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segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Phil Spector, o exótico produtor do Let It Be, Imagine e outros álbuns


Quem já assistiu ao filme Imagine ou o ducumentário Gimme Some Truth, sem dúvida nenhuma se lembra de Phil Spector, aquele estranho homem com um robusto óculos escuros, que fez o backing vocal na música "Oh Yoko!".

Certamente muitos já viram seu nome estampado na contra-capa de alguns dos álbuns de maior importância para a música. Phil está entre os maiores produtores do Rock'n'Roll. Produziu o último álbum de músicas inéditas dos Beatles, o Let it Be, utilizando sobras de estúdio do Get Back Sessions. Produziu também, entre outros, os álbuns Imagine, Plastic Ono Band e Rock'n'Roll, de John Lennon, além do All Things Must Pass de George Harrison. Antes mesmo de fazer sucesso com os Beatles, Lennon já o admirava, pois antes de produzir as citadas obras-primas, Phil já era um mito do pop. É considerado um mago dos estúdios de gravação, "famoso como um técnico muito habilidoso na eletrônica e na engenharia de som", como disse Yoko Ono. No início da década de 60, produziu sucessos com grupos vocais acompanhados por um bloco sonoro com vários instrumentos (de guitarras a violinos) e muito eco, que causavam um impacto no ouvinte, o chamado "Muro de Som" - Wall of sound, o que causava fascínio em Lennon.

Os maiores sucessos de Spector são "Be My Baby", com o trio feminino The Ronettes, e os discos da dupla Righteous Brothers, como "You've Lost That Lovin' Feelin'" e "Unchained Melody" (aquela do filme "Ghost"). No meio dos anos 60, Spector se isolou em sua mansão em Los Angeles e começou a ter uma obsessão paranóica por armas e esquemas de segurança. Mesmo com a reputação de "inalcançável", não se afastou do meio. O primeiro trabalho de Phil Spector e John Lennon foi a música "Instant Karma", de 1970. Phil estava em Londres e foi chamado por Lennon para cuidar da gravação da música citada, que, no mesmo dia, acabara de ser composta. Gravaram a música. John gostou tanto, que entregou as fitas do projeto Get Back para Phil. Paul McCartney, ao contrário de John, detestou o álbum.

A edição de 9 de novembro de 2000 da revista Rolling Stone traz uma entrevista com Phil Spector, que lembrava de John Lennon com muito carinho: "Éramos como irmãos. Você podia falar para John mudar algo. Você podia falar para ele refazer alguma coisa. Ele era completamente flexível. Afinal, eu estava ali para tornar a vida mais fácil, para que ele não precisasse se preocupar com a produção. Todos os Beatles sabem como se grava discos e John sabia como gravar discos. Ele apenas não queria se incomodar com isso". Dizia que pensava em John todos os dias, que é muito feliz por ter conhecido John Lennon e Yoko Ono. Foi um momento lindo de sua vida.

Seu verdadeiro nome é Harvey Philiph Spector, e nasceu no dia 26 de dezembro do ano de 1940, em Bronx, New York. Ele aprendeu a tocar guitarra e piano quando estava no segundo grau. Seus dotes como músico são mostrados tocando piano na música "Love", do álbum John Lennon/Plastic Ono Band, primeiro álbum de inéditas de Lennon. Nessa gravação, Phil Spector diz ter errado muito, pois ele ficou responsável pelo solo de piano na música. "Levei 20 takes. Cometi um milhão de erros. Eu tinha memorizado, eu sabia o solo perfeitamente. Mas assim que John e Yoko entraram, comecei a errar notas" - diz Spector. John Lennon disse: "Você não gosta de estar do outro lado dessa porra dessa vidraça, né? Agora você sabe como é ser um artista".

Segundo Phil, o que Lennon precisava era de um editor. "É isso que os Beatles faziam, editavam uns aos outros. Agora eles não tinham mais ninguém, então eu preenchi esse espaço. John não podia mais virar para Paul e dizer 'o que você acha disso aqui?'. Ele não tinha mais aquela família. Ele estava acostumado a perguntar, gostava de retorno. Trabalhamos bem desse jeito". Depois de terem gravado o álbum Plastic Ono Band, decidiram gravar um álbum mais comercial. Imagine levou 6 dias para ficar pronto e mais um dia gravando as cordas em Nova York. Todos diziam que com Spector envonvido, ia levar uns 6 anos pra ficar pronto. "Em Imagine, sabíamos que ia ser um álbum na linha dos Beatles. John tocou para mim o tema de Imagine (ele tinha uma frase de piano que era muito boa) e eu disse: 'Está boa'. Fomos trabalhando a partir disso", lembra Phil.

Ele também lembra passagens engraçadas na vida de Lennon: "Uma vez, em um aniversário de John, estávamos num restaurante. Um dos violinistas soube que John estava ali, então ele chamou os outros violinistas. Eles vieram à mesa de John e, como tributo, tocaram 'Yesterday'. John reagiu: 'Eu não compus essa merda. Eu odeio essa merda dessa música'. Ele ficou puto, sabe?".

Ao ser perguntado onde estava quando John foi assassinado, respondeu: "Eu estava em casa. Recebi um telefonema. Foi uma coisa que nunca devia ter acontecido. John não acreditava em qualquer tipo de proteção. Não sei se era por causa de Nova York ou apenas por não ser mais um beatle e não estar sob escrutínio, mas acho que em seus últimos anos ele ficou mais confiante, mais descuidado. Ele parava e conversava com pessoas e muitas delas eram como o maluco que o matou: 'você escreveu tal música para mim'. Quem quer conversar com essas pessoas? Mas isso mostra que, apesar de odiarem serem Beatles, eles também sentiam falta disso. Sentiam falta da adoração". Sobre os Beatles: "Causaram um grande impacto porque, dos dez primeiros lugares da parada, eles tinham oito. Não dava para ignorar isso. Fiquei bem impressionado com as composições deles. Mas (eu falava isso para John) eles ainda perdiam de Elvis, para mim. Elvis ainda era o Rei. Minha ideia era juntar Elvis e John, teria sido um encontro incrível. Então Elvis morreu. E, em 1980, John se foi. Nunca se materializou, obviamente, e nós nunca trabalhamos juntos de novo. Mas teríamos feito (se John estivesse vivo)".

Relação John e Yoko: "Eles realmente se amavam. Amavam a amizade do outro. Eram como crianças na escola. Fiquei muito amigo de John, mas sempre soube que sua melhor amiga era Yoko. Era isso. Se você dissesse a John 'você está trocando os Beatles por Yoko', ele responderia 'eu não ligo. Vale a pena'. Ele estava feliz. É absurdo o que ela aguentou todos esses anos. Ela teve tanto a ver com a separação dos Beatles quanto Elvis Presley. Ela foi alguém que pegaram para culpar".

Phil Spector e John Lennon, trocaram algumas "declarações de amor" na época da gravação do álbum Imagine. John, após gravar a voz de Jealous Guy, disse: "É muito bom trabalhar com você, Phil. Muito bom. Já trabalhei com muita gente, mas confesso que é muito bom. Do fundo do meu coração". Quando John Lennon gravava o álbum Rock'n'Roll, as brigas entre os dois eram grandes. Phil, como sempre, era o "controlador" das gravações. Assim sendo, John queria de um jeito, Phil queria de outro, causando brigas que podem ser ouvidas no Lennon Anthology. Aconteceu o mesmo no álbum Let it Be. Paul McCartney mandou uma carta para Allen Klein, empresário do grupo, reclamando da intervenção de Phil Spector na música "The long and winding Road". Na carta, Paul dizia: "No futuro, não quero ninguém interferindo em minhas músicas sem autorização".

Na época da gravação do álbum de Lennon, Rock'n'Roll, Phil levou as fitas das gravações para a casa, e passou seis meses com ela. Toda vez que o John ligava para casa dele, recebia mensagens da secretaria do Phil dizendo: "Sr. Phil não está, viajou, morreu". Phil certa vez, chamou John na casa dele, e o trancou por três dias, inclusive o ameaçando de morte e com chantagens emocionais como, por exemplo, ameaçar apagar as fitas do álbum em que John cantava covers de antigos sucessos do Rock.

John Lennon preferia Phil Spector a George Martin: "Bom... Muitos dos nossos discos, como o álbum duplo dos Beatles, o George Martin não produziu pra valer. Não sei se era a norma, mas não produziu. Não lembro. Sei o que ele fazia no começo. George Martin fazia tradução, se o Paul queria usar violinos e tal, o George traduzia aquilo. Como em 'Im my Life', tem um solo de piano elisabetano. Fazia esse tipo de coisa. Eu dizia: 'Toque como Bach. Pode colocar doze compassos ali?'. E ele nos ajudou um pouco a desenvolver uma linguagem para falar com os músicos. Porque eu sou muito tímido e, por uma infinidade de razões, não gostava muito de músicos. Não queira ir falar com vinte caras e tentar explicar o que deveriam fazer. Porque, de qualquer maneira, eram sempre tão desagradáveis! Então, fora os primeiros tempos, eu não tinha muito a ver com aquilo. Fazia sozinho. Não é que eu use Phil em vez do George. E eu também não usaria ninguém. Não se trata de nada pessoal contra o George Martin. Só que ele... faz mais o estilo de música do Paul do que a minha".

"Dá pra ouvir o Phil aqui e ali no meu disco. Não tem nada específico, mas dá pra ouvir. Porque acho o Phil um grande artista - apesar de, como todo grande artista, ser bastante neurótico. Mas a Yoko e eu fizemos muitas faixas juntos. Ela me incentivava da outra sala e tudo mais, e a gente ficava enrolando. Então veio o Phil e trouxe uma energia nova, porque a gente estava começando a ficar saturado. Nós já tínhamos feito algumas coisas, e a emoção de gravar tinha diminuído um pouco. O Phil não ficava encrencando com a porra do estéreo e toda aquela merda. É só: 'Ficou bom? Está pronto'. Não interessa se tem alguma coisa mais proeminente ou menos. Se parece bom para mim como leigo e ser humano, está pronto. Não importa que isso seja como aquilo outro ou que a qualidade seja não sei o quê. E eu gosto disso".
(Depoimentos retirados do livro Lembranças de Lennon)

Em 1989, Phil Spector entrou para o Rock and Roll Hall of Fame. Em 13 de abril de 2009 foi declarado culpado de homicídio, no caso da morte de uma atriz em sua mansão, ocorrida seis anos antes. Os promotores disseram que Spector alvejou e matou a atriz Lana Clarkson em sua mansão na madrugada de 3 de fevereiro de 2003, após tê-la conhecido horas antes na discoteca em que a mulher trabalhava. O ex-motorista de Spector revelou ao júri que na noite da morte de Lana encontrou seu patrão com uma pistola e a mão ensanguentada, antes de dizer: "Acho que matei alguém". Phil Spector foi sentenciado em maio de 2009 à prisão perpétua.

Em 2013 foi lançado o telefilme Phil Spector que trata do primeiro julgamento.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

O Que os Beatles Realmente Disseram Sobre Let It Be


Lançado 1970, quando o mundo todo começava a viver o clima pós-Beatles, o disco Let It Be, do mesmo ano dos primeiros discos solo, quase se tornou um desses álbum renegados. Não porque eles não tivessem realmente gostado do resultado, mas pelas polêmicas, e por que precipitou a oficialização da separação. Paul já estava cansado das negativas de John e interferências de Yoko nos projetos (foi ele que impediu o lançamento de "You Know my Name" como compacto da Plastic Ono Band, que se tornou lado B do single), a ponto de chutar o pau da barraca com a entrevista e seu álbum solo, lançado quase simultaneamente.

Mas, tenham os quatro rapazes, ou Paul em particular, gostado um tanto e desgostado aqui e ali (sabemos como eles eram: se não fosse bom, não saía e pronto. Tinham uma imagem pra zelar e fizeram três versões até se darem por vencidos) o que passou a história foi que "nenhum dos Beatles gostou do resultado" como estampou uma revista semanal por ocasião do Let It Be... Naked. Sem dúvida um extremo exagero. Deixemos os mitos de opinião de lado e vejamos o que os envolvidos disseram na época, de modo a lançar nova luz sobre a questão:

GEORGE HARRISON

"Dizem que Paul não queria Phil Spector envolvido, ou não o queria fazendo overdubbing de orquestra em 'The Long and Winding Road'. Mas eu, pessoalmente, achei que era uma grande idéia".

JOHN LENNON

"Phil sempre desejara trabalhar com os Beatles e recebeu uma mísera fração das sessões mal gravadas, e ele fez algo com isso. Ele realizou um grande trabalho".

GEORGE MARTIN

"Let it Be apenas foi lançado, quando o foi, porque John pediu a Phil Spector que trabalhasse nele".

PAUL MCCARTNEY

"Billy Preston foi brilhante. Ele apareceu em Londres e todos dissemos: Ah, genial! Vamos trazê-lo para tocar em algumas. Aí ele começou a participar das sessões, porque era realmente um velho chapa. Ele tocou muito e todos nos divertimos à beça, e no final acabou funcionando muito bem".



Feito o balanço, parece que a opinião e o desagrado de Paul em relação a uma única música (que fez Ray Charles chorar quando ouviu pela primeira vez) foi aumentado em tamanhas proporções que se tornou uma dessas opiniões falsas que ganham foros de verdade, a ponto de na época do Naked chamarem o disco como "Do jeito de Paul" - mesmo contando com Phil Spector, que foi idéia de John - e que "nenhum dos Beatles gostou do resultado" na mais famosa e antiga revista semanal brasileira. Ora, eles podem ter ficado chateados na época, pelos fatos que cercaram o álbum e a separação, mas as opiniões mais ponderadas já tinham saído no livro Anthology para quem quisesse consultar.

O disco LET IT BE não poderia mesmo, para qualquer efeito, ser comparado a um álbum normal, pois foi concebido como trilha sonora de um filme-documentário. Exclusiva e de uma qualidade que poucas trilhas sonoras possuem. Uma continuação do Álbum Branco, inclusive nas relações entre eles: Yoko, a dominância de Paul (bem, bandas, como peças, orquestras e filmes, neste ou naquele momento alguém tem que assumir a direção). Deram-se ao luxo de fazer um documentário não com músicas de sucesso mas com novas músicas.

Mas GET BACK, essa peça tão stoniana (quem estartou os rolantes com 'I wanna be your man' - não não era só quero pegar sua mão, como reza outro clichê vitorioso - tinha o direito de encerrar a discografia com essa). Get Back apresenta solo de piano elétrico de Billy Preston, havendo também uma versão pirata com solo de órgão hammond. Não agrada a guitar-freaks e gente que não concebe música se não for debulhada em todo canto da harmonia por uma guitarra-cicerone-líder ou feedback, ou "cama", ou o que seja, mas ficou chique, sofisticada, aliás como todo o album. Levantar a história e a realidade dos fatos é mesmo complicado, mesmo num grupo teoricamente tão ouvido e de história transparente e disponível como os Beatles. A maior parte das opiniões acima foi retirada do livro Antholoy recentemente lançado no Brasil, como disse, e não vejo porque trocá-las pelo que passou a fazer parte da história oficial. E por que falar de Let it Be DE NOVO? Porque como qualquer outro dos Beatles, é Forever.

sábado, 18 de outubro de 2003

"The Long And Winding Road" - A canção que separou os Beatles


Já que uma versão despida do último disco dos Beatles acaba de ser lançada, Paul McCartney fala sobre o nascimento de "The Long And Winding Road". Ela foi a canção que separou os Beatles, a última gota no já desgastado relacionamento entre Paul McCartney e John Lennon, e o motivo que colocou os membros da banda em décadas de antipatias e amarguras.
Na altura do lançamento do álbum Let It Be... Naked, McCartney revelou o que o fez escrever "The Long And Widing Road" e de seu prazer de finalmente poder ouvi-la sem o "wall of sound" de Phil Spector, após um esforço de 35 anos para vê-la ser lançada.

"Ela está tão limpa... assim mesmo, sem frescuras, sem artifícios", disse McCartney ao ouvir o resultado do árduo trabalho para restaurar a canção até a forma que ele originalmente queria. A canção foi escrita em 1968 na fazenda onde McCartney depois escreveria "Mull Of Kintyre" e "Maybe I'm Amazed". Ela foi inspirada nas tensões que acabaram por separar a banda.

"Eu estava na Escócia e apenas sentei ao piano. Comecei a tocar e me veio a canção, imaginando que acabaria sendo dada para alguém como Ray Charles", disse ele. "Sempre me inspirei na beleza tranqüila da Escócia e esta é mais uma prova que lá é o lugar onde encontro a inspiração".

Mas a gravação da música - e do álbum Let It Be inteiro - provou ser um doloroso processo. A idéia original era mostrar os Beatles como uma banda ao vivo, sem os grandes e caros arranjos de estúdio que se tornaram uma marca de seus mais recentes discos até então. Mas o desânimo imperou nas sessões de gravação e a banda acabou infeliz com o resultado.

De acordo com Revolution In the Head, um aclamado livro sobre as canções dos Beatles escrito pelo falecido Ian MacDonald, "The Long And Widing Road" foi um dos motivos fundamentais das desavenças logo no início. O baixo tocado por Lennon na canção foi considerado como algo lamentável.

MacDonald escreveu: "A canção foi feita no estilo dos velhos standards para ser interpretada por baladeiros de sucesso. Fitas demo foram enviadas a Tom Jones e Cilla Black. Elas incluíam um baixo tocado de forma detestável por Lennon, como se ele não estivesse certo sobre as harmonias e cometendo erros bobos. A forma crua com que Lennon toca em 'The Long And Winding Road', embora bastante acidentalmente, equivale a uma sabotagem quando apresentada como um trabalho finalizado".

Os Beatles logo abandonaram o formato básico de Let It Be para serem novamente "plugados" pelos técnicos de estúdio. Como eles ainda se sentiram insatisfeitos com os resultados, Lennon pediu ao produtor americano Phil Spector que fisseze uma operação de salvamento.

Spector completou o trabalho em apenas oito dias, pondo overdubs em "The Long And Winding Road", "Across The Universe" e "Let It Be", que contavam com 18 violinos, quatro violas, quatro cellos, uma harpa, três trompetes, três trombones, dois guitarristas e um coral de 14 pessoas.

Assim que ouviu o resultado, McCartney ficou furioso, mas sem poderes para impedir o lançamento do álbum. Ele se refere ao trabalho feito em "The Long And Winding Road" como um sacrilégio. Alguns dias depois ele disse aos outros Beatles que estava deixando a banda.

Ele nunca escondeu sua decepção e recentemente convenceu o outro Beatle Ringo Starr e a viúva de Lennon, Yoko Ono, a concordarem com o lançamento da versão nua do álbum.

McCartney disse: "Adoro a ideia do lançamento da versão limpa do disco, pois ela traz apenas a banda. Você tem uma imagem muito clara de como a banda estava tocando e cantando na época - e que banda boa ela era. Isto é o que é mostrado neste novo álbum".

"Quando falamos sobre as tensões entre as músicas, infelizmente isto conta, pois era um grupo se separando. Não posso dizer, 'Sim, era fácil entrarmos em um acordo', ou que isto me traz boas lembranças, pois era minha banda favorita que estava se separando".

McCartney não é o único que se encantou pela nova versão. "'The Long And Winding Road' me deixou espantado na versão sem as cordas", disse Ringo Starr. "Não há nada de errado com o trabalho de Phil, esta é apenas uma forma diferente de ouvi-la. Já são 30 anos desde a última vez que a ouvi assim e ela simplesmente me deixou louco!".

Logo após a separação dos Beatles, McCartney voltou à sua fazenda na Escócia e teve o que ele definiu como uma espécie de colapso - bebendo muito e passando dias na cama. Foi lá que ele descobriu o que é ser vegetariano e também onde, com sua falecida esposa Linda, ele encontrou forças para ser reerguer. E onde também foi preso por ter plantado pés de maconha.

Ele comprou a fazenda após visitá-la com sua namorada da época, a atriz Jane Asher, mas, ironicamente, ela foi deixada de lado durante anos até a separação dos Beatles.

No momento McCartney está dividindo seu tempo entre as gravações de seu novo álbum em Londres e as responsabilidades da paternidade, após o nascimento de sua filha Beatrice no mês passado.

Por Mike Merritt da UTV

domingo, 12 de outubro de 2003

The Beatles - Let It Be...Naked (2003)


Antes mesmo do lançamento, o álbum Let it Be...Naked foi objeto de polêmicas, debates e divisão de opiniões. Normal no mundo beatle.
Quando a faixa-título do novo disco chegou aos fãs, publicamos um breve review onde revelávamos que a propalada nudez do Naked seria contida - quase recatada. Os produtores do álbum - Paul Hicks, Alan Rouse e Guy Massey - deixaram isso claro em entrevistas, ressaltando que a idéia era 'finalizar de fato' as canções que os Beatles fizeram para o conturbado projeto Get Back. Daí a explicação para, digamos, o 'polimento da nudez' explicitada em Naked. E uma outra certeza: o presente disco não é o velho Let it Be - que continuará valendo. O 'faixa a faixa' que apresentamos objetiva contribuir para saciar a curiosidade dos que desejam saber de onde os takes se originam e o que foi feito (além da remixagem e redução de ruídos dos masters) para trazer à luz o novo disco de uma banda que até se desfêz, mas nunca acabou.

GET BACKTrata-se de uma remixagem da versão do álbum Let it Be - sem os sons adicionais de estúdio no começo e final do take.

DIG A PONYAqui temos um remix da versão tradicional. Foi retirado o breve false start e mantída a idéia de Phil Spector, que cortou a frase 'all I want is you' no começo e final da faixa. A gravação (como se sabe) foi feita no rooftop.

FOR YOU BLUENesta faixa percebemos o valor do trabalho de remixagem e redução de ruídos. O take é o do disco Let it Be - mantém o overdub vocal dirigido por Phil Spector, mas acrescenta breves 'trechos extras' do violão de George, retirados de dois outtakes muito próximos da versão que foi selecionada para o LIB original.

THE LONG AND WINDING ROADAqui temos um novo remix para a versão do filme Let it Be. Esse take não aparece tal como foi gravado. Na gravação original, Paul vocaliza enquanto Billy Preston faz o solo no órgão. Essa vocalização (cortada na edição feita para o filme) também ficou de fora do Naked.

TWO OF USAqui mais uma remixagem da faixa que abre o disco Let it Be. A intro com 'I Dig a Pigmy' foi retirada, já que não foi gravada no contexto de Two of Us. A versão originalmente publicada em Let it Be é mais longa, levando-nos a ouvir o assovio de John por maior tempo.

I'VE GOT A FEELINGAqui uma alteração considerável. Trata-se da segunda versão tocada no rooftop. A primeira - publicada no Let it Be - é melhor. Esta, porém, é muito boa. Há um breve 'insert' da versão do Let it Be transposto para esta, no refrão.

ONE AFTER 909Mais uma faixa beneficiada pela remixagem e a redução de ruídos. Ouve-se com clareza a exclamação de John Lennon, 'yes I did' ao longo da primeira parte da canção. É um belo remix da edição gravada no rooftop e publicada em Let it Be - mais uma vez foram limadas no final as inserções, caso do verso 'danny boy'.

DON'T LET ME DOWNAqui temos a faixa magistralmente tocada no rooftop. A produção castigou a nudez. O verso 'inventado' por John Lennon (neologismos intraduziveis) foi retirado. Em seu lugar corrigiram a letra, enxertando o trecho, 'and from the first time that she really done me...' retirado de um dos takes mixados  originalmente por Glyn Johns em 10 de março de 1969.

I ME MINEAqui um remix da versão do Let it Be com a inclusão da idéia de Phil Spector (ele duplicou o refrão artificialmente, como se sabe). A única novidade (ou capricho) foi mudar o ponto onde a edição foi feita. Questão dificil de perceber.

ACROSS THE UNIVERSE
A versão publicada no LIB e tal como foi trabalhada para o disco World Wildlife Fund. Só que sem overdubs. O trabalho de Phil Spector foi integralmente retirado (os arranjos orquestrais). Manteve-se a breve alteração na velocidade da gravação.

LET IT BEo take 27 do disco original sem orquestra, coral, eco e os overdubs de bateria. Os dois overdubs de guitarra providenciados por George Harrison (e publicados no single e no LIB) foram desprezados pelos novos produtores. Mesmo destino teve o solo (muito pobre) da gravação original. Para Naked os produtores optaram pelo solo tocado na versão incluída no filme Let it Be (o take 27B).

Por Cláudio Teran

sexta-feira, 30 de novembro de 2001

Thirty Days - The Ultimate Get Back Sessions Collection

De todas as sessões de gravação dos Beatles, aquela que obteve maior registro foi, sem dúvida, as relativas ao projeto Get Back/Let It Be. E por uma simples razão: eles assim quiseram e se esforçaram para isso. Entre os dias 02/01/1969 e 31/01/1969, o grupo foi impiedosamente filmado pelas câmeras do cineasta Michael Lindsay Hogg e tudo o que tocaram, foi gravado pelas mesas de som dos estúdios Twichenham e Apple. Tal fato resultou ao longo dos anos em uma impressionante profusão de CD's piratas e coleções de discos totalmente dedicados a estas gravações, como é o caso da "Get Back Journal, vol. 1 e 2, Rock Movie Stars, The Complete Twichenham Sessions etc.

Quando porém, tudo levava a crer que nada mais de novo haveria de surgir sob os tetos de Twickenham/Apple, eis que 2 novas séries de discos aparecem no mercado, prometendo vida longa à pirataria beatle no tocante à essas gravações. A primeira coleção chama-se "Day By Day", série ainda em formação, mas que já conta com 24 CDs duplos lançados e que documentam de forma nunca antes ouvida, o que ocorreu durante aquele janeiro de 1969. Está tudo lá, conversas, brigas, discussões, instruções dos operadores de som e música, muita música. "Day By Day" promete terminar com 65 Cd's duplos. A outra série é chamada 30 Days, lançada pelo selo Vigotone, vem com 17 Cd's, sendo 8 Cd's duplos e 1 disco simples, livreto com notas sobre as faixas e fotos, e traz também os registros das gravações feitas pelo grupo em janeiro/69 em Twickenham e Apple Studios. O faz, porém, de uma maneira mais concisa. Limita-se a prestigiar as músicas, só mostrando aquilo que foi gravado de forma completa, ou seja, versões com começo , meio e fim, ainda que algumas durem apenas segundos.

Importante avisar no entanto para os fãs mais incautos, que todos os discos lançados pela pirataria e que documentam essas sessões, possuem aquilo que se convencionou chamar de "padrão Let It Be de qualidade" . Explicando melhor: gravações cheias de improviso, informalidade, muitas vezes em tom de ensaio, ainda que tal fato não desmereça em nada o valor das mesmas, pelo contrário. A série 30 Days primeiramente impressiona pela qualidade de som das faixas. Embora alguns takes já tenham aparecido em outros discos, tudo aqui parece estar com qualidade superior. Em seguida, chama a atenção a imensa quantidade de outtakes que nunca foram lançados em nenhum outro disco e que aqui fazem sua estréia.

E uma outra informação: pra quem quiser acompanhar cada take e Ter informações detalhadas sobre os mesmos, sugerimos adquirir um livro chamado "Get Back- The unathorized chronicles of Let It Be Disaster", de um autor chamado Doug Sulpy ( já comentado em Dentro da Maçã na atualização no. 02). Isto porque todos os discos da série 30 days tem seu track list rigorosamente pautado de acordo com o indice desse livro. É essa série, caro leitor, importantissima para qualquer fã dos Beatles que deseja embrenhar-se pelos labirintos daqueles 30 dias de janeiro de 1969, que começamos a comentar a partir de agora. Detalharemos cada disco, cada take, ressaltando as novidades trazidas por cada CD e contando para os leitores um pouco do que aconteceu com os Fab Four, no decorrer daquelas gravações, às quais John Lennon um dia se referiu como "as mais miseráveis sessões de gravação da Terra". Venha conosco e "feel the wind blow..."

Disc 1/2
No primeiro álbum duplo da série, estão registrados os primeiros dias (à exceção do dia 02/01/69) de gravação do projeto Get Back, estes ocorridos no Twickenham Studios, em Londres.

Disc 3/4
Continuam os registros das gravações do projeto "Get Back", cujas gravações renderam momentos memoráveis, como uma versão de All Things Must Pass com John Lennon ao piano.

Disc 5/6
Primeiro álbum duplo da coleção 30 Days a documentar as gravações do grupo já nos estúdios Apple, e não mais em Twichenham. Músicas do "Let It Be" aparecem em várias versões.

Disc 7/8
Mais um álbum duplo dentro da coleção, mostrando o período entre os dias 24/01 e 27/01/1969, com Billy Preston nos teclados. No disco 2, dezenas de trechos de ensaios para a música "Let It Be".

Disc 9/10
Talvez um dos volumes da série 30 Days com maior número de performances inéditas. Os discos cobrem basicamente os dias 26 e 27/01/69 e trazem a banda trabalhando básica e principalmente 3 canções: The Long and Winding Road, Get Back e Old Brown Shoe.

Disc 11/12
Gravações ocorridas entre os dias 27 e 29/01 nos estúdios Apple, incluindo algumas faixas que apareceriam no álbum Abbey Road.

quarta-feira, 28 de novembro de 2001

The Beatles Thirty Days - Disc 03/04

O terceiro e quarto discos da série, retratam as gravações feitas pelo grupo entre os dias 8 e 15 de janeiro de 1969, ainda em Twichenham. Passada a semana inicial no estúdio, pode-se afirmar que a banda entrava agora em seus momentos mais tensos. A idéia de uma apresentação ao vivo norteava as várias discussões internas e dai, surgiriam as mais inusitadas sugestões para um local onde pudesse acontecer um concerto do grupo. Pensou-se em tudo. Desde locais pequenos, onde voltariam às raízes, a um anfiteatro em qualquer país ao norte da África. Yoko Ono, dando palpites como nunca, chegou a sugerir um show em um ginásio totalmente vazio. O clima nesses dias também era marcado principalmente pelo tratamento desdenhoso e, por que não dizer, desrespeitoso, a George Harrison. John e Paul raramente o levavam a sério e ensaiavam suas composições com flagrante desinteresse. Em alguns ensaios de I Me Mine por exemplo, a situação chegou a extremos, chegando John a afirmar em plena sessão, que os Beatles eram uma banda de Rock'n Roll e que não teriam uma valsa em seu track list.

A atmosfera pesada nos estúdios alcançou seu clímax em 10/01/69, quando George Harrison simplesmente avisou que estava deixando a banda. E saiu mesmo, só retornando em 22/01 quando o grupo já transferira suas gravações para os estúdios Apple. Mesmo sem George presente às gravações, Lennon continuava a "pegar pesado", chegando a sugerir, em tom sarcástico, que os outros deveriam chamar Eric Clapton ou Jimi Hendrix para o lugar de Harrison. Paul McCartney completou a piada, dizendo que Maureen Starkey (à época esposa de Ringo), poderia tocar guitarra no grupo se quisesse, contanto que aprendesse a tocar 3 acordes durante o final de semana. As discussões e desentendimentos internos, porém, não conseguiram apagar o brilho de algumas performances ocorridas nestas sessões e presentes neste volume da série 30 Days. Como exemplo, destaca-se a faixa 8, disco 1, única versão até agora conhecida da música All Things Must Pass com John Lennon ao piano.

Ainda do primeiro disco, (faixa 12), Maxwell Silver Hammer, take completo e que tem em 30 Days sua estréia. Citam-se ainda ótimas execuções para Don't Let Me Down e I've Got a Feeling. O 2o. disco deste volume, inicia com George Harrison em 3 versões acústicas para faixas de Bob Dylan, ressaltando-se ainda Get Back e Two of Us. A faixa 11 deste CD , registra o exato momento em que George Harrison, após discussão com o restante da banda, avisa que está deixando o grupo. Ouvem-se o som dos passos de Harrison saindo do estúdio. Outros highlights são as novas versões para I've Got a Feeling e Don't Let Me Down; a faixa The Back Seat of My Car, que Paul só gravaria no disco Ram e Madman, composição de Lennon na qual ele toca piano elétrico e música que somente seria registrada durante essas gravações. Lembra-se que Paul está tocando guitarra na faixa, vez que George ainda estava ausente.

CD 01
The Best Of The Twickenham Sessions Part Three
01 (Improvisation) - NEW 1:46
02 Stand By Me 2:05
03 Two of Us 3:12
04 Don't Let Me Down 3:09
05 I've Got a Peeling 3:27
06 "Queen Says No to Pot-Smoking F.B.I. Members" 0:09
07 Mean Mr. Mustard 1:49
08 All Things Must Pass 3:11
09 Fools Like Me 2:08
10 You Win Again 0:54
11 She Came in Through the Bathroom Window - NEW 2:48
12 Maxwell's Silver Hammer -.NEW 3:38
13 I Me Mine 1:23
14 For You Blue 2:01
15 Two of Us 2:57
16 "Suzy's Parlour" 2:05
17 I've Got a Feeling 3:52
18 Get Back 3:53
19 Across The Universe 3:21
20 Move It 0:54
21 Good Rockin' Tonight 0:50
22 Tennessee 2:01
23 House of the Rising Sun 2:39
24 "Commonwealth" 3:37
25 "Get Off" 5:59
26 For You Blue 0:50
27 "Get Off" 0:52
28 Honey Hush 2:10
29 For You Blue 2:07

CD 02
The Best Of The Twickenham Sessions Part Four
01 "Ramblin' Woman" 2:05
02 I Threw It All Away 2:07
03 Mama, You Been on My Mind 2:03
04 That'll Be The Day 1:02
05 Jenny, Jenny/Slippin' And Slidin' 2:03
06 Let It Be 2:38
07 Hi Heel Sneakers 2:03
08 Hi Heel Sneakers 0:47
09 Get Back 2:05
10 Two of Us 2:01
11 I'm Talking About You 1:17
12 I've Got a Feeling NEW 3:55
13 Don't Let Me Down NEW 3:39
14 Maxwell's Silver Hammer 0:47
15 Maxwell's Silver Hammer 1:11
16 Don't Be Cruel 2:32
17 "On a Sunny lsland''/Tha Peanut Vendor/Groovin'/I Got Stung
18 The Peanut Vendor 0:19
19 It's Only Make Believe 2:44
20 "Through a London Window" 1:06
21 Get Back - NEW 2:40
22 Get Back 2:41
23 (Improvisation) 1:18
24 The Back Seat of My Car 4:12
25 The Back Seat of My Car 0:41
26 "Song of Love" 2:33
27 "Song of Love" 1:03
28 Hello, Dolly 1:29
29 "Madman" 3:15
30 Mean Mr. Mustard 1:22
31 Take This Hammer 2:45
32 Oh! Darling 3:33

terça-feira, 27 de novembro de 2001

The Beatles Thirty Days - Disc 05/06

Primeiro álbum duplo da coleção 30 Days a documentar as gravações do grupo já nos estúdios Apple, e não mais em Twichenham. Percebe-se claramente a partir de agora, que a banda está mais a vontade e menos incomodada com a atmosfera de Twichenham. O clima se reflete nas gravações, pois, ainda que as sessões sejam marcadas por vários ensaios, nota-se uma preocupação maior em fazer as coisas com maior seriedade e menos improviso. Como de costume, os Beatles fazem diversos covers de clássicos do Rock'n Roll antes de iniciarem a gravar suas próprias composições. O disco 1, que documenta as gravações ocorridas nos dias 22 e 23 de janeiro de 1969, traz nada menos que 14 takes até então inéditos na pirataria e que fizeram sua estréia em "30 Days". Importante ressaltar que consta no álbum o registro da primeira participação de Billy Preston dentro do projeto Let It Be, ocorrida no dia 23/01.

Destaque para as versões de Dig a Pony e Don't Let Me Down. O disco 2 traz o restante das gravações do dia 23/01 e takes feitos em 24/01. Novamente, mais da metade das faixas aqui apresentadas nunca haviam sido antes lançadas. Este disco é sem dúvida alguma, um dos melhores volumes da série, pois traz impagáveis versões do grupo para a música Oh! Darling, uma inédita versão de John Lennon cantando sozinho o primeiro verso de Two of Us e ainda ótimas e raras performances para faixas como 20 Flight Rock e Her Majesty. A qualidade de som não oscila, é 10 da primeira à última música.

CD 01 
The Best Of The Apple Studio Sessions Part One
01 Somethin' Else
02 Daydream
03 You Are My Sunshine
04 Whispering
05 (Improvisation)
06 My Baby Left Me/That's All Right
07 Milk Cow Blues
08 "All I Want is You"
09 In The Middle of an lsland / Gilly Gilly Ossenfeffer Katzenellen Bogen By The Sea
10 (lmprovisation)/Good Rockin' Tonight
11 Forty Days
12 Too Bad About Sorrows
13 Dig a Pony
14 Dig a Pony
15 You've Got Me Thinking
16 I've Got a Feeling
17 Don't Let Me Down
18 "I Dig a Pygmy"
19 Don't Let Me Down
20 Dig a Pony
21 Going Up the Country
22 Dig a Pony
23 I've Got a Feeling
24 "You Want a Session Job?"
25 Dig a Pony
26 Don't Let Me Down
27 Don't Let Me Down
28 Don't Let Me Down

CD 02 
The Best Of The Apple Studio Sessions Part Two
01 Dig a Pony
02 Dig a Pony
03 I've Got a Feeling
04 I've Got a Feeling
05 I've Got a Feeling
06 Get Back
07 Get Back
08 Get Back
09 Get Back
10 (Improvisation)
11 Twenty Flight Rock
12 Get Back
13 Oh! Darting
14 Oh! Darting
15 Get Back
16 On the Road to Marrakesh
17 Two of Us
18 Two of Us
19 Two of Us
20 Teddy Boy
21Two of Us
22 Maggie Mae
23 "I Fancy Me Chances"
24 Two of Us
25 Maggie Mae
26 Her Majesty

sábado, 24 de novembro de 2001

The Beatles Thirty Days - Disc 07/08

Os discos cobrem o período de gravações nos estúdios da Apple compreendido entre os dias 24/01 e 27/01/1969. Com Billy Preston presente às sessões e de certa forma ajudando a acalmar os ânimos, o grupo consegue fazer fluir com maior desenvoltura as faixas trabalhadas. Ressalta-se que os registros das gravações ocorridas nesses dias, costumam ser um tanto quanto fragmentados, isso devido ao fato de que estavam sendo realizadas filmagens do grupo e não propriamente o registro do áudio completo das sessões. Mais um ponto para a série 30 Days, que traz a tona performances completas para faixas como Get Back, Dig It, Bad Boy , I Lost My Little Girl ( aqui cantada por John Lennon) e For You Blue. O segundo CD traz basicamente o registro das sessões de gravação da faixa Let It Be, com nada menos que 10 takes inéditos da música. É extremamente interessante para o fã mais atencioso, observar como a banda trabalhava e lapidava as músicas até encontrar o que queria. Qualidade de som 10.

CD 01 
The Best Of The Apple Studio Sessions
01 "There You Are, Eddie" 24.49 2:28
02 Diggin' My Potatoes 24.61 0:50
03 Hey Liley, Liley-Lo 24.62 0:09
04 Rock Island Line 24.63 0:58
05 Michael Row the Boat 24.65 0:58
06 Rock-A-Bye Baby 24.66 0:17
07 Singing The Blues 24.67 2:00
08 Dig It 24.72 4:09
09 Dig It 24.73 5:05
10 Get Back 24.79 3:00
11 Get Back/Little Demon/Maybellene/You Can't Catch Me/ Brown-Eyed Handsome Man 24.80 2:22
12 Short Fat Fannie 24.81 1:26
13 Get Back 24.83 4:11
14 Bad Boy 24.87 2:36
15 Sweet Little Sixteen 24.88 1:46
16 Around and Around 24.89 1:08
17 Almost Grown 24.90 1:04
18 School Day 24.91 1:35
19 Stand By Me/Where Have You Been 24.92 2:36
20 Get Back 24.95 6:10
21 I Lost My Little Girl 24.55 5:08
22 Two of Us 25.NEW 3:39
23 Two of Us 25.NEW 3:22
24 Bye Bye Love 25.8 0:58
25 Two of Us 25.9 3:25
26 For You Blue 25.NEW 2:05
27 For You Blue 25.NEW 2:05
28 For You Blue 25.NEW 2:27


CD 02
The Best Of The Apple Studio Sessions
01 For You Blue 25.25 3:01
02 For You Blue 25.NEW 2:28
03 For You Blue 25.22 2:35
04 Let It Be 25.NEW 2:21
05 Let It Be 25.NEW 2:13
06 I'm Talking About You 26.18 1:18
07 Let It Be 25.NEW 3:13
08 Let It Be 25.NEW 3:48
09 Isn't It a Pity 26.1 1:48
10 Window, Window 26.2 0:57
11 Octopus's Garden 26.11 1:03
12 High School Confidential 26.22 1:39
13 Great Balls of Fire 26.23 1:28
14 Great Balls of Fire 26.23 0:31
15 Let It Be26.NEW 2:44
16 Let It Be26.NEW 3:46
17 Let It Be26.NEW 3:46
18 Let It Be26.NEW 3:55
19 Let It Be26.NEW 3:40
20 Dig It 26.27 15:04
21 Rip It Up (2:36) - 26.28 2:36
22 Shake, Rattle and Roll 26.29 1:39

sexta-feira, 23 de novembro de 2001

The Beatles Thirty Days - Disc 09/10

Talvez um dos volumes da série 30 Days com maior número de performances inéditas de toda a coleção. Os discos cobrem basicamente os dias 26 e 27/01/69 e trazem a banda trabalhando básica e principalmente 3 canções: The Long and Winding Road, Get Back e Old Brown Shoe. Pra se ter uma idéia, saíram desse dia os takes de The Long and Winding Road e Get Back que, após Phil Spector, seriam lançados oficialmente. A presença de Billy Preston nos estúdios torna-se cada vez mais integrada às gravações, ao ponto de por diversas vezes o grupo entregar-se a verdadeiras jam sessions com o músico que duravam quase 15 minutos. A série 30 Days registra essas gravações com o nome de Ï Told You Before" . No segundo disco, excelentes performances para Old Brown Shoe e Get Back e uma verdadeira gema para o fã: lembram-se daquele trecho de Oh Darling lançado oficialmente no álbum Anthology 3 ? Pois bem. Este volume da série traz o take completo, com mais de 6 minutos de duração. Imperdível.

CD 01
The Best Of The Apple Studio Sessions Part Five
01 Miss Ann/Kansas City/Lawdy Miss Clawdy
02 Blue Suede Shoes
03 You Really Got a Hold on Me
04 (Improvisation)
05 (Improvisation)
06 Let It Be
07 Let It Be
08 Let It Be
09 "I Told You Before"
10 "I Told You Before"
11 The Long and Winding Road
12 The Long and Winding Road
13 The Long and Winding Road
14 The Long and Winding Road
15 The Long and Winding Road
16 The Long and Winding Road
17 The Long and Winding Road
18 Strawberry Fields Forever
19 Let It Be


CD 02 
The Best Of The Apple Studio Sessions Part Six
01 Let It Be
02 The Long and Winding Road
03 Old Brown Shoe
04 Old Brown Shoe
05 Old Brown Shoe
06 Old Brown Shoe
07 (Improvisation)
08 "I Told You Before"
09 "I Told You Before"
10 Don't Let Me Down
11 Get Back
12 Get Back
13 Get Back
14 Get Back
15 Get Back
16 Get Back
17 Oh! Darling
18 Get Back
19 Get Back
20 Get Back

quinta-feira, 22 de novembro de 2001

The Beatles Thirty Days - Disc 11/12

Os discos 11 e 12 da série 30 Days documentam as gravações ocorridas entre os dias 27 e 29/01 nos estúdios Apple. Nesses dias, aumentam as discussões acerca de uma apresentação ao vivo da banda e que viria a culminar no famoso e improvisado concerto no teto da gravadora. O CD 1 do álbum traz talvez um dos maiores highlights de toda a série. Neste, consta uma versão completa de "I've Got a Feeling" cantada inteiramente por John Lennon. Também no disco, versão completa do grupo para "Love Me Do" e takes de "Don't Let Me Down" que foram usados no lançamento oficial do single com a música. O 2° disco mostra o grupo ensaiando faixas que só entrariam no disco Abbey Road, além de versões somente agora conhecidas para faixas como "I've Got a Feeling", "One After 909", "Two of Us", "Let It Be" e "The Long and Winding Road". Como dito no início, um dos mais reveladores volumes da 30 Days.

CD 1
The Best Of The Apple Studio Sessions
01 Get Back
02 Get Back
03 Get Back
04 Get Back
05 I've Got a Feeling
06 "You Won't Get Me That Way''/The Walk
07 I've Got a Feeling
08 "The River Rhine"/The Long and Winding Road
09 I've Got a Feeling
10 I've Got a Feeling
11 I've Got a Feeling
12 Dig a Pony
13 Dig a Pony
14 Get Back
15 Love Me Do
16 Get Back
17 Don't Let Me Down
18 I've Got a Feeling
19 Don't Let Me Down
20 I've Got a Feeling

CD 2
The Best Of The Apple Studio Sessions
01 One After 909
02 Old Brown Shoe
03 Old Brown Shoe
04 Old Brown Shoe
05 I Want You (She's So Heavy)
06 Something
07 Get Back
08 Teddy Boy
09 All Things Must Pass
10 All Things Must Pass
11 I Want You (She's So Heavy)
12 I Want You (She's So Heavy)
13 Dig a Pony
14 I've Got a Peeling
15 Don't Let Me Down
16 Get Back
17 One After 909
18 She Came in Through the Bathroom Window
19 Two of Us
20 Let It Be
21 The Long and Winding Road