Mostrando postagens com marcador Filme. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Filme. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Pré-estréia do Eight Days a Week – The Touring Years no Brasil

O documentário Eight Days a Week – The Touring Years estréia nos cinemas nesse dia 02 de  fevereiro em cinemas de todo o país (veja a relação aqui no site mesmo), mas ontem, dia 01, aconteceu uma pré-estréia exclusivíssima. O Portal Beatles Brasil esteve presente, com dois representantes. Saiba como foi o evento. Por Gabriel Cardoso.


Gabriel Cardoso e Rafaela Lima, representantes do Portal Beatles Brasil no evento.

Passei algum tempo pensando em como escreveria esse texto. Resolvi começar pelo começo MESMO.

Tudo começou quando soube que haveria o documentário Eight Days a Week nos cinemas. Me empolguei de cara, era um sonho a se realizar, ver o Fab Four na tela grande. Estava me programando para ver, em São Paulo, pois sabia que no interior raramente teria uma sala com o filme. E então, duas semanas atrás, recebi uma mensagem do querido José Carlos do Portal Beatles Brasil, perguntando se eu gostaria de assistir à pré estreia do filme, representando o Portal, tudo à convite da Flix Media e Universal Studios.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Lista de cinemas que exibirão o Eight Days A Week - The Tourin Years no Brasil

Está chegando a hora! A partir do dia 02 de fevereiro o documentário Eight Days A Week - The Tourin Years vai ser exibido no Brasil! A Flix Media, distribuidora nacional, acaba de divulgar a lista atualizada de salas de cinema que exibirão o filme nos diversos estados. 

Rede
Nome do cinema
Cidade
UF
Cinemark
Barigui
Curitiba
PR
Cinemark
Barra Sul
Porto Alegre
RS
Cinemark
Botafogo
Rio de Janeiro
RJ
Cinemark
Campinas
Campinas
SP
Cinemark
Downtown
Rio de Janeiro
RJ
Cinemark
Eldorado
São Paulo
SP
Cinemark
Iguatemi SP
São Paulo
SP
Cinemark
Metro Santa Cruz
São Paulo
SP
Cinemark
Pier 21
Brasília
DF
Cinemark
Savassi
Belo Horizonte
MG
Cinépolis
Cinépolis Lagoon
Rio de Janeiro
RJ
Cinépolis
Cinépolis Patio Batel 8
Curitiba
PR
Cinépolis
Iguatemi Alphaville
Barueri
SP
Cinépolis
JK Iguatemi 8
São Paulo
SP
Cinespaço
Arteplex Botafogo
Rio de Janeiro
RJ
Cinespaço
Cine Belas Artes
Belo Horizonte
MG
Cinespaço
Espaço Itaú Augusta OU Frei Caneca
São Paulo
SP
Cinespaço
Espaço Itaú Curitiba
Curitiba
PR
Cinespaço
Espaço Itaú de Cinema
Brasília
DF
Cinespaço
Espaço Itaú Glauber Rocha
Salvador
BA
Cinespaço
Espaço Itaú PoA
Porto Alegre
RS
Cinesystem
Americas Shopping
Rio de Janeiro
RJ
Cinesystem
Morumbi Town
São Paulo
SP
Cinesystem
Parque Shopping Maceió
Maceió
AL
Cinesystem
Shopping  Total Curitiba 5
Curitiba
PR
Cinesystem
Shopping Iguatemi
Florianópolis
SC
UCI
Bosque dos Ipes
Campo Grande
MS
UCI
Park Campo Grande
Campo Grande
RJ
UCI
Uci Bosque 6
Belem
PA
UCI
UCI Kinoplex de Lux 4
Recife
PE
UCI
UCI Kinoplex Independência
Juiz de Fora
MG
UCI
Uci New York City 18
Rio de Janeiro
RJ
UCI
Uci Ribeirao Shopping 11
Ribeirão Preto
SP
UCI
Uci Shop Analia Franco 9
São Paulo
SP
UCI
UCI Shopping Barra 8
Salvador
BA
UCI
Uci Shopping Iguatemi 12
Fortaleza
CE
UCI
UCI Shopping Ilha 8
São Luis
MA


quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Conheça o site oficial sobre o lançamento do documentário Eight Days a Week no Brasil

O documentário The Beatles – Eight Days a Week: The Touring Years terá lançamento duplo no Brasil, e a Flix Media, em parcaria com a Universal Pictures, acabam de lançar uma campanha de divulgação digna do grande evento, com site oficial e tudo! No endereço www.beatlesnocinema.com.br você pode encontrar um release oficial, o trailer, a relação completa das salas de cinema que o exibirão, em todo o Brasil e, em breve, um link para a compra dos ingressos.

O filme terá pré-estréia no dia 01 apenas em SP, para convidados especiais (o Portal Beatles Brasil terá representantes), estréia no dia 02 nas salas de cinema do Brasil. Em março será lançado o DVD.

The Beatles – Eight Days a Week: The Touring Years estréia no Brasil dia 2 de fevereiro


Parceria entre Flix Media e Universal Music leva o filme indicado ao Grammy aos cinemas, com sessões limitadas.

Depois de ser exibido em mais de 30 países, “The Beatles – Eight Days a Week: The Touring Years” será exibido em terras brasileiras de 2 a 5 de fevereiro. O documentário que mostra a história da turnê que originou a “Beatlemania” presenteia os fãs com imagens recém-descobertas e ainda inéditas, remasterizadas e restauradas, da apresentação icônica do último grande show da banda em 1966, no Candlestick Park, em São Francisco (EUA).

Dirigido pelo ganhador do Oscar, Ron Howard, o filme traz entrevistas com Paul McCartney e Ringo Starr, imagens de arquivo com John Lennon e George Harrison e depoimentos de fãs ilustres, como Whoopi Goldberg e Elvis Costello. O conteúdo aborda os bastidores da banda, desde a criação das músicas até as mudanças de vida provocadas pela turnê, comumente apontada como uma das razões para o fim do grupo.

“The Beatles – Eight Days a Week: The Touring Years” arrecadou mais de R$ 39 milhões ao redor do mundo, confirmando o sucesso de crítica. Segundo Ali Plumb, da rádio BBC, assistir ao documentário “é o mais próximo que você pode chegar de realmente ter estado lá”. O filme foi indicado há 8 prêmios, entre eles: Critics’ Choice Documentary Awards, pelo qual venceu na categoria de melhor documentário musical, e o Grammy Awards, que terá resultado anunciado no próximo dia 12 de fevereiro.

Além das imagens inéditas, a narrativa perpassa momentos históricos como o primeiro registro dos quatro membros juntos (Liverpool’s Cavern Club, 1962), a primeira vez que os Beatles foram ouvidos em uma rádio americana (1963) e a decisão da banda de não se apresentar em um show onde havia segregação racial (Estados Unidos, 1964).

“The Beatles – Eight Days a Week: The Touring Years” pode ser assistido em sessões especiais nos cinemas das cidades de Barueri, Belem, Belo Horizonte, Brasilia, Campinas, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Juiz de Fora, Maceió, Niterói, Porto Alegre, Recife, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, Salvador, São Luis, São Paulo , nos dias 2, 3, 4 e 5 de fevereiro.

Em março, a Universal Music lança o documentário em DVD, nas versões Simples e Deluxe Duplo. A versão simples contará com a íntegra do documentário. Já a versão Deluxe Duplo terá, além do filme, mais de 100 minutos de material especial, numa embalagem digipak de luxo e livreto de 64 páginas, com fotos raras.




Sobre a FLIX Media
Empresa brasileira especializada na comercialização de publicidade para o mercado de entretenimento. Criada em 2011, a FLIX Media surgiu com intuito de estruturar e explorar a mídia de cinema de uma forma eficaz, aproveitando todo o potencial e encantamento desse universo. Atualmente, a empresa oferece ao mercado soluções inteligentes com o objetivo de proporcionar uma experiência completa e relevante tanto para o público quanto para a marca.

Sobre a Universal Music Group (UMG) 
A Universal Music Group é a empresa líder mundial no mercado de música, com selos próprios ou licenciados em 59 territórios. Suas operações incluem a Universal Music Publishing, líder global no segmento de edição musical. Entre os selos do Grupo Universal Music, estão Geffen Records, Interscope Records, Island Records, A&M/Octane, Decca, Def Jam Recordings, Deutsche Grammophon, MCA Nashville, Mercury Nashville, Mercury Records, Motown Records, Polydor Records, Universal Music Latino, Universal Republic, Verve Music Group e Disa, Emarcy, Fonovisa, Lost Highway Records, Machete Music, bem como uma infinidade de selos próprios ou distribuídos por suas afiliadas em todo o mundo.

O Grupo Universal Music (UMG) possui o mais extenso catálogo da indústria fonográfica, incluindo os mais populares artistas e suas gravações realizadas nos últimos 100 anos. A companhia inclui também a Global Digital Business, divisão de novas mídias e tecnologia, e a Bravado, empresa de merchandising. A Universal Music Group é uma unidade da Vivendi, companhia mundial de mídia e comunicações.

Novo filme comemora os 50 anos do Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band


Está em fase de pós-produção um filme comemorativo aos 50 anos do álbum Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band. O trabalho, dirigido por Alan G. Parker, será vendido internacionalmente pela Primal Screen, do ex-executivo da IM Global Tim Grohne.

O filme tem narrativa a partir do momento em que os Beatles terminam sua agitada agenda de turnês, em agosto de 1966, fala das gravações, do lançamento e da sua influência até os dias de hoje.

Sgt. Pepper and Beyond (esse é o nome) irá percorrer vários projetos solo para o lançamento de "Strawberry Fields Forever"/"Penny Lane", passando pelo flower power, a união entre John Lennon e Yoko Ono, LSD, meditação, Jimi Hendrix, a morte de Brian Epstein, Abbey Road Studios e ainda o projeto seguinte, Magical Mystery Tour.

"Estamos combinando depoimentos inéditos  com imagens raras e inéditas, que temos conseguido nos arquivos particulares de colecionadores", disse Parker. Entre os entrevistados destacados no filme estão Hunter Davies (biógrafo oficial da banda), Pete Best (baterista original da banda), Simon Napier-Bell e Philip Norman, que escreveram biografias dos Beatles, Rolling Stones e de Paul McCartney, entre outros.

Por ser um lançamento extra-oficial, o filme não poderá contar com gravações das músicas dos Beatles, mas contará com o suporte musical da banda The Bootleg Beatles, que existe desde 1980.  A diretora Parker é uma escritora e documentarista cujos filmes anteriores com temas de música incluem Who Killed Nancy? e Hello Quo.

Sgt. Pepper and Beyond deverá ser lançado no European Film Market, em Berlim, no próximo mês.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Ringo Starr quer saber quem está por trás do documentário Peace & Love

Ringo Starr, através da sua assessoria de imprensa, informou que o documentário Peace & Love: The Life & Times of Ringo Starr não tem nenhuma ligação direta com seus empreendimentos artísticos. Portanto, trata-se de um trabalho não-oficial.

Na semana passada, um trailer muito bem produzido, anunciando o filme, foi postado no Youtube, através de um canal homônimo, criado especialmente para a divulgação. No entanto, apesar de linkar o site oficial do baterista (www.ringostarr.com), não havia lá no site nenhuma referência ao mesmo. Também nãio há nenhuma menção ao trabalho em sites especializados, provocando dúvidas sobre se o projeto é mesmo real ou apenas um trailer fake.


Por sinal, Ringo Starr é o tema de mais dois lançamentos, igualmente não-oficiais: o CD Ringo Starr Greatest Hits, disponível para venda no eBay e na Amazon, além do livro Ringo: With a Little Help, de Michael Seth Starr, uma biografia publicada em 2015.

Oficiais o não, esperamos que todos esses lançamentos ganhem edições nacionais, e sejam acompanhados de muitos outros, uma vez que Ringo Starr é o beatle menos prestigiado nesse tipo de lançamento, embora esteja trabalhando com força total, com sua All Starrs Band.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Vem aí um documentário sobre Ringo Starr! Veja o trailer


Agora sim! Finalmente vai ser lançado um documentário sobre o mais icônico, famoso, lindo, perfeito e amado baterista de todos os tempos! PEACE & LOVE - The Live & Times of Ringo Starr teve seu primeiro trailer oficial lançado hoje. Não foram anunciados detalhes, produtores ou diretores - nem mesmo uma data. Mas o trailer é belíssimo e animador. Depois de termos inúmeros documentários sobre os Beatles, além de John Lennon, Paul McCartney e George Harrison, nada mais justo que esse trabalho sobre Richard Starkey.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Wonderwall, um filme que tem tudo a ver com os Beatles


Por ser um filme difícil de se encontrar, podendo ser considerado até certo ponto raro, poucos conhecem em quanto a áurea ‘Beatle’ esta presente em Wonderwall. Lançado originalmente em 1969, disponível no mercado em DVD desde a virada do século, Wonderwall, embora seja mais conhecido pela sua trilha sonora escrita e gravada por George Harrison, é um daqueles filmes que reflete bem o seu tempo, neste caso, Londres durante o chamado ‘Swinging Sixties’.

O enredo do filme é relativamente simples contando a história de um cientista atrapalhado e esquecido que anda sempre com uma lista de lembretes no bolso. Seu nome é Professor Oscar Collins e ele é um personagem tão desorganizado, que se não conferir antes em sua lista, é capaz de esquecer de tirar as meias antes de molhar os pés.

Este homem tem sua rotina então atrapalhada pela vizinha, que ele não conhece, mas vê através de um buraco que ele descobre em sua parede que dá para o apartamento ao lado. Ele apaixona-se platonicamente pela menina, uma modelo vistosa que ocasionalmente recebe o namorado, que também é modelo. O professor e a modelo nunca conversam e ele só a vê através do buraco ou em seus sonhos. Este detalhe oferece ao espectador alguns ângulos e imagens interessantes em devaneio hippie.

Voltando ao assunto original deste texto, a razão que trago para a sua atenção Wonderwall é porque o filme apresenta ocasionais lembretes de uma presença Beatle na obra. De fato, além de compor a trilha sonora, George Harrison também é creditado com produção executiva, o que em outras palavras significa que ele entrou com parte do dinheiro para o orçamento do filme. Assim, explica-se, embora não diminua a surpresa, encontrar pequenos detalhes durante o filme que sugerem referencias aos Beatles.

A primeira a se observar seria o fato de que as únicas cenas em que se vê os personagens comendo, estão comendo maçãs. Logo em uma das primeiras cenas externas, vemos o bom professor descendo a rua com um saco de maças verdes. Um carro desce a rua, todo pintado de verde claro, com o estofado do carro em verde maça. O veículo passa por uma micro ônibus estacionado que a primeira vista, lembra o ônibus usado no Magical Mystery Tour, mas não é. Em letras vermelhas, lê-se na traseira do ônibus o nome da transportadora Beales Travel.

Dentro do carro passamos a conhecer o fotógrafo e o namorado da menina. O fotógrafo está de terno e calças verdes maçã, mesma cor do estofado e do carro. O modelo, embora vestido de roupas comum para época, está trazendo consigo uma foto aumentada em preto e branco no banco de trás que mais parece sobra da capa do Sgt. Pepper's. Não é, claro! A foto parece ser dele mesmo, contudo, outras fotos de atrizes espalhadas pelo apartamento, todas em preto e branco, trás novamente a capa do Sgt. Pepper's à memória.

Outro elo com a turma dos Beatles está nos desenhos que aparecem durante o filme, todos feitos pelo grupo holandês The Fool, os mesmos que trabalharam na Apple Boutique, como também na empresa Apple Corp. Três membros do The Fool também contribuem com a presença física sendo vistos no filme durante uma festa realizada no apartamento. Porém, a mais evidente demonstração de que há um elo intencional entre este filme e os Beatles está no nome da modelo, o personagem central do enredo. Embora ela não tenha uma fala sequer durante todo o filme, é ela o motivo de toda a história. O seu nome é Penny Lane.

Embora não esteja registrado entre os créditos, do disco ou filme, existem ainda mais algumas curiosidades para se mencionar. Em sua trilha sonora, a guitarra sendo tocada em "Ski-ing And Gat Kirwani" é ninguém menos que Eric Clapton. Outro amigo presente na trilha é Ravi Shankar na citara.

A última surpresa fica por conta de uma pequena cena despretensiosa no filme. Nela, o bom professor está fazendo hora ouvindo uma propaganda no rádio enquanto espera a vizinha chegar em casa. O comercial oferece duas jovens conversando entre si sobre o prazer de se usar certo produto à base de lanolina. Em momento algum identifica-se qual o produto sendo promovido, porém o texto da propaganda é sutilmente insinuante, permitindo mais de uma interpretação. A surpresa é que todo o texto deste comercial foi escrito por John Lennon.

O DVD, que saiu no mercado em 1999, oferece o chamado ‘Director’s Cut’ que significa na prática que o diretor mexeu em alguns detalhes na obra original. A mudança mais evidente está na abertura, que teve a musica "Microbes" substituída por outra da banda, The Remo Four. O DVD inclui como material extra a abertura com a musica original, o texto de John tratado como poema, algumas edições feitas com imagens do ator Jack MacGowran, que faz o professor, como também um pequeno clipe com "Ski-ing And Gat Kirwani".

O DVD também oferece um curta metragem chamado "Reflections On Love" que tem imagens diversas de Londres em ’68 com trilha sonora da banda Kula Shanker. Entre as imagens apresentadas encontra-se também cenas com os Beatles em ’65. Entre os atores da historinha que fala de um casal prestes a casar, temos Jenny Boyd, modelo e irmã de Patty Harrison.

As imagens tiveram um tratamento de limpeza trazendo à vida todo o colorido que antes estava desbotado. O trailer do filme, incluindo no pacote, não teve tal tratamento, servindo como exemplo claro da diferença entre o que se via e o que agora pode-se ver das imagens. Não posso deixar de mencionar também que a musica do filme é linda! Aproveito para lembrar que existem alguns temas na trilha sonora que não estão no disco.

Como podem perceber, para qualquer Beatlemaniaco, este DVD é extremamente interessante e altamente recomendável. E mesmo para os não Beatle fanáticos, mas que gostam e se interessam por material da época, este filme é mesmo um pequeno tesouro!



quinta-feira, 13 de outubro de 2016

The Wonders (1996)

Indicada ao Oscar de melhor canção, That Thing you do! (título original) foi lançado em VHS no Brasil época pela extinta Abril Vídeo, em DVD em abril de 2002, pela FOX VÍDEO DO BRASIL e comercializado em bancas de jornais em dezembro de 2002, encartado na edição N° 1 da revista Vígula, pela Probanca Com. Exp. E Imp. LTDA, com sede à Av. Paulista 807, 10° andar, Sala 1004, Cerqueira César, São Paulo - SP. Refere-se á uma banda dos anos 60, prestes a entrar no mundo da fama.


O Guy Patterson (Tom Everett Scott) trabalha na loja de seu pai e toca bateria no seu tempo vago apreciando, ouvindo e acompanhando seu estilo favorito o jazz. Um dia ele foi escalado para substituir o baterista de uma banda que havia por acidente fraturado o braço. O Guy concorda, mas na hora de tocar a canção, uma balada de amor chamado "That Thing you do!", ele se entusiasma e aumenta o ritmo da canção em 4 batidas, alterando totalmente o destino da banda.

Assistindo o filme irão apreciar as riquezas dos pequenos detalhes, da cenografia e do figurino da época. Apesar de ter sido vítima dos críticos, "That Thing you do!" faz menção aos Beatles (cenas copiadas de programas onde eles participaram quando estiveram nos EUA, além do estilo do personagem do Tom Hanks, igual ao Brian Epstein), quem assistiu ao filme reconhece o estilo da fonte usada no título "That Thing you do!" (é a mesma que usavam para os monkees).

Em suma, uma comédia divertida e engraçada onde o autor, faz uma homenagem voluntária ou não para estas bandas.

Quem assistiu no cinema ou alugou nas locadoras o VHS do That Thing you do!, lembra da cena em que eles estiveram no programa do Ed Sullivan (quem gosta de Beatles sabe que a cena usada, foi de uma das apresentações da primeira visita dos Beatles nos Estados Unidos). Quando o Ed Sullivan fala "Senhoras e senhores com vocês The Beatles", a voz do apresentador no momento em que ele fala The Beatles, foi substituída grotescamente por outra voz que dizia: "The Wonders".

Até as tomadas feitas no filme That Thing you do! com o grupo, foram copiadas das tomadas feitas com os Beatles durante sua apresentação, inclusive a cena em que aparece o cantor em close com os dizeres que ele era noivo, o que ocorreu com o John Lennon só que no lugar do noivo, obviamente foi escrito "casado".

No DVD refizeram a cena do Ed Sullivan (sem dar nenhuma explicação), colocando um ator como um apresentador fictício do programa.

Ficha Técnica
Título Original: That Thing You Do!
Gênero: Comédia Musical
Tempo de Duração: 108 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 1996
Estúdio: 20th Century Fox
Distribuição: 20th Century Fox Film Corporation
Direção: Tom Hanks
Roteiro: Tom Hanks
Produção: Jonathan Demme, Gary Goetzman e Edward Saxon
Música: Adam Schlesinger e Howard Shore
Direção de Fotografia: Tak Fujimoto
Desenho de Produção: Victor Kempster
Direção de Arte: Dan Webster
Figurino: Colleen Atwood
Edição: Richard Chew
Efeitos Especiais: D.Rez

Elenco:
Tom Everett Scott (Guy Patterson)
Liv Tyler (Faye Dolan)
Johnathon Schaech (James Mattingly II)
Steve Zahn (Lenny Haise)
Tom Hanks (Mr. White)
Charlize Theron (Tina)
Obba Babatundé (Lamarr)
Giovani Ribisi (Chad)
Chris Ellis (Phil Horace)
Alex Rocco (Sol Siler)
Bill Cobbs (Del Paxton)
Peter Scolari (Troy Chesterfield)
Rita Wilson (Marguerite)
Chris Isaak (Tio Bob)
Robert Torti (Freddy Fredrickson)
Jonathan Demme
Colin Hanks
Ethan Embry

Informações Especiais:
Duração: 108 Minutos.
Idiomas: Inglês 5.0;
Espanhol 2.0 Surround;
Português 2.0 Estéreo.
Legendas
Inglês, Espanhol e Português.
Menus
Inglês, Espanhol e Português.

Sinopse
Em 1964, logo após os Estados Unidos serem "tomados" pelos Beatles, surge em uma pequena cidade da Pensilvânia os Oneders, mais tarde rebatizado pelo empresário como Wonders. Porém, às vésperas de uma apresentação de calouros, o baterista do grupo quebra o braço, o que faz com que, em cima da hora, um jovem infeliz (Tom Everett Scott) que trabalhava na loja de eletrodomésticos da família seja convidado para substituí-lo. O jovem baterista, um aficionado de jazz, imprime durante a apresentação uma batida mais ritmada no que deveria ser uma balada, causando o descontentamento do vocalista e compositor do grupo (Johnathon Schaech). Mas seu instinto funcionou e a música se torna sucesso nacional, levando o grupo aos primeiros lugares da Billboard.

Premiações
- Recebeu uma indicação ao Oscar, na categoria de Melhor Canção ("That thing you do!").

Curiosidades

- The Wonders - O Sonho Não Acabou é o primeiro filme dirigido por Tom Hanks, que também escreveu o roteiro do filme.

- Os quatro atores que formavam a banda The Wonders no filme tocaram juntos durante várias semanas antes do início das filmagens, para que pudessem se entrosar como se fossem uma banda verdadeira. Entretanto, na maioria das cenas do filme eles são dublados por músicos verdadeiros.

- Inicialmente Tom Hanks era contrário à escalação de Tom Everett Scott para interpretar o personagem Guy Patterson, devido à sua semelhança com o próprio Hanks quando jovem. Foi a esposa de Hanks, Rita Wilson, quem o convenceu que Scott era a melhor opção para o papel.

- Estão listados nos créditos do filme os personagens Mickey Mouse e Pateta.

- O diretor Jonathan Demme (Bem-Amada, O Silêncio dos Inocentes) é um dos produtores de The Wonders - O Sonho Não Acabou.

Por Flavio Gervásio

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Vem aí um novo filme: The Lennon Report


Vem aí o mais um filme com enfoque ao beatle John Lennon: The Lennon Report (ainda sem título em português, mas provavelmente deverá se chamar O Relatório Lennon), com lançamento previsto para 07 de outubro, ainda esse ano. Produzido por Gabriel e Refael Francisco, dirigido por Jeremy Profe, o drama deverá enfocar os dias que sucederam o assassinato de John, em 8 de dezembro de 1980.

A trama gira em torno dos médicos de emergência, enfermeiras e policiais que deram assistência a Lennon e testemunharam toda a agonia e falecimento. O tema já foi enfocado no documentário The US vs Lennon, mas agora aparece em forma de dramatização.

O filme deverá ser lançado nas cidades americanas de New York City, Los Angeles, Chicago, Dallas, Seattle, Tampa, San Francisco, Denver, Atlanta e Cleveland, com lançamento nacional uma semana depois. No Brasil, ainda não há previsão de lançamento.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Lançado o trailer do novo documentário dos Beatles


Já tem data certa pra ser lançado o novo documentário dos Beatles, produzido pelo norte-americano Ron Howard, que acaba de ganhar seu primeiro trailer. "The Beatles: Eight Days A Week - The Tourin Years" deverá ser lançado no dia 15 de setembro. O filme conta a trajetória dos quatro garotos de Liverpool entre os anos de 1962 e 1966, enquanto o grupo viajava em turnês ao redor do mundo. A produção foca também em como John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr se tornaram amigos e formaram a banda. Durante esse período os Beatles conquistaram jovens e se perpetuaram como um dos maiores nomes do meio musical, criando o fenômeno da "Beatlemania".

sábado, 20 de outubro de 2001

Os reis do Iê Iê Iê

Chego ao Bruni Ipanema uns vinte minutos antes do início da sessão das quatro. A fila, quilométrica: mar de adolescentes. Na bilheteria, o aviso de lotação esgotada. Aguardo duas horas pra enfim assistir à sessão das seis. Dentro do cinema, algazarra, gritinhos das fanzocas! Todas as filas lotadas, mesmo as primeiras, perto da tela, normalmente evitadas — gente esparramada até pelo chão.

Três décadas e meia depois, revejo o mesmo filme, cópias restauradas, som digital: OS REIS DO IÊ IÊ IÊ. Cinema vazio, sessão tranqüila. Os cabelos compridos dos Beatles já não parecem tão compridos assim. As canções inovadoras de então, hoje, de tão familiares, soam como standards e, após décadas de convívio com o Inglês, consigo entender as letras! Mais cinqüenta anos, serão clássicos, como Lieders de Schubert.

O mundo, então, era outro, dividido em dois blocos antagônicos, luta de vida ou morte: capitalista e comunista. Como no maniqueísmo, um bloco representava o BEM, outro bloco representava o MAL. Qual era qual, dependia do ponto de vista. Mais ou menos uma questão de fé: havia os crentes no Mundo Livre em luta contra a Cortina de Ferro, e os partidários do socialismo na guerra santa contra o imperialismo ianque. Os arsenais nucleares acumulados pelas duas superpotências dariam para destruir várias humanidades. "Depois da morte de Cristo, os apóstolos pensavam que o Juízo Final e o fim do mundo eram iminentes. Embora acreditassem nisso, não havia nenhuma ameaça real de destruição. Atualmente, a situação é inversa: o mundo está mesmo ameaçado de destruição e ninguém acredita", teria dito Jaspers — li esta citação em algum jornal ou revista de 1970 e anotei num caderno.

A descoberta da pílula anticoncepcional foi um "estouro", como se dizia. A camisinha, praticamente relegada ao baú de velharias, indo fazer companhia à galocha e ao pincenê. Mas que ironia, retornar com força total décadas mais tarde, em presença da AIDS! A Igreja não tardou em condená-la, como outrora condenara o heliocentrismo e hoje condena, digamos, a engenharia genética e a eutanásia. Ao libertar o sexo da procriação, a pílula fez a humanidade descobrir os prazeres do então denominado "amor livre". Hoje, transar com quem bem se entende tornou-se tão normal, que parece que sempre foi assim. E as mulheres nem se dão mais ao trabalho de tomar a pílula. Deixai nascer as criancinhas!

Naquela época, a música, tal qual o mundo, dividia-se em dois blocos antagônicos: a música dita clássica — a "verdadeira música", imortal — e a música popular, descartável, "que daqui a alguns anos ninguém mais ouvirá": rock and roll, cha-cha-cha, twist, hully-gully. Só que esses "alguns anos" se passaram e acabamos tendo a surpresa de descobrir que a "música popular" — sobretudo o jazz — foi a "música clássica" do século XX! E a "música clássica" do século XX... quem é que ainda ouve, a não ser um ou outro aficionado, a "música clássica" do século XX?

Acreditava-se que no ano 2000 (caso o mundo fosse poupado do cataclismo previsto por Nostradamus) nos alimentaríamos de pílulas. Em vez de dormir, tomaríamos pílulas também. O céu estaria coberto de aeromóveis, bondes aéreos e táxis celestes. Passaríamos as férias na Lua. O mundo formaria um bloco político único, sem nações. E passaríamos umas cinco horas diárias diante do "telesen", aparelho que substituiria o cinema, teatro, rádio e televisão — vide O Estranho Mundo do Ano 2000, no volume II de Nosso Universo Maravilhoso, do início dos anos 60.

As garotas se dividiam em "direitas" e "piranhas": as direitas, só "davam" depois de terem seu casamento devidamente garantido e agendado. Já as "piranhas" mostravam-se mais generosas — é dando que se recebe. Inveja da galera de hoje, que pode escolher dentre um farto menu de tchutchucas, purpurinadas, popozudas, preparadas, glamourosas, cachorras...

Os carros fabricados no Brasil: o onipresente e simpático Fusca, o Aero Willys, o DKW Wemag, o Gordini, o JK — mas, cá entre nós, a quem interessa isso?

As drogas que a gente curtia eram todas legais: birita, antidistônicos, bolinhas moderadoras de apetite! "Maconha" ainda se chamava "diamba", estranho narcótico consumido por índios e caboclos de, sabia-se lá, que tribos e sertões. Erva maldita, ainda.

A televisão, preto e branco; o computador, um trambolhão que só existia lá nos States; revista de sexo explícito, só na Suécia — berço do amor livre. Lembram? Quem comesse carne na Sexta-feira Santa, ninguém se admiraria se lhe caísse raio na cabeça. Corpus Christi, dia santo, e não feriadão pra se viajar à Região dos Lagos ou Guarujá. Bons católicos freqüentavam a missa aos domingos, bons judeus, a sinagoga nas noites de sexta-feira (sempre fui mau judeu). O casamento no Brasil, indissolúvel — só a morte tinha o poder de rompê-lo.

Mas — posto que sem Internet, sem Viagra, sem filmes pornô — tínhamos um tesouro que não temos mais: os quatro Beatles, juntinhos e todos os quatro vivos.

Que mais no mundo se nos fazia preciso?

Por Ivo Korytowski