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terça-feira, 25 de outubro de 2016

Entrevista: Roberto Gurgel, o Juba (baterista da Blitz)

Se você é Beatlemaníaco e curte o Rock nacional, certamente conhece essa figuraça, grande fã dos Beatles de longa data (desde os anos 60). Comanda as baquetas de uma das maiores bandas do Rock Brasileiro, a Blitz e possui uma fabulosa coleção, que envolve discos, instrumentos e todo tipo de souvenir. Conheça um pouco mais o Juba, nessa rápida entrevista.

Você é considerado um dos maiores fãs dos Beatles entre os roqueiros brasileiros. É capaz de se lembrar como os conheceu?
Conheci junto com minha Tchurrrrma: Mozart Melo, Wander Taffo, João Ascensão... garotos com 10 anos ouvindo a Boys Band predileta, cantando “Love Me Do”. Uma maravilha!

Os Beatles influenciam a banda Blitz de alguma maneira? Mais algum músico da banda é fã deles?
Os Beatles não só influenciaram minha banda, como qualquer músico do século XX. A coisa foi avassaladora. Na Blitz todos gostam, mas o mais apaixonado sou eu.

Como você colocaria Ringo num suposto ranking dos bateristas do Rock?
Ringo é um ícone! Não importa se tem mais ou menos técnica. Se tornou o Baterista mais conhecido no mundo e seu trabalho nos Beatles é brilhante!

Sua coleção de discos e objetos do Rock e dos Beatles é fabulosa. Você seria capaz de citar quais os seus itens favoritos?
É difícil...rs, rs... são 45 anos garimpando na América, Japão, Europa. Tenho em casa 375 artistas de vários gêneros, com todos os discos de carreira e edições especiais. Meu lance é qualidade, não quantidade.

Ringo e Paul fizeram uma boa sequência de shows no Brasil, durante 5 anos. Quantos você viu, o que achou?
Sobre os shows de Paul e Ringo sou suspeito, rs, rs... todos maravilhosos! O número exato não me lembro. Uma coisa interessante a contar foi meu encontro 4 anos atrás, casual, com Paul, perto da sua casa na em St Johns Wood, na Cavendish Avenue. Foi às 10h da manha, caminhando sozinho. Inacreditável! Estava com minha inseparável máquina fotográfica, mas a primeira coisa que ele falou foi "No pictures". Claro, respeitei e, pasme, ele ficou conversando comigo e um amigo beatlemaniaco, o tecladista Elihu Aversari, durante maravilhosos 3 minutos, de forma extremamente simpática. Claro, ficamos chocados!

Caramba! Que sorte!
Bota sorte nisso! Tem gente que monta campana na casa dele há 50 anos e nunca encontrou, kkkkkkk. Detalhe: tava sozinho. Incrivel!

Seria capaz de citar qual o seu beatle favorito? E álbum favorito, você tem?
Seria injusto indicar o Beatle favorito. Tenho banda há quase 50 anos e sei que cada um contribui à sua maneira, com suas influências.
 E se fosse fazer um ranking dos seus álbuns favoritos de todos os tempos (e todos os artistas), quais seriam eles?
Difícil, mas vamos lá:
Revolver, Rubber Soul, Sgt. Pepper (Beatles),
Road Work (Edgar Winter),
Live at Carnegie Hall (James Gang),
Led Zeppelin I (Led Zeppelin),
Live (Tower of Power),
Chicago Transit Authority (Chicago),
Child Is Father to the Man  (Blood Swear and Tears),
On Time (Grand Funk Railroad),
Machine Head (Deep Purple),
One Way Or Another (Cactus),
Deja-Vu  (Crosby Still Nash),
The Yes Album (Yes),
Sellin England by the Pound (Genesis),
Romantic Warrior (Return to Forever).

O conheci através do músico e produtor Edu Henning, de Vitória/ES. Você conhece a banda Clube Big Beatles? Como você analisa o trabalho deles?
Adoro Edu Henning, adoro Big Beatles!

Como estão as atividades da Blitz? Além da sequência de shows, há planos de lançar material novo, um novo álbum, por exemplo?
A Blitz está lancando um CD de inéditas agora em Dezembro, estamos muito felizes por estarmos ha 34 anos na estrada.

Os Beatles foram a ponta de lança do British Rock, assim como a Blitz foi para o Rock Brasileiro nos anos 80. Eu sempre tive essa impressão. Você concorda?
Concordo com você, a Blitz deu o pontapé inicial, colocou o ovo em pé, com muito orgulho.

Juba e o amigo Marcus Rampazzo.

Juba no Facebook: https://www.facebook.com/roberto.gurgeljuba
Entrevista concedida a José Carlos Almeida

terça-feira, 27 de setembro de 2016

James Fiorini lança livro com sua história de encontros com Paul McCartney


Ter contato direto com um beatle é uma experiência capaz de mudar a vida do fã, e tem sido assim desde os anos 60. Com a sequência de visitas de Paul McCartney e Ringo Starr ao nosso país, desde 2010, essas histórias tem se multiplicado.

Os músicos e fãs James e Felipe Fiorini, pai e filho, viveram isso de maneira intensa, em 2014: James Fiorini vem tentando conseguir um autógrafo de Paul desde Porto Alegre, e para isso não poupou esforços (e gastos): hospedagem em hotéis caros, passagens aéreas, horas de plantão carregando seu baixo Hofner e muita pesquisa.  Tal perseverança trouxe algumas frustrações, desânimo e desistências.

Mas já foi dito que “o sucesso é uma coleção de fracassos” e após dois anos de hibernação da Beatlemania, em 2014 James voltou à ativa a todo vapor, com o objetivo ainda mais fortalecido e contando com um companheiro/aliado importante: seu filho Felipe. Através de um planejamento minucioso, que incluiu até a confecção de um uniforme azul de Sgt. Pepper, seguiram novamente rumo ao objetivo: conseguir “chegar junto” e voltar com o instrumento autografado.

Essa história, com muito mais detalhes, é narrada no recente lançamento, o livro The Long And Winding Road, auto-financiado pelo próprio James Fiorini. Em pouco mais de 100 páginas, várias situações, locais e personagens são recordados, em uma narrativa às vezes bastante emocionada. Segundo James, o livro é de tiragem limitada e não será comercializado, tendo distribuição feita apenas para os amigos conquistados nessa ‘longa estrada da vida’, via Correios.

O final é feliz e hoje o Felipe é o feliz proprietário de um baixo Hofner autografado por Paul McCartney. James de um violão autografado pela banda (Rusty Anderson, Abe Laboriel Jr, Paul Wickens e Brian Ray).  Ganharam também uma bela história pra contar e lançaram um belo livro, que já entrou para a história da Beatlemania Nacional.

PS: Não posso deixar de lembrar, com muito orgulho, que o Portal Beatles Brasil é citado como importante fonte de pesquisas em momentos cruciais da aventura, e até mesmo uma foto minha (com James e minha esposa) aparece no livro.

Por José Carlos Almeida

terça-feira, 2 de agosto de 2016

10 razões para você não perder a BH Beatle Week



A BH Beatle Week acontece pela quinta vez, esse ano entre os dias 03 e 07 de agosto. Trata-se do maior evento alusivo aos Beatles na América Latina, um verdadeiro sucesso. Como se fosse necessário, segue abaixo uma relação de 10 motivos pelos quais você não pode nem pensar em perder esse evento.
Por José Carlos Almeida

Atrações internacionais
Uma grande oportunidade de conhecer artistas que rodam o mundo divulgando a música dos Beatles. Esse ano teremos o melhor cover de John Lennon do mundo, Gary Gibson, um cara que, além de muitíssimo parecido com Lennon, canta muito bem e nos faz sonhar. O show é um delírio e agora fará parceria com Aggeu Marques, emulando um encontro da dupla Lennon/McCartney. Também teremos a banda argentina The Buitres Rock Band, os chilenos da Nowhere Band e mais uma argentina, a sensacional BX4, um grupo vocal à lá The Mamas & The Papas, que canta só músicas dos Beatles.

Astros mineiros
Já virou uma tradição a participação de astros mineiros, alguns deles pela segunda vez: o eterno jovemguardista Márcio Greyck, Tunai e Paulinho Pedra Azul voltam ao evento, dessa vez dividindo a noite com Wilson Sideral, Túlio Mourão (aquele dos Mutantes!) e Cláudio Venturini. Uma noite, sem dúvida, muito estrelada!

Orquestra Ouro Preto
Também pela segunda vez, a Orquestra Ouro Preto deverá emocionar a plateia do Teatro Bradesco. Os ingressos já estão esgotados, mas vale muito a pena tentar novamente, pois sabe lá… o certo é que trata-se de um show inesquecível. Quem viu em 2014 pode comprovar.
 
Ouro Minas Hotel
Uma grande parceria formada pela BH Beatle Week esse ano foi com o Ouro Minas Hotel – simplesmente o local onde o beatle Paul McCartney encostou sua cabecinha no travesseiro e dormiu tranquilo duas noites, em 2013, quando esteve na capital mineira para um show apoteótico. Isso já seria suficiente para eternizá-lo no imaginário da Beatlemania nacional, mas também acontecerão ali shows musicais que prometem: Eduardo Sangy, Lindsay & Isaac, Gary Gibson, Aggeu Marques & The Yesterdays, BX4 e acredite… ainda tem muito mais (confira na programação do site oficial). 

FICC
A BH Beatle Week firmou parceria com a produção da FICC (Festival Internacional de Cerveja e Cultura), que acontecerá no Parque das Mangabeiras e contará com apresentações da Nowhere Band e The Calangles Rock Band.

Aggeu Marques & The Yesterdays
Além de ser o produtor da BH Beatle Week, o empreendedor Aggeu Marques é um dos melhores “Paul McCartney” do mundo, certamente o melhor do Brasil. Como de costume, deverá se apresentar com os astros mineiros, com a banda The Yesterdays, com o internacional Gary Gibson e em algumas canjas aqui e ali. Sem falar que em todas as suas aparições, esbanja simpatia e faz fotos e selfies com as centenas de fãs que sempre o circulam.

Camilo Lucas
Artista plástico, cartunista e editor da revista Jararaca Alegre, Camilo Lucas vai marcar presença pelo terceiro ano consecutivo, com sua exposição de quadros temáticos (The Beatles In My Life), além de distribuir gratuitamente exemplares da nova edição da Jararaca Alegre, que sempre dedica várias páginas aos Beatles e à BH Beatle Week.

Lizzie Bravo
Novamente a BH Beatle Week contará com a presença dessa verdadeira lenda da Beatlemania nacional. Além de ser internacionalmente conhecida como “a garota que gravou com os Beatles” (ela participou da gravação da música “Across The Universe”), o público poderá adquirir exemplares do seu maravilhoso livro Do Rio a Abbey Road, um volume muito bem escrito, editado e ricamente ilustrado com fotos incríveis e inéditas dos Beatles, feitas por ela mesma! Além de autografar os livros, Lizzie sempre nos brinda com várias histórias fascinantes das suas aventuras na terra dos Beatles. Vale a pena procura-la.

Portal Beatles Brasil e Portal Uai
Sendo o maior evento beatle da América Latina, a BH Beatle Week também conta com aliados de peso: o principal veículo de informação sobre Minas Gerais na Internet, o UAI (www.uai.com.br) e, pelo terceiro ano consecutivo, o maior portal de informação sobre os Beatles em línguas latinas, o Portal Beatles Brasil (www.thebeatles.com.br) – que também hospeda a Rádio Beatles Brasil – tocando músicas dos Beatles juntos e em carreiras solo “24 horas por dia, 8 dias por semana”.

Belo Horizonte
Parece redundante mais não é: uma das maiores atrações da BH Beatle Week é a própria capital mineira, Beagá, Belô, Belzonte… sim, Belo Horizonte! É praticamente impossível não visitar pontos turísticos, locais pitorescos, bares, ver gente bonita e, não é muito relembrar: o novo Patrimônio Cultural da Humanidade, a Pampulha.

E aí, precisa mais?

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Entrevista: Portal Beatles Brasil fará cobertura da BH Beatle Week 2016


Pelo terceiro ano seguido o Portal Beatles Brasil fará cobertura do maior evento da Beatlemania brasileira, o festival BH Beatle Week, que na edição 2016 será ampliado e trará atrações e locais inéditos. Sabendo disso, o site mineiro Universo Retrô realizou uma pequena entrevista com o nosso editor, José Carlos Almeida, que fala um pouco sobre suas impressões e a expectativa desse grandioso evento. 

O Beatles Brasil vai cobrir o BHBW pela terceira vez consecutiva. Quais suas impressões sobre as duas últimas edições do evento e as expectativas para esse ano?

O Portal Beatles Brasil tenta cobrir o máximo de eventos da Beatlemania nacional, divulgando-os em nosso site e resenhando-os posteriormente. Sendo o maior evento beatle da América Latina, a BHBW não poderia faltar. Me lembro de ter ficado maravilhado na primeira vez, e não era pra menos: conheci bandas e músicos incríveis, como o Gary Gibson, a Orquestra Ouro Preto, além de ter me deliciado com um show de astros de quem eu era fã desde criança, como Beto Guedes, Márcio Greyck e, claro, o Aggeu Marques, que eu conhecia só pela Internet. Confesso que subestimava o movimento de bandas cover no Brasil, então a BHBW me abriu um a mente para um novo universo, de músicos profissisonalíssimos e de muito talento. Outra coisa fantástica foi descobrir bandas que tocaram músicas dos Beatles nos mais diversos estilos (grupos vocais, instrumentais, Punk Rock, Rockabilly e até mesmo algumas que reproduzem fielmente o que ouvimos nos discos oficiais). Na segunda edição, já não fiquei mais surpreso, mas, embora tenha sido uma edição um pouco reduzida, também conheci músicos incríveis. A expectativa é que nesse ano eu reveja algumas dessas atrações e, se possível, quero conhecer outros que ainda não vi. Ah, e claro, espero rever as dezenas de amigos que fiz. Isso é tão importante quanto o festival em si. Esta será nossa terceira vez e espero nunca mais perder nenhuma edição.


Para você, por que o Beatle Week deu tão certo na capital mineira?

Em primeiro lugar, acho que deu certo porque é uma iniciativa de um cara que tem muita visão, profissionalismo e integridade: Aggeu Marques. Eu já sabia que era um puta músico, mas nem de longe imaginava que o sujeito era tão empreendedor. A BHBW é perfeita desde os grandes até os mínimos detalhes. Os artistas e convidados são tratados como superstars. Não é à toa que as bandas disputam “a tapa” uma vaga no evento. A equipe de trabalho também é excelente, profissionais de nível internacional, pessoas super do bem. Conta muitíssimo dois fatores importantes também: Belo Horizonte é uma cidade linda e o povo mineiro é muito acolhedor, do tipo que te conhece hoje e já vira “amigo de infância”; e também tem locais perfeitos para a realização desses eventos, como o Circuito do Rock, o Cine Brasil e a Savassi. Fora do evento, aproveitei para conhecer o Mercado Municipal, a Praça da Liberdade, o Beco do Rock (Sabará) e a Feira Hippie. Ou seja, além da atração principal, que é o festival, BH é perfeita também para quem quer conhecer gente e lugares bacanas. Não consigo imaginar um lugar melhor para isso.


Nessa edição, o BHBW vai contar com novos espaços (como o Centroequatro, Parque dos Mangabeiras e o Bar do Museu Clube da Esquina), além de atrações nacionais e internacionais inéditas, que prometem uma experiência inesquecível para os beatlemaníacos. Para você, quais as atrações de destaque do evento? O que os fãs não podem deixar de conferir nessa edição?

Musicalmente, quero muito rever duas atrações pelas quais me apaixonei: a Orquestra Ouro Preto e a banda Bloody Mary & The Munsters. Quero muitíssimo rever também o Aggeu em parceria com o Gary Gibson. Há outras bandas que mal posso esperar pra ver novamente (Hocus Pocus, Hey Baldock, Beatles Again e outras). Tem também umas bandas argentinas e chilenas que farei tudo pra não perder. Mas principalmente, espero conhecer mais algumas atrações que me deixem surpreso, maravilhado, que eu nunca mais esqueça. Com relação aos locais, além desses que você citou, uma coisa que me anima muito é a eminência de conhecer o Ouro Minas Hotel, onde o próprio Paul McCartney se hospedou quando esteve aí. Eu fui ao show, mas não pude ir lá naquela ocasião. Se tiver a chance, adoraria até mesmo conhecer a suíte onde ele ficou. E, claro, ver os shows que ali acontecerão. Acredito que serão incríveis também.


Por último, quais as dicas para os nossos leitores aproveitarem ao máximo cada dia do evento?

Infelizmente não dá pra ver tudo, pois alguns shows acontecem ao mesmo tempo, em locais diferentes. Então a dica é usar o programa oficial para se planejar e ver o máximo de atrações possível. E cuidar da logística do transporte, de modo a perder pouco tempo nos trajetos. Estou me preparando também para dormir pouco. Isso mesmo, pois as atrações geralmente duram até a alta madrugada e pretendo visitar, durante os dias, alguns pontos de BH (quero pelo menos cumprir o ritual de comprar vários tipos de queijo no Mercado Municipal). Mas como o assunto principal é música, prestem atenção nas dicas principais: tentem garantir seus ingressos com o máximo de antecipação, pois dessa vez, desconfio que vão se esgotar bem rápido. E principalmente, tentem a todo custo ver pelo menos uma apresentação do Aggeu Marques. O cara é fenomenal, incrível. Simplesmente o melhor Paul McCartney que já vi (depois do original, claro).