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terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Yoko Ono vai expor obras no Brasil

As obras da artista nipo-americana Yoko Ono vão chegar a São Paulo no Instituto Tomie Ohtake. Intitulada Dream Come True, a mostra tem previsão de estreia entre abril e maio. A exposição fará uma grande retrospectiva da carreira de Ono, uma pioneira da arte conceitual que questionou as fronteiras tradicionais entre a obra e o público. A mostra ficou uma longa temporada no MALBA, em Buenos Aires, na Argentina.

A artista octogenária é conhecida por seu engajamento na luta feminista, dentre outras causas. Recentemente, um áudio da artista gritando em reação à vitória do candidato republicano Donald Trump viralizou nas redes sociais. A exposição dedicada a Yoko Ono concentra-se em apresentar um recorte das icônicas "instruções" da artista. Potentes tanto para a compreensão da arte conceitual, quanto para serem usadas como gatilho de reflexão, essas peças serão exibidas como textos e transpostas para suportes que pedem a participação do público, convidado a pensar em questões que concernem à arte, ao cotidiano e aos contextos políticos e sociais.

Realizadas desde os anos 1950, tais ações tornaram-se paradigmáticas de toda a sua produção, pois sintetizam seus principais interesses e lidam com diferentes esferas, do prosaico ao mais contestador. Em 2016 se completam cinquenta anos desde o momento em que Ono conheceu Lennon, em uma galeria londrina onde ela estava expondo. Entre as peças figurava uma maçã verde ou, em termos de arte conceptual, uma escultura à qual o tempo infligiria uma inexorável transformação orgânica. Mas o lado conceptual pôde menos que o fisiológico para Lennon. “Deu uma dentada na minha maçã, meu precioso objeto”, recorda Ono. “Eu não o conhecia, só depois um assistente me disse que era um dos Beatles. Naquele momento me zanguei um pouco, mas não expressei. Depois, quando penso nisso, acho incrível aquilo que ele fez”.

Lennon e Ono protagonizaram uma das histórias de amor mais icônicas do século 20. “De fato fomos uma combinação muito boa, mas fomos só um casal”, explica. “Nós o vivemos como uma coisa normal que estava acontecendo conosco. E talvez não tenha sido, provavelmente foi como um milagre”.
Fonte: BemParaná

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Orquestra Sinfônica de Sergipe apresenta Beatles in Concert

Nesta quinta-feira (10) a Orquestra Sinfônica de Sergipe (Orsse) apresenta o projeto Beatles in Concert a partir das 20h30, no Teatro Tobias Barreto, em Aracaju (SE). Esta edição terá como convidados e direção do maestro James Bertisch, que é mestre em Execução Musical pela Universidade Federal da Bahia e fez parte da banda paranaense Metralhas Beatles Again.

A orquestra vai apresentará os maiores sucessos dos Beatles, entre os quais destacam-se Yesterday, Here comes the Sun, Eleanor Rigby e All you Need is Love. “Além de trazer de volta as grandes realizações dos Beatles, esta proposta oferece para a produção da Orsse e para o Teatro Tobias Barreto importantes artistas do panorama musical sergipano. Trata-se de uma grande celebração musical”, comentou diretor artístico da Orsse, Maestro Guilherme Mannis.

Entre os convidados desta edição, destacam-se o Coro da Universidade Federal de Sergipe (CorUFS) com regência de Daniel Nery, a banda Sargento Mostarda, Oswaldo Gomes (grupo Cataluzes) e Gustavo Mattos, além da participação especial da banda Plástico Lunar.

Os ingressos R$20 [estudantes, melhor idade e professores] e R$40 estão disponíveis apenas na bilheteria do Teatro Tobias Barreto.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Orquestra Ouro Preto toca Alceu e Beatles na arena do BH Hall

Dois concertos antológicos do grupo serão apresentados no BH Hall: Valencianas (2011), dedicado a Alceu Valença – com direito ao pernambucano no palco –, e The Beatles (2012), voltado para as criações do quarteto de Liverpool.

Nos dois casos, ouve-se música executada com surpreendente rigor, além de inventividade. Os exemplos da perícia do grupo ouro-pretano são muitos. Pode ser a manutenção do solo de guitarra de George Harrison em Something, que toca fundo na emoção. Ou a cuidadosa seleção do repertório de Alceu Valença, revelando a rica trama de elementos populares e eruditos que ilumina os fundamentos da música feita no Brasil.

“Do ponto de vista melódico e rítmico, Alceu é um dos grandes artistas brasileiros. A orquestração mostra como ele é erudito”, explica o maestro Rodrigo Toffolo.

JOVENS O concerto dedicado aos Beatles foi imaginado para chamar a atenção, especialmente, da juventude ouro-pretana para a música instrumental. “Foi uma forma de tirar um pouco os estudantes das repúblicas onde eles moram”, conta Toffolo. “A música dos Beatles é universal”, afirma, lembrando que impressiona a banda ter acabado em 1970 e ser ouvida até hoje.

“São melodias fortes, você ouve e sai assobiando”, diz o maestro, explicando que a potência da obra de Mozart ou Schubert também está nesse aspecto.

O uso da guitarra elétrica em Something tem explicação singela: “É mais do que um solo, a música é isso. Não consigo conceber essa composição sem esse solo”. O maestro revela que o pop rock faz parte da formação pessoal dele. Às vezes, Rodrigo até fantasia tocar Metallica. E acredita que composições do Nirvana merecem ser usadas durante as aulas nas escolas de música.

Toffolo conta que a Orquestra Ouro Preto tem analisado a hipótese de fazer concertos voltados para o rock brasileiro. “Um baiano danado que faz rock de grande qualidade merecia ser revisitado”, observa, com bom humor, sem adiantar nomes. Raul Seixas agradece...

SONORIZAÇÃO 
A escolha do BH Hall, onde o grupo já tocou, veio do fato de Valencianas e The Beatles atraírem grandes plateias. Em Vitória (ES), a orquestra se apresentou para 4 mil pessoas. Vem daí o contato com arenas, palcos quase exclusivos de artistas pop.

Toffolo sabe da fama do som ruim do BH Hall. Por isso mesmo, foi convocada a empresa Murillo Correia Som e Luz, especializada em sonorização para orquestras. “Estamos colaborando para a criação de um novo pensamento sobre esses espaços, dando a eles tratamento acústico adequado de forma que possam receber orquestras. Nós somos o nosso som”, conclui Rodrigo Toffolo.

ORQUESTRA OURO PRETO
The Beatles e Valencianas (com Alceu Valença). Amanhã, às 21h30. BH Hall, Av. Nossa Senhora do Carmo, 230, Savassi, (31) 3209-8989. Arquibancada: R$ 90 (inteira) e R$ 45 (meia-entrada). Mesas: R$ 440 (quatro lugares) e R$ 520 (especial).

domingo, 8 de maio de 2016

Maior exposição do mundo sobre os Beatles chega a São Paulo em agosto


Idealizada por dois produtores brasileiros em parceria com o governo inglês, mostra vai rodar o mundo
Em 2013, no Rock in Rio, o produtor Carlos Gualberto, conhecido por Branco, ajudou a criar a Rock Street dedicada, naquela edição, à Inglaterra. Ele chamou a banda cover dos Beatles All You Need Is Love para abrir o palco do local. O sucesso foi tão grande que o grupo tocou em todos os dias do evento. Nascia ali o embrião do projeto The Beatles Experience e uma parceria com o governo inglês por meio do Visit Britain (espécie de Embratur inglesa).

Depois dessa empreitada, Branco se juntou ao produtor Christian Tedesco para montar aquela que será a maior e mais completa exposição sobre os Beatles já realizada no mundo. A exposição The Beatles Experience será composta por objetos (memorabilia), inclusive itens raros da banda de Liverpool, além de recriações de locais que marcaram a carreira do grupo, que o visitante terá a oportunidade de ver por meio de tecnologias como 3D e realidade virtual.

“Vamos recriar o Cavern Club, onde os Beatles se apresentaram 292 vezes, os estúdios Abbey Road. A banda All You Need Is Love tocará em cima de um prédio virtual onde os Beatles realizaram o último show em Londres, em 30 de janeiro de 1969”, conta Tedesco.

A mostra, cuja montagem custou R$ 16 milhões, chega a São Paulo em 20 de agosto e ficará até 8 de novembro numa tenda que será montada no estacionamento do Shopping Eldorado.

O governo inglês ficou tão empolgado com o projeto que decidiu que, após estada em São Paulo, a exposição seguirá para outros países.

O curador da mostra, Ricardo Alexandre, explica que o objetivo não é somente trazer para o público informações sobre a banda. “Nossa exposição será uma experiência única, na qual o visitante terá a oportunidade de conhecer, por meio de tecnologia, os locais que marcaram a carreira dos Beatles, participando da revolução que fizeram.”