Do efêmero ao eterno

Morte de George Harrison emociona o mundo e destaca seu legado

A morte do ex-Beatle George Harrison não cessa de comover o mundo, suscitando um sentimento inesgotável de perda, tanto maior quanto mais se faz perceptível a rica e complexa personalidade e o legado daquele que foi um dos principais sustentáculos da revolução musical e de costumes que sacudiu o século XX, criando um novo paradigma de estilo e compreensão do viver, na sociedade contemporânea.

Diz-se que quando os tempos estão grávidos de mudança parem os avatares que encarnam sua mensagem mais profunda. O parto, no entanto, é precedido de sinalizações que deixam entrever a revolução ainda silenciosa que avança pelas entranhas mais profundas do meio social e cultural a serem abalados.

Essas sinalizações são como fios da intricada teia de eventos-troncos que abrem caminho para uma infinidade de possibilidades que se emulam na busca de ser a portadora do ato final de deflagração da metamorfose perseguida. Geralmente, são atos despidos de portentosidade: pode ser um banho de tina, cuja água transborda e faz o banhista gritar: Eureka! - resolvendo uma equação há muito buscada.

Pode ser também um pai que, fugindo aos rígidos preceitos disciplinares, consuetudinários, deixa-se levar por um ímpeto de liberdade e cede sua estimada garagem para que o filho dê curso a suas "treslouquices"... e surge o Machintosh, primeiro computador individual, pelas mãos do irrequieto Steven Jobs.

Ou pode ser ainda o motorista de ônibus que dá de ombros para moral vitoriana e deixa que o filho George Harrison exploda o porão com os acordes frenéticos de sua guitarra...e o mundo vira de ponta cabeça e descobre, maravilhado, que é possível viver sem amarras mentais e mergulhar na euforia estonteante da liberdade, da espontaneidade e do respeito ao diferente.

Que têm esses jovens - John, Paul, George e Ringo - transgressores, cabeludos e irreverentes que cativam corações e mentes, ao menor contacto com suas melodias febricitantes, como sereias sedutoras de contemporâneos odisseus? Terão chegado os últimos dias anunciados pelos profetas?: "Vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões e vossos velhos sonharão" (At 2,17-18).

Os que ouviram estas palavras de Pedro, no romper do Pentecostes, diziam estupefatos: "Como é que os ouvimos falar, cada um de nós, no próprio idioma em que nascemos?" (At 2, 8-9) - pois eram pessoas procedentes de várias nações.

E eis que diante dos olhos céticos e racionalistas dos filhos do século XX, uma nova glossolalia irrompe sob forma musical, fazendo-se entender simultaneamente por anglo-saxões, latinos, japoneses, hindus, malaios, turcos, gregos, árabes, nepaleses... - todos tocados pela mesma emoção e embalados pela mesma poesia, já que identificados com sua linguagem musical.

Que outro meio poderia ser mais adequado para fazer explodir as fronteiras artificiais que separam os homens pela nacionalidade, cor da pele, classe social, religião, ideologia? Foram eles - os Beatles - o instrumento providencial para fazer cair as escamas dos olhos do preconceito, da discriminação e do exclusivismo e levar os homens a enxergarem que a Humanidade é una e uno é o Cosmo e todo o criado.

Uma conscientização fundamental, no preciso momento da História em que o poder adquirido sobre a Natureza cegava os poderosos do mundo e lançava-os na jactância de ameaçar com destruição o planeta, num arroubo de arrogância e estupidez.

A dinamitação das amarras mentais desencadeou uma revolução paradigmática que enterrou de vez o século XIX (este só veio a morrer, de fato, a partir daí) A revolução dos costumes irrompeu como um maremoto, alcançando todos os quadrantes da Terra. Como toda ruptura, veio acompanhada por um período de excessos.

Os Beatles não escaparam de seus efeitos colaterais e viveram todas as experiências marginais da permissividade. Mas, por serem movidos por uma experiência artística verdadeira, inevitavelmente teriam de abeirar-se do mysterium tremendum. Logo, perceberam que não poderiam encontrar no efêmero e no mundo ilusório das drogas o alimento substancioso capaz de matar sua sede de infinito.

Assim, voltaram-se para a busca interior ("O Reino dos céus está dentro de vós"), indo ao encontro, primeiro (por só terem tido acesso a uma caricatura de Cristianismo) da tradição espiritual do Oriente.

Dessa forma, escaparam das viagens sem volta em que sucumbiram Jimmy Hendrix, Janis Joplin e tantos outros de sua geração. Envolveram-se na luta pela paz, confrontando-se com a lógica amoral do establishment, denunciando, sobretudo, a guerra do Vietnã.

Como prova de que essa procura foi alcançada, aí estão as palavras de George Harrison ao morrer: "Tudo o resto pode esperar, só não a busca de Deus e o amor ao próximo". Descanse em paz, George.

Personalidades falam sobre a morte do George Harrison


Infelizmente chegamos a um dos piores dias na história da Beatlemania. George Harrison partiu para o infinito, vencido por um câncer contra o qual batalhava há anos. A notícia comoveu não apenas a nós, fãs anônimos espalhados pelo mundo, mas também pessoas influentes. Vejam o que eles disseram sobre George hoje de manha:

Sir Paul McCartney: Para mim ele era meu irmãozinho mais novo, nós crescemos juntos na velha Liverpool e tivemos tantos bons momentos juntos, e é isso que eu vou carregar na minha lembrança. Quando eu o vi pela última vez ele estava mal, mas ainda fazendo piadas como sempre, ele vai fazer muita falta. Ele é um homem maravilhoso, o mundo todo sentirá sua falta.

Familia Real: Estamos muito tristes com a notícia da passagem de George Harrison.

Yoko Ono: George trouxe mágica para as vidas daqueles que o conheceram. Meus sentimentos vão para Olivia e Dhani, eles eram a família mais apegada uns aos outros do que você pode imaginar. George nos deu tanto durante a sua vida e ainda continua a nos ensinar depois de sua morte, com sua música, senso de humor e sabedoria. Sua vida foi mágica e todos nos sentimos como se tivéssemos alguma parte disso. Obrigada George, foi ótimo conhecê-lo.

Tony Blair (Primeiro Ministro): Ele não foi somente um grande músico e artista, mas também fez muito pela caridade. Eu nunca tive o privilégio de conhecê-lo, mas a minha geração cresceu com os Beatles, suas músicas foram a trilha sonora de nossas vidas.

Bertie Ahern (Primeiro Ministro da Irlanda): Ele contribuiu tanto para a música! Ele e os Beatles são quase tão populares agora quanto eram há mais de 30 anos.

Michal Palin (integrante do Monty Python e amigo pessoal): George não era o Beatle calado, ele nunca parava de falar quando estávamos juntos! George sempre teve muitos amigos e era muito divertido, ele nunca foi o quietinho que sentava num canto. A morte nunca o aterrorizou, ele ainda aproveitou muito da vida e não havia perdido o senso de humor quando o vi pela última vez, em Agosto.

Sir Bob Geldof: O lugar de George na cultura popular está totalmente assegurado. Lembro de quando os Boomtown Rats estavam começando e ele veio assistir um show nosso em Oxford. Eu fiquei chocado e surpreso quando ele entrou no salão. Ali estava um beatle em pessoa.

Alan Williams (primeiro empresario): Ele era o "baby" do grupo, aos 17 anos. Era um pessoa muito amável. Eu até diria que ele era a mola principal da banda naquela época. Eu tenho tantas lembranças boas dele e sei que ele será feliz onde quer que esteja agora. Eu estou arrasado e muito muito triste. Eu fui visita-lo há algumas semanas e ele estava muito divertido, como sempre foi. Ele é um cara durão. É uma honra falar de alguém tão maravilhoso. Gostaria de mandar meus pêsames para sua esposa e filho, em meu nome e em nome de toda a cidade.

Alan Clayson (biógrafo de George): Ele nasceu como compositor bem próximo ao fim dos Beatles, ele ganhou o jogo porque nos últimos álbuns, as suas letras se sobressaiam. "Here Comes The Sun" e "Something", que foi o único cover dos Beatles gravado por Frank Sinatra.

Simon Bates (radialista): Ele teve uma vida extraordinária, pode-se dizer que ele foi o beatle relutante. Foi uma pessoa que não queria fama, que decidiu fugir da fama. Mas eu sempre achei que ele foi o cara que era realmente a "cola" dos Beatles, eles teriam se separado muito antes se não fosse pela calma de George.

sábado, 20 de outubro de 2001

Preso no mastro do iate dos Beatles

Funchal, 31 Jan (Lusa) - Um praticante alemão de parapente embateu hoje e ficou suspenso num dos mastros do iate "Vagrant", que foi propriedade dos Beatles e agora é um estabelecimento de restauração na marginal do Funchal.

Aquele "parapentista" lançou-se da rampa do Chão da Lagoa (Parque Ecológico do Funchal) com um amigo, num voo que decorreu com toda a normalidade até à zona do Monte, quando foram apanhados pelo vento.

Enquanto um deles ficou suspenso no mastro da embarcação, a cerca de 20 metros do solo, tendo sido retirado por uma equipa de montanhismo dos Bombeiros Voluntários Madeirenses, o outro embateu contra uma árvore da Avenida do Mar e caiu no toldo do restaurante.

Os dois praticantes alemães de parapente, um guia de montanha e outro funcionário do grupo hoteleiro Pestana, residem na Madeira há dois e cinco anos, respectivamente, e saíram ilesos do acidente.

O voo durou cerca de 35 minutos e abrangeu um percurso de oito quilómetros.

EC/AMB
Lusa/Fim
Luis Pinheiro de Almeida

Rita Lee - Aqui, ali, em qualquer outro lugar (2001)


Beatlemaníaca de carteirinha, Rita Lee lança seu novo álbum, "aqui, ali, em qualquer outro lugar", recheado (somente) com músicas dos Beatles, alterando apenas 4 delas para o português; "If I Fell", alterada para "Pra Você Eu Digo Sim", "In My Life", alterada para "Minha Vida", "Here, There And Everywhere", alterada para (a faixa título), "Aqui, Ali, Em Qualquer Outro Lugar" e "Can’t Buy Me Love", alterada para "Tudo Por Amor". O resto, ficou nas letras originais, e mesmo estas que foram alteradas, estão com as letras originais em faixas bônus (exceto "Can’t Buy Me Love"). O álbum está muito legal e bem feito. Uma coisa legal, é que dentro da capa, há 4 retratos desenhados (que ficaram geniais) de cada um dos Beatles, feitos pela própria Rita, com uma frase abaixo que diz:

"...de 63 a 70, eu bebi, comi, fumei e respirei Beatles. Vivia desenhando a silhueta dos quatro por todos os cantos, mas caprichei legal nos retratos de cada um deles a lápis, sobre os papéis de melhor qualidade que consegui descolar: os que embrulhavam o pão que meu pai comprava todas as manhãs..."

Produzido e arranjado por Roberto de Carvalho, e tendo João Augusto como diretor de arte, o álbum contém 14 músicas, todas de autoria "Lennon/ McCartney". Eu pessoalmente gostei muito das músicas, mas tiraria o mérito apenas de duas, as quais destacarei, enquanto estiver comentando a lista de músicas do álbum abaixo.

As músicas:

A Hard Day’s Night(Lennon/ McCartney)
Rita Lee- Voz, Vocais
Roberto de Carvalho- Violões, Guitarras
João Barone- Bateria
Serginho Carvalho- Baixo
James Müller- Percussão
Obs.: Essa versão abrasileirada de "A Hard day’s Night" ficou super bacana. Uma bela abertura para o Cd!

With A Little Help From My Friends(Lennon/ McCartney)
Rita Lee- Voz, Vocais, Mellotron
Roberto de Carvalho- Violões, Teclados
João Donato- Piano
Obs.: Versão romantizada dessa linda canção de Paul McCartney.

Pra Você Eu Digo Sim (If I Fell)(Lennon/ McCartney - versão: Rita Lee)
Rita Lee- Voz, Vocais
Roberto de Carvalho- Violões, Guitarras, Teclados
Laércio Costa- Percussão
Luís Paulo Serafim e Raul Müller- Efeitos
Obs.: Mantendo o mesmo clima de romantismo da versão original, tanto a melodia quanto a letra encantam, e não deixam por esperar!

All My Loving(Lennon/ McCartney)
Rita Lee- Voz, Vocais
Roberto de Carvalho- Violões, Teclados
João Donato- Piano
Arismar do Espírito Santo- Baixo
James Müller- Percussão
Otávio de Moraes- Efeitos de Teclado
Obs.: Versão triste, mas bela de "All My Loving".

Minha Vida (In My Life)(Lennon/ McCartney - versão: Rita Lee)
Rita Lee- Voz, Vocais
Roberto de Carvalho- Violões, Mellotron, Teclados
Obs.: Pessoalmente minha favorita, com Violões muito bem tocados, e Rita cantando com muita e paixão emoção. A letra é quase que fiel a original, e não decepcionou, ficou linda, poderiam ter usado essa música para fechar com chave de ouro!

She Loves You(Lennon/ McCartney)
Rita Lee- Voz, Vocais
Roberto de Carvalho- Violões
João Barone- Bateria
Arismar do Espírito Santo- Baixo
James Müller- Percussão
Obs.: Bonita versão de "She Loves You", transformada de puro Rock’n Roll para pura Bossa Nova!

Michelle(Lennon/ McCartney)
Rita Lee- Voz, Vocais
Roberto de Carvalho- Violões, Teclados
Arismar do Espírito Santo- Baixo
James Müller- Percussão
Toninho Ferragutti- Acordeom
Obs.: Com um pequeno toque de Bossa Nova, a canção prossegue com o romantismo da versão original. Achei que Rita canta tão bem esta música, que me bateu a idéia de que é uma das favoritas dela, mas pode ser só uma idéia.

Aqui, Ali, Em Qualquer Lugar(Here, There And Everywhere)
(Lennon/ McCartney – versão: Rita Lee)
Rita Lee- Voz, Vocais
Roberto de Carvalho- Violões, Teclados
Arismar do Espírito Santo- Baixo
Laércio Costa e James Müller- Percussão
Luís Paulo Serafim e Cotô- Efeitos
Obs.: Mesmo sendo faixa título, esta é uma das duas canções que destaco, pois não gostei dela. O ritmo tá legal, mas achei que faltou criatividade na letra, o que resultou rimas como: "Eu, Neste mundinho de deus" ou "I Love You pra chuchu Se você não está perto eu fico jururu" Outro resultado da falta de criatividade é a junção da letra em português criada por ela, com pedaços da original, o que resultou uma mistura de uma obra de arte com rimas tolas e preguiçosas, mas há quem goste, esta é minha opinião.

I Want To Hold Your Hand(Lennon/ McCartney)
Rita Lee- Voz, Vocais
Roberto de Carvalho- Violões, Guitarras
João Barone- Bateria
Arismar do Espírito Santo- Baixo
Toninho Ferragutti- Acordeom
James Müller- Percussão
Obs.: Pura Bossa’n Roll, essa anima. Mantém o ritmo da versão original, fazendo você bater o pé, e ter vontade de dançar.

Tudo Por Amor(Can’t Buy Me Love)
(Lennon/ McCartney – versão: Rita Lee)
Rita Lee- Voz, Vocais
Roberto de Carvalho- Violões, Guitarras
Otávio de Moraes e James Müller- Bateria
Laércio Costa- Percussão
Serginho Carvalho- Baixo
Obs.: Mesmo tendo versos de rima pobres, o uso de gírias e a indignação demonstrada na música a faz ficar muito atrativa, além de um embalo muito calmo e ao mesmo tempo ativo!

Lucy In The Sky With Diamonds(Lennon/ McCartney)
Rita Lee- Voz, Vocais, Mellotron
Roberto de Carvalho- Violões, Teclados
João Donato- Piano
Obs.: Essa é a outra música que destaco por não gostar. Mesmo sendo na letra original, o que me fez não gostar dela foi o refrão, bastou isso. O excesso de efeitos, e a grande variação de notas no Piano tira um pouco da magia da música, e atrapalha um pouco a voz, e como considero o refrão algo muito importante (nas músicas que tem refrão), acho que só isso conseguiu me fazer apreciar bem menos essa versão da música feita pela Rita.

Bônus Track:
Here, There And Everywhere(Lennon/ McCartney)
Rita Lee- Voz, Vocais
Roberto de Carvalho- Violões, Teclados
Arismar do Espírito Santo- Baixo
Laércio Costa e James Müller- Percussão
Luis Paulo Serafim e Cotô- Efeitos
Obs.: Essa versão ficou linda, muito melhor que a em português. É muito mais agradável ouvir:
"I want her everywhere
And if she’s beside me
I know i need never care."
Do que:
"I love you pra chuchu,
sem você fico jururu."
Não tem nem comparação.

In My Life(Lennon/ McCartney)
Rita Lee- Voz, Vocais
Roberto de Carvalho- Violões, Mellotron, Teclados
Obs.: Linda, recebe os mesmos elogios que a versão em português.

If I Fell(Lennon/ McCartney)
Rita Lee- Voz, Vocais
Roberto de Carvalho- Violões, Guitarras, Teclados
Serginho Carvalho- Baixo
Laércio Costa- Percussão
Luís Paulo Serafim e Raul Müller- Efeitos
Obs.: Uma das músicas românticas que eu pessoalmente mais gosto nos Beatles, interpretada muito bem por Rita, que abre seu coração nessa canção!
Observações adicionais: Gostaria de adicionar que uma das coisas que me atraiu muito no álbum é que em todas as músicas, Rita é acompanhada por uma back voice, que é ninguém mais, ninguém menos que... Rita Lee. Outra coisa que gostaria de observar, foi a falta que senti da versão em inglês de "Can’t Buy Me Love", já que nos Bônus Tracks, estão as que foram alteradas para português, em suas versões em inglês.
O álbum é muito bom e bonito, recomendo, e dou meus sinceros parabéns a Rita Lee.

Por Mário Andrade