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sexta-feira, 21 de outubro de 2016

"Helter Skelter", a música mais pesada dos Beatles


Lançada em 1968, no Álbum Branco (White Album, mas que na verdade chama-se The Beatles), essa música pesadíssima, que Paul McCartney faz questão de apresentar ao vivo até hoje, ainda desperta muita curiosidade, sobretudo com relação ao outtake inédito de 27 minutos. Saiba mais um pouco sobre o assunto.

A Criação

"Pete Townshend disse à Melody Maker que o The Who tinha gravado uma música que era a mais barulhenta, mais rude que alguém já havia feito. Isso me fez pensar 'Certo. Tenho que fazer isso'. E nós decidimos fazer a mais barulhenta, mórbida e pesada que podíamos. E isso foi 'Helter Skelter'"
- Paul McCartney, 1985

O Assassino

O assassino Charles Manson achou que o título da música era um tipo de sinal, que dizia que a guerra e o apocalipse que ele acreditava começaria quando os Black Panthers (grupo radical formado por negros americanos - Manson viu uma ligação com "Blackbird"!) iriam se levantar e acabar com os porcos brancos ("white piggies"). Ele então mandou sua seita assassinar Tate e LaBianca para mostrar para os negros a maneira de se levantarem (levantar em inglês é "arise"). Na Inglaterra o termo "Helter Skelter" se aplica a uma espécie de montanha russa. John supostamente defendeu a teoria da montanha russa mais tarde no tribunal.

"Eu não sei o que pensei quando aconteceu. Eu só pensei, e vi que muitas coisas que ele diz são verdade, que ele é um filho do sistema, feito por nós, e que apenas acolheu seus filhos quando ninguém mais o faria. É o que ele fez. É claro que ele é um maluco!"
 - John Lennon, Dezembro de 1970.

John achou a interpretação de Manson um absurdo. A leitura de Manson, procurando algo nas entrelinhas é típico de um fã dos Beatles, mas (como também é típico dos fãs dos Beatles) ele viu uma mensagem que realmente não existia.

Anthology

Mark Lewisohn, autor dos livros The Beatles Recording Sessions e The Complete Beatles Chronicle, tem o seguinte a dizer sobre a "Helter Skelter" de 27 minutos:

"Helter Skelter é, talvez, o mais lendário out-take dos Beatles. Na época que o álbum branco foi lançado, eu acho que foi Neil Aspinnal que escreveu na Beatles Monthly Book que eles haviam gravado uma versão de Helter Skelter com mais de 27 minutos, que obviamente, não seria lançada, mas eles foram gravando mesmo assim. Daquele dia em diante, isso se tornou um tipo de 'santo graal' dos fãs dos Beatles, eles tinham que ouvir esta música. Hoje eu sei de muitas pessoas que querem apenas ouvir esta versão antes de morrer.

Eu deixei claro para George Martin, quando estávamos trabalhando no Anthology 3, que os fãs estavam desesperados para ouvir isso e tentei persuadi-lo a ouvir a música, mas não achei que ele o faria. Nós ouvimos, e ele disse: 'Bem, o que tem de tão importante nisso?'. Eu disse para esquecer a qualidade de som, ou esquecer o fato de não estarem bem afinados, ou em harmonia, ou qualquer coisa que um produtor pode estar procurando, e apenas para respeitar o fato de que era o out-take mais importante de todos, e o fãs ficariam loucos se não fosse incluido no projeto Anthology. Então ele pôs tudo aquilo na mesa, como sempre fazia, e, como era bom nisso, ouviu. Mas, na próxima vez que eu o encontrei ele dise: 'Aqui está' e tinha mais ou menos 5 minutos. E, como se não bastasse, eles nem usaram a de 27 minutos, usaram o segundo take, que tinha cerca de 12 minutos. Foi esse que eles transformaram em uma música com 5 minutos. Ele alegou que 'isso é o máximo que as pessoas vão aguentar, não conseguirão ouvir a coisa toda...'. E eu disse: 'bem, eu acho que a maioria realmente vai.'"

Muitas pessoas pensam que a versão de "Helter Skelter" de 27 minutos é tão pesada e rápida como a versão encontrada no álbum. Mas não. A versão do álbum foi gravada cerca de dois meses depois. A versão longa é tocada num tempo mais lento, um tipo de uma marcha, parecido com a que está no Anthology 3.

Recording Sessions


"Eu voltei das minhas férias e achei um bilhete de George na minha mesa. Dizia: 'Chris, espero que tenha tido férias maravilhosas. Eu estou indo pras minhas agora, então, esteja disponível para os Beatles. Neil e Mal sabem que você está indo'. Levou um tempo pros Beatles me aceitarem. O primeiro a falar comigo foi Paul. E foi mais ou menos assim:

PAUL: 'O que você está fazendo aqui?'
CHRIS: 'George não te falou?'
P: 'Não!'
C: 'Bem, ele disse para mim vir até aqui e ajudar vocês.'
P: 'Bom...se você quiser produzir nosso disco, você pode. Se você não quiser, então eu posso te dizer pra se f...'
Isso era motivação? Eu quase não conseguia falar depois disso..."
- Chris Thomas, produtor da versão final de "Helter Skelter"

Quinta-feira, 18 de Julho de 1968
Estúdio 2, 22h30 às 3h30
Helter Skelter - Takes 1-3
Produtor: George Martin
Engenheiros: Ken Scott, Richard Lush

A noite do dia 18 de Julho foi gasta gravando três versões longas de "Helter Skelter", a nova canção de Paul, que invocava o nome de uma montanha-russa num parque londrino. Porém, a versão que aparece no LP The Beatles é totalmente diferente dessa. A versão do LP é um re-make, iniciado em 9 de Setembro. As versões gravadas nesse dia são ensaios primários.

O Take 1 dura 10:40, o take 2 tem 12:35 e o take 3 é um épico com 27:11, a gravação mais longa da história dos Beatles. As três versões são parecidas: guitarras, baixo, bateria e vocais gravado ao vivo, sem overdubs. Bateria pesada, guitarras extremamente altas e uma performance vocal memorável, providenciada por Paul, que nada tem a ver com a versão final, a não ser a letra. Cada take se transforma numa Jam consciente e dedicada, com longas passagens instrumentais.

Brian Gibson estava providenciando detalhes técnicos: "Eles gravaram as versões longas de 'Helter Skelter' com o eco ao vivo. O eco é normalmente adicionado nas mixagens para que possa ser removido caso o resultado não seja bom, mas dessa vez eles queriam ao vivo. Uma dessas versões se transformou numa Jam que entrava e saia numa versão bizarra de 'Blue Moon'. O problema era que, embora estivéssemos gravando em 15 ips - o que significa, cruamente, que tínhamos 1h30 de fita - o gravador que trabalhava o eco só aceitava 30 ips, em outras palavras, 15 minutos. Nós estávamos sentados na sala de controle - Ken, Richard e eu - olhando para a fita do eco, que estava no fim. Os Beatles estavam tocando, sem dar a mínima para o tempo de fita, e nós não sabíamos o que fazer, pois eles estavam obtendo o retorno em seu fones de ouvido para poder ouvir o eco. A gente sabia que se parássemos a fita eles notariam, e não iam gostar. Então a gente decidiu parar a fita e retornar. Então, em um certo ponto, o eco para súbitamente, e você ouve um bllllrrrriiiipppp enquanto isso era retornado. Isso fez Paul improvisar um tipo inteligente de vocais baseados nos barulhos dos bastidores!"

Segunda-feira, 9 de Setembro de 1968
Estúdio 2 - 19h00 às 2h30
Helter Skelter (remake) - Takes 4-21
Produtor: Chris Thomas
Engenheiros: Ken Scott, John Smith

A gravação do dia 18 de Julho tinha parcialmente realizado o desejo de Paul de criar uma cacofonia musical. O problema era que, com o melhor take daquelas sessões durando mais de 27 minutos, a música preencheria um lado inteiro do LP. Então eles decidiram gravar um remake, com a mesma energia, peso e "morbidez" de antes, mas mantendo a duração em 3 ou 4 minutos. Na verdade, a duração é a única coisa especificada neste remake, nesta, assim denominada, "sessão louca".

Brian Gibson estava presente de novo: "A versão do disco está fora de controle. Eles estavam completamente loucos naquela noite. Mas, como sempre, a desatenção se transformou em o que os Beatles faziam em estúdio. Todos sabiam o que eles estavam tomando, mas a única autoridade pra eles no estúdio eram eles mesmos. Enquanto eles não fizessem nada muito ultrajante, a gente tolerava".

Todos os tipos de instrumentos estavam sendo testados. O resultado final - o take 21, que recebeu overdubs no dia seguinte - é uma faixa onde John toca contrabaixo e, amadoristicamente, saxofone, Mal Evans toca o trumpete, no mesmo estilo de John. Duas guitarras solo, providenciadas por Paul e George, a bateria hipnotizante de Ringo, um piano, distorções e feedbacks, backing vocais de John e George, vários barulhos, e um vocal principal surpreendente e cru de Paul. Se "Revolution 9" era o experimento vanguardista de John, "Helter Skelter" era o de Paul. Mas foi Ringo quem deu o toque final perfeito. Depois de tocar bateria como se sua vida estivesse dependendo disto, seu grito "I've got blisters on my fingers!" foi preservado no disco, e dá uma demonstração do que foi gravá-la.

Terça-feira, 10 de Setembro de 1968
Estúdio 2 - 19h00 às 3h00
Helter Skelter - "overdubs" no take 21
Produtor: Chris Thomas
Engenheiros: Ken Scott, John Smith

Overdubs finais em "Helter Skelter". Chris Thomas lembra: "Enquanto Paul gravava seu vocal, George pôs fogo num cinzeiro e começou a correr em volta do estúdio com ele na cabeça, fazendo um número de Arthur Brown (comediante inglês). Foi uma sessão bem indisciplinada, como pode ver".

Quinta-feira, 17 de Setembro de 1968
Estúdio 2 - 19h00 às 5h00
Helter Skelter - Mono Remix 1, do Take 21
Produtor: Chris Thomas
Engenheiros: Ken Scott, Mike Sheady
Essa sessão limitou-se à mesa de som, com remixagem em mono do melhor take, o 21.

Sábado, 12 de Outubro de 1968
Estúdio 2 - 19h00 às 5h45
Helter Skelter - Estéreo Remixes 1-5, do take 21
Produtor: George Martin
Engenheiros: Ken Scott, John Smith

A remixagem de "Helter Skelter" foi vital para a música. Há várias diferenças entre a versão mono e a estéreo. A Mono acaba com 3:36, a estéreo tem mais um minuto extra, acabando com 4:29. No estéreo tem o "fade out-in" e o grito de Ringo ao final, o Mono não. Existem ainda várias diferenças menos significantes.

Quarta-feira, 9 de Outubro de 1968
Estúdio 2 - 19h00 às 5h30
Produtor: George Martin
Engenheiros: Ken Scott, John Smith

Durante esta sessão, Paul tirou a fita do dia 18 de Julho da gaveta e fez uma cópia do take mais longo, com 27:11, para guardar em sua coleção.

Out-Takes

Depois de tanta falação sobre as gravações, você deve estar se perguntando o que está disponível por aí, não é? Então lá vai:

11 de Junho de 1968
Um mês antes de gravarem o primeiro Take de "Helter Skelter", uma versão acústica foi gravada em fita e filmada no meio dos ensaios de "Blackbird". Foi filmado em cores por Tony Bramwell, e seria usada em uma propaganda da Apple Corps. Esta versão acústica foi ao ar na TV holandesa no programa Vara's Puntje no dia 27 de Setembro de 1968. Este out-take está disponível, em sua melhor versão, no bootleg Gone Tomorrow, Here Today (Midnight Beat 113)

18 de Julho de 1968
Um out-take da primeira sessão de "Helter Skelter" está disponível, graças ao projeto Anthology. Oficialmente lançado está o Take 2, que originalmente dura 12:35, mas no Anthology 3 foi reduzida pra menos de 5.

9 de Setembro de 1968
Dessa sessão só está disponível uma versão do acetato original do álbum branco, com umas passagens extra de guitarra. Estão nos piratas Lord Of Madnness (Masterfraction MFCD001) e Primal Colours (Masterdisc MDC009) em estágios diferentes de mixagem.

Por Vitor Suman

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Os Beatles juntos em 1974???




Você sempre se perguntou o que aconteceria com os Beatles se eles não tivessem acabado? Ou então, sempre quis saber como seria uma reunião dos Beatles, certo? Pois é, isso pode ter acontecido, ainda nos anos 70!

O que você faria se descobrisse que um colecionador tem uma fita gravada pelos Beatles em 1974, e produzida por George Martin, onde eles gravaram 5 canções inéditas? E se descobrisse ainda, que essa fita foi encontrada recentemente, e será vendida pela internet, a quem possa interessar? Talvez você não acredite... mas isso realmente ocorreu. Não, não a reunião, esse fato a gente analisa depois.

A FITA

O que ocorreu foi que um colecionador soltou essa informação na internet, dizendo que tinha a fita original, de 1974, gravada pelos 4 Beatles e produzida por George Martin, numa tentativa de reunião que não deu certo. Na fita, há - supostamente - 5 (cinco) canções novas e completamente inéditas.

A fita teria sido mantida em segredo, e apagada alguns dias depois, justamente pelo fato de não ter dado certo. Ainda segundo o colecionador, as sessões não correram bem, devido à constante presença de Yoko Ono no estúdio.

A sessão teria sido gravada no Davlen Studios, e foi adquirida por um amigo desse colecionador num leilão feito no estúdio, quando o mesmo foi fechado, há alguns anos. A fita foi apagada usando carga magnética. A coisa funciona da seguinte maneira: um aparelho magnético, onde você passa a fita por dentro, e a descarga magnética é tão alta que apaga o conteúdo da fita. Isso foi muito usado nos anos 70 e 80, e até hoje alguns aparelhos desse tipo podem ser encontrados.

Agora você pergunta: "mas se a fita foi apagada, como a estão vendendo?". Esse é o negócio. Uma fita apagada em 1974 com essa tecnologia, hoje é perfeitamente recuperável, devido às evoluções naturais que ocorreram nesses trinta anos. Há, é claro, uma grande perda de qualidade, mas ainda assim, se tratando de uma fita inédita dos Beatles, o que vier é lucro.

A REUNIÃO

Agora, vamos partir para a análise dos fatos, e histórica, da possível reunião.

Como você já leu acima, ela teria ocorrido em 1974, no extinto Davlen Studios. Ainda há um enorme estúdio com esse nome em Los Angeles, muito famoso por sinal, onde gravaram Grateful Dead, Deep Purple, Kiss e Gary Moore, entre outros.

Em 1974, John estava morando em Malibu, George estava fazendo uma turnê pela América do Norte, Ringo estava morando na Califórnia, e Paul em Nova York, querendo gravar um disco com o pseudônimo "Suzy & The Red Stripes", o que nunca aconteceu.

Lennon, durante o "fim de semana perdido", que acabou durando 18 (dezoito) meses, período esse em que ficou separado de Yoko Ono. Durante uma entrevista concedida à Elliot Mintz, John fala que uma reunião dos Beatles até seria possível, pois aquela era uma época em que as brigas tinham cessado. Se John estava separado de Yoko, como é que ela estragou as sessões?

George, durante sua turnê, sempre que perguntado sobre um possível retorno dos Beatles, era rude nas respostas, chegando a dizer pra Rolling Stone uma certa vez que "se o público só quer pensar em Beatles, que vá ver um show dos Wings!". Há ainda a história de que George chamou John pra tocar no seu show em Nova York, e John teria recusado, o que causou uma tensão entre os dois. O fato é que - isso ocorrendo ou não - eles nunca mais se falaram. No ano de 1975, quando os Wings fizeram uma turnê mundial, enquanto estava em Nova York, Paul respondia à mesma pergunta: "porquê você não pergunta à eles?".

Porém, em 1974, ele havia se reaproximado de seu melhor amigo, John Lennon. Isso resultou numa semi-reunião dos Beatles, onde John e Paul, acompanhados por Harry Nillson, Stevie Wonder e Bobby Keys, comandaram uma sessão de 30min, bêbados, onde não conseguiram tocar quase nada. Apenas uma versão de "Lucille" (de Little Richard) e uma de "Stand By Me" (de Ben E. King), que John gravou no seu álbum Rock And Roll, gravado pouco tempo depois, é que são realmente audíveis.

Ringo sempre foi sentimental sobre a separação dos Beatles, e em 1973 havia trabalhado com os três em seu álbum "Ringo". John Lennon e George Harrison tocam em "I'm The Greatest", e Paul McCartney participa em outras duas canções. Em 1974, John compôs a faixa título do LP "Goodnight Vienna", que também trazia George em outra faixa.

1974 certamente é o ano em que os Beatles estiveram mais próximos de uma reunião. Mas se isso realmente tivesse acontecido, numa época em que essa era uma questão que bombardeava os quatro ("Os Beatles vão voltar?"), é quase impossível de acreditar que se essa tentativa de reunião tivesse mesmo acontecido, seria mantida em segredo por quase 30 (trinta) anos.

Alguns detalhes foram divulgados:

Os títulos das cinco canções também foi divulgado, e são os seguintes:
1. Back Again
2. Happy Feelin'
3. Little Girl
4. People Of The Third World
5. Rockin' Once Again;

A caixa da fita tem um adesivo colado com a seguinte inscrição: "Martin, John, Paul, Rich, George", sem nenhum detalhe extra;

Um adesivo diz que essa é a "master reel no. 1", e traz a data "11-2-76", o que é curioso, já que dizem que a fita é de 1974;

No mesmo adesivo com todas essas informações, está ainda a inscrição "W.E.A";

Ironicamente, outro adesivo adverte: "recorded program material - keep away from magnectic field".

CONSIDERAÇÕES

Como você viu, a fita será vendida em um leilão, via internet. O colecionador, aparentemente, é confiável, pois é um fã/publicitário/produtor de filmes, e deu-me, via e-mail, o endereço e telefone para contato comercial.

E se considerarmos que isso tudo está sendo divulgado pouco depois do lançamento do álbum "Let It Be... Naked" (projeto que demorou 30 anos pra ficar pronto), um dia após o aniversário de dois anos de morte de George Harrison, uma semana antes do aniversário de morte de Lennon, e na mesma semana que a venda em leilão do último autógrafo de Lennon.

Isso tudo, porém, não garante que isso seja realmente falso. E - sendo ou não - é um mistério que não durará muito: é só alguém comprar a "The 1974 Failed Reunion Master Tape" no tal leilão...

Um expert internacional garante que isso não passa de uma velha brincadeira de primeiro de Abril, e enquanto alguns fãs continuam céticos sobre isso, e se recusam a acreditar, outros já admitem a remota possibilidade disso ser verdade, apenas desconsiderando os títulos das canções, que nunca foram antes citados.

Por Vitor Suman