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segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Ouça aqui todos os especiais de Natal dos Beatles!

Durante 7 anos, entre 1963 e 1969, os Beatles lançaram com exclusividade para os membros do seu fã-clube oficial, um compacto por ano, no Natal, com felicitações, brincadeiras e alguma (pouca) intervenção musical. Em 1970 não teve o single de Natal, mas foi lançado o The Beatles Christmas Album, reunindo toda a coleção. Ouça agora essa compilação - as capas, tanto do álbum, quanto dos singles, aparecem logo abaixo.

Saiba mais: Os discos especiais de Natal dos Beatles




Álbum lançado em 1970 com todos os singles reunidos.

Single de 1963

Single de 1964 

Single de 1965

Single de 1966

Single de 1967 

Single de 1968 

Single de 1969 

Os discos especiais de Natal dos Beatles

And so this is Christmas... Na cultura ocidental moderna, Natal é uma época de presentear. E os Beatles não fugiram à regra - fosse em shows na Inglaterra, fosse em discos, os Fabs marcavam o fim do ano com um mimo especial para alguns milhares de fãs.

De 1963 a 1969, os meninos produziram 7 discos de Natal, destinados especialmente ao seu fã-clube oficial. A idéia original partiu de Tony Barrow, que observava o impressionante volume de cartas, cartões, postais e todo tipo de correspondência que os Beatles recebiam. Por mais que quisessem, eles jamais conseguiriam dar um oi para cada uma de todas aquelas meninas! A não ser que pudessem dar um oi para várias, para todas elas ao mesmo tempo... E, para isso, Tony Barrow pensou na gravação de uma mensagem de Natal.

Levada a Brian Epstein, a ideia de Barrow foi vetada, mas conquistou a simpatia de John, Paul, George e Ringo, que acabaram por convencer seu empresário a aceitá-la. Assim, em 17 de outubro de 1963, os Beatles entravam em estúdio para sua primeira gravação de Natal.

Nos três primeiros anos, entre 1963 e 1965, o disco de Natal dos Beatles nada mais era que a leitura de um script elaborado por Tony Barrow. Claro que os Fabs aproveitavam para incrementar a coisa, misturando piadas, assobios e outros barulhos ao script e tirando um sarro um do outro. Para se ter uma idéia, o mitológico nariz de Ringo inspirou no primeiro disco a criação de "Rudolph the Red Nosed Ringo", numa comparação com a também mitológica Rena do Nariz Vermelho!

Em 1966, os Beatles passavam por uma transformação: haviam decidido parar com os shows ao vivo e já flertavam abertamente com o lisérgico e o psicodélico. Nada mais justo que o disco de Natal refletisse essa transformação, e assim foi - o disquinho ganhou lado A e lado B, além de uma capa bem colorida e original , e perdeu o formato de mera "leitura de mensagens de Natal", registrada sem maiores firulas ao final de alguma sessão de gravação, transformando-se em uma pantomima com alguns cuidados de produção, o que se vê até mesmo no tempo dedicado pelos Fabs à gravação - 3 sessões em dias diferentes, quando normalmente o faziam em algumas horas. O "culpado" dessa transformação foi Paul, que quis fazer do projeto algo mais criativo e interessante. Ele também contribuiu com o design da capa e a composição de 2 músicas de Natal.

Veio 1967 e o disco de Natal dos Beatles pulou da pantomima para a pura comédia. Satirizando programas de rádio e TV, o disco contou com a participação do ator Victor Spinetti, que havia trabalhado com os Fabs no cinema. A capa tinha design de John e Ringo e a contra-capa era ilustrada com um desenho do filho de John e Cynthia, Julian.

Nos 2 últimos álbuns de Natal, de 1968 e 1969, os Beatles já manifestavam os sinais de desintegração que apontavam para a eminente dissolução do grupo. Cada um gravou separadamente a sua participação e as mensagens foram editadas e mixadas posteriormente por Kenny Everett. Mas era difícil encobrir o fato de que John, Paul, George e Ringo estavam se distanciando um do outro e mesmo brigando - no disco de 68, John faz um trocadilho ("some of my beast friends" - usando beast (besta) em vez de best (melhor), que mostra claramente a animosidade presente no grupo.

Em 1969, o trabalho de edição foi ainda maior, já que George e Ringo contribuíram com mensagens brevíssimas, de poucos segundos. Ringo contribuiu um pouco mais, com a foto da capa e o desenho da contracapa, obra de seu filho mais velho, Zak. John e Yoko gravaram um diálogo, Paul compôs um tema novo de Natal, e só. Este seria o último disco de Natal dos Beatles (no ano seguinte, 1970, as fãs "oficiais" receberam uma compilação das 7 mensagens de Natal anteriores).

Nas carreiras solo dos Beatles, o Natal não teve tanta representatividade, até que John e Yoko decidiram aproveitar o período festivo para fazer de sua mensagem de Natal um apelo à humanidade pelo fim da guerra, da intolerância e do preconceito. "Happy Xmas (War is Over)" estourou nas paradas e tornou-se um hino; sua mensagem é perene, e é a mais apropriada para desejarmos a todos os fãs de John, Paul, George e Ringo (o que já dá um bom percentual da humanidade!) um tempo de mais paz, mais união, mais amor - o amor que Paul canta em suas baladas, que George pregou numa vida mais contemplativa, que é personificado por John na manifestação de sua paixão por Yoko e que transparece nos enormes sorrisos e na capacidade de superação de Ringo.

A very merry Xmas
And a happy New Year
Let's hope it's a good one
Without any fear


And a Fab Xmas time is guaranteed for all! :-)