sábado, 25 de junho de 2016

Conheça o Ouro Minas Hotel, onde Paul McCartney se hospedou em Belo Horizonte


Nas cidades em que Paul McCartney realiza shows, sempre são escolhidos os melhores hotéis para hospedá-lo – geralmente aqueles que hospedam chefes de estado e celebridades de primeira linha. Não foi diferente em Belo Horizonte, onde ele esteve para uma apresentação histórica em maio de 2013. Na capital mineira, ele ficou no Ouro Minas Hotel, o único 5 estrelas da cidade, de fato um sonho de hotel!
Mas a relação do Ouro Minas com a Beatlemania não ficou só nisso: agora em 2016, o hotel firmou parceria com a produção da BH Beatle Week e, além de hospedar a maioria dos artistas, também irá sediar eventos que deverão entrar para a história. Conversamos com Monaline Alvarenga, da equipe de Marketing do hotel, que nos conta detalhes muito bacanas sobre quando um Beatle se hospedou nas suas dependências e sobre o que vai acontecer agora em agosto de 2016.

Começando pelo básico: como foi feita a escolha do Ouro Minas para hospedar Paul McCartney?
Assim que anunciado o show já ficamos na expectativa. Um dia, nos foi solicitada uma apresentação do hotel, como é de praxe para grupos internacionais. Enviamos e logo recebemos uma resposta que hospedaríamos ninguém menos que o Sir Paul McCartney.

Quanto tempo ele ficou hospedado no hotel?
Foram 3 noites.

Qual foi a sensação quando vocês souberam dessa notícia?
Um mix de honra, privilégio e ansiedade por receber um hóspede tão ilustre.

Em que suíte ele ficou? Pode nos dar mais detalhes sobre a estrutura dos aposentos?
Ele ficou na Suíte Presidencial Real. Uma suíte de 300m² sendo dois quartos, sala de estar com 3 ambientes, sala de jantar, escritório, cozinha, área de lazer privativa com piscina climatizada com hidromassagem e sauna. No quarto principal, cama feita exclusivamente para o Ouro Minas, do mesmo fabricante de camas dos papas, no Vaticano.

E a equipe de músicos, como foi a estada deles?
Era um grupo muito unido e tranquilo. Toda a hospedagem ocorreu tranquilamente. Sempre simpáticos, calmos, faziam as refeições sempre juntos, em um ambiente exclusivo.

Além da suíte principal, Paul aproveitou mais algo da estrutura do hotel? Por exemplo, ele usou a piscina, sauna ou academia?
Sim. Além das refeições que fazia fora da suíte, junto com todo o grupo, ele usou a academia todos os dias, juntamente com os demais hóspedes.

É verdade que Paul fazia questão de tomar o café da manhã junto com os outros hóspedes?
Era a única refeição que ele fazia na suíte. Todas as outras era juntamente com o grupo.

Paul sempre faz aquelas saídas triunfais dos hotéis onde se hospeda. Aconteceu aí também?
Não foi diferente. Triunfal como sempre. Muito simpático, solícito, abraçando todo mundo. Muito próximo de todos os fãs. Foi emocionante. 

Quais outros superastros já se hospedaram no Ouro Minas?
Acho melhor dizer que é a suíte preferida de príncipes, princesas e chefes de estado, além de artistas nacionais e internacionais (fico com receio de expor a intimidade dos hóspedes).

É verdade que o Ouro Minas é o único 5 estrelas de BH?
Sim.

Por favor, conte-nos mais curiosidades sobre Paul no Ouro Minas. O que ele comeu nas refeições? Alguém da equipe do hotel conseguiu tirar foto com ele? Principalmente: ele tocou ou teve alguma atividade musical no hotel?

Quanto ao cardápio, posso dizer que ele é muito tranquilo. Mesmo sendo vegetariano, as solicitações foram muito fáceis e comuns de serem atendidas. Disponibilizamos um piano na suíte pra que ele pudesse tocar. E, sim. Ele tocou! Até usou a pesquisa do hotel como suporte para a partitura.

Nas refeições, eles sempre colocavam uma musiquinha ambiente, deixando o ambiente ainda mais intimista e aconchegante. E, os mesmos tapetinhos que disponibilizamos pra que ele e a esposa fizessem Yoga, ainda estão disponíveis em nossa academia, para que os demais hóspedes usem. Só não falamos isto pra ninguém, para que não percamos os tapetinhos do Sir. Depois da saída dele, fizemos um AD nas principais revistas do país, uma homenagem, agradecendo a visita. Ganhamos inclusive um prêmio com ele.

O Ouro Minas vai apresentar parte da programação da BH Beatle Week, certo? Quais serão as datas e as atrações?
Sim. Este ano teremos a honra de ser o Centro Nervoso da BH Beatle Week. Além de hospedarmos todos os artistas que tocarão no festival, queremos trazer para o Ouro Minas toda atmosfera de Liverpool. Pra isto, nossa trilha sonora do período será exclusivamente Beatles em todos os nossos espaços como Bar, Restaurante e Café. E, claro, as seguintes atrações:
  • Happy Hour
    Dias 4, 5 e 6 de agosto
    Às 19h, no Espaço Niemeyer
    Atrações ainda a definir
  • Teatro
    Dia 6 de agosto
    Às 20h, no Auditório Ouro Preto
    Aggeu Marques (The Yesterdays) e Gary Gibson (Eletroacústico Lennon e McCartney)
  • All Nigther
    Dia 6 de agosto
    Às 22h, no Salão Centenário
  • Quatro atrações:
    George Harrison Tribute (RJ)
    Vix Beatles (ES)
    Bluebeetles (RJ)
    The Fabfakes (SP)
Conheça o site oficial:
www.ourominas.com.br

Primeiro Baixo Hofner de Paul McCartney foi roubado e pode estar no Canadá





Um baixo Hofner estilo violino que foi roubado de Paul McCartney pode estar na cidade canadense de Ottawa, escondido por um fanático misterioso chamado “The Keeper”. A revelação é feita pelo biógrafo Phillip Norman, em uma nova biografia chamada Paul McCartney: The Life (ainda sem tradução para o português ou data prevista para lançamento no Brasil).


Trata-se de um instrumento histórico, do início da carreira dos Beatles, na era Cavern Club, em que ainda moravam em Liverpool. O baixo foi roubado da banda durante as sessões de gravações do projeto Get Back/Let It Be, em 1969. Seu paradeiro permaneceu desconhecido até agora – e mesmo assim, só existe uma informação vaga, pois não foi de fato encontrado. 

Trata-se do primeiro violin bass de Paul McCartney, que na época possuia dois exemplares: um comprado em Hamburgo em 1962 e outro melhorado, presenteado pela empresa Hofner em 1963 em agradecimento pela divulgação que o beatle havia feito do instrumento. Este segundo é o que Paul ainda usa em suas turnês, é segurado por mais de 4 milhões de dólares. O “baixo Cavern” nunca foi recuperado.


Segundo Phillip Norman, a informação sobre o baixo foi passada por uma fonte confiável: um motorista de táxi chamado Peter Hodgson, de Liverpool, que vem tentando rastrear o baixo durante anos. Segundo Hodgson, “The Keeper” não roubou pessoalmente o instrumento, tendo adquirido-o em uma compra, há algumas décadas.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Curiosidade: As fichas pessoais dos Beatles

Beatles Fichas 
Em uma sequência de 4 fichas, a vida dos Beatles, com suas preferências foi exposta em uma revista brasileira de 1968, o “Álbum Sôbre os Beatles”, de 1965. 

PAUL 
Nome completo: James Paul McCartney 
Nascimento: 18 de junho de 1942, em Allerton, Liverpool.
Altura: 5 pés e 11 (1,79m.)
Pêso: 158 libras (71,708 ks)
Pais: seu pai é um comerciante de algodão aposentado, e sua mãe falecida. Há pouco, Paul deu uma casa nova ao pai, o velho McCartney, como o chamam os outros.
Olhos: castanhos.
Cabelo: castanho-escuro.
Escolas: estudou no Liverpool Institute; tem diploma de Literatura Inglêsa; fala alemão e espanhol.
Instrumento: guitarra rítmica, tocada ao contrário, pois é canhoto. No grupo, Paul é o autor da maioria das músicas, e as letras são de John.
Comida: bife com batatas fritas, queijos franceses, cerveja e coca-cola.
Música: qualquer uma, bem executada; em especial, Little Richard e Dinah Was shington.
Cinema: Natalie Wood e Sophia Loren.
Quando está sòzinho: brincar com a bateria de Ringo e livros de aventuras.
Não gosta: fazer a barba, gente desonesta.
Amor: Jane Asher, que há algum tempo acompanha o grupo; o casamento não está marcado; Jane é atriz, tem 21 anos, e é irmã de “Peter, and Gordon”, famoso na Inglaterra.
Casa: é o que mora mais humildemente, sòzinho num apartamento em Baker Street, Londres.
Côr preferida: prêto.
Ambição: Ter sucesso. (Já deve estar satisfeito).
Carro: o do grupo, um Bentley ou então só de bicicleta.

GEORGE 
Nome completo: George Harrison.
Nascimento: 25 de fevereiro de 1943, no subúrbio de Speke, Liverpool.
Altura: 5 pés e 11 (1,79m)
Pêso: 142 libras (64,400kg)
Pais: seu pai era motorista de ônibus do estado, mas aposentou-se. Tem dois irmãos, estudantes, e uma irmã que mora nos Estados Unidos.
Olhos: côr de avelã.
Cabelos: castanhos escuros.
Escola: estudou no Liverpool Institute, mas o abandonou para ser aprendiz de mecânico.
Instrumentos: é o principal guitarrista do grupo, fazendo os solos.
Comida: ovos estrelados com batatas fritas.
Música: Andre Segovia, Eartha Kitt e Chet Atkins.
Cinema: Brigitte Bardot e filmes de Alfred Hitchcock.
Quando está sòzinho: televisão, correr no campo com carros esporte, dormir.
Não gosta: cortar o cabelo, fazer a barba, viajar de noite, mulheres mal vestidas.
Amor: depois de alguns rompimentos e desmentidos, continua saindo com Patti Boyd, que inclusive o acompanhou aos Estados Unidos.
Casa: mansão com piscina, em Esnner, no Surrey, perto de John, que lhe custou 20.000 libras, e onde se reúnem todos para um banho de piscina nos dias de sol. Mora sòzinho.
Ambição: bolar um nôvo tipo de guitarra.
Carro: tinha um “Facel-Veja”, mas vendeu e agora tem um “Aston Martin” – Gran Turismo, no estilo do de James Bond.
Côr: azul e prêto. 

JOHN 
Nome completo: John Winston Lennon 
Nascimento: 9 de outubro de 1940, em Woolton, subúrbio de Liverpool.
Altura: 5 pés e 11 ( 1,79m)
Pêso: 159 libras (72.200 kg).
Pais: seu pai era um vagabundo e bêbado; deixou a casa quando êle tinha 4 anos e John não se lembra dêle. Com 9, sua mãe morreu e ficou morando com uma tia.
Olhos e cabelos: castanhos.
Escolas: Quarrybank High School, Liverpool, College of Art, tendo estudado harmonia e piano neste último, que abandonou com 15 anos, passando a morar sòzinho num sótão. Dizem que várias vêzes John queimou os móveis para não morrer de frio.
Instrumentos: guitarra rítmica e harmônica, além de fornecer a voz de falsete nos efeitos musicais. É autor das letras das músicas do grupo.
Comida: bife com batatas fritas, geléia, “curry”.
Música: Jazz Moderno e as de Paul McCartney.
Cinema: Juliette Greoo.
Quando está em casa: pintura, escreve seus poemas e suas fábulas. Seu primeiro livro, “Do próprio punho”, vendeu quase 1 milhão. O segundo, “Um espanhol trabalhando”, lidera a lista de mais vendidos.
Não gosta: gente de cabeça dura, gente que não fala, jazz tradicional.
Amor: casado desde abril de 1962 com Cynthia Lennon, tem um filho de dois anos, John Julian. Jamais um repórter penetrou em sua vida particular.
Casa: mora numa mansão de 20 mil libras em Weybridge, no Surrey, região ultra- elegante de Londres.
Côr: como os outros, prêto.
Ambição: escrever um show musical.
Carro: um Rolls-Royce nôvo, com as janelas pintadas de prêto, para não se chatear.

RINGO 
Nome completo: Richard Starkey (Ringo, vem de ring, anel, que usa aos montes.)
Nascimento: 7 de julho de 1940, em Dingle, subúrbio de Liverpool.
Altura: 5 pés e 8 (1,78 m)
Pêso: 130 libras (59kg) 
Pais: o pai é falecido, a mãe casada pela segunda vez. Filho único.
Olhos: azuis.
Cabelos: castanhos.
Escolas: Dingle Vale Secondary Modern School.
Instrumentos: bateria; quando canta, os outros caem na gargalhada.
Comida: bife com batatas fritas.
Música: Ray Charles e Dinah Washington. 
Cinema: Brigitte Bardot e filmes de bang-bang.
Quando está sózinho: conversar com gente que gosta dêle, em casa ou no Ad Lib Club, clube fechado, só de celebridades, onde tem sua garrafa de uísque guardada, para seu tradicional uísque com coca-cola e limão.
Não gosta: cebola, tomate, comida chinesa, motocicletas e Pato Donald.
Amor: casou-se em fevereiro dêste ano com a cabeleira Maureen Cox, e deverá tornar-se pai em breve.
Casa: solar em Weybridge, a 1.500 metros de John, que comprou por 37 mil libras.
Côr: prêto, é lógico.
Carro: comprou o “Rolls-Royce” antigo de John. 
Fonte: Álbum Sôbre a vida dos Beatles
(Quem são, – de onde vêm – pra onde vão)
OBS: mantivemos a grafia original da revista da época.

Paul McCartney: “Wings era uma banda terrível”


Paul McCartney admitiu recentemente que o grupo WINGS, que ele formou após o fim dos Beatles, não era “um bom grupo”. A banda, que contava também com Denny Laine e sua falecida esposa Linda, entr eoutros músicos (em mais de uma formação), teve uma série de sucessos, incluindo “Mull of Kintyre” e “Live and Let Die” e ganhou seis prêmios Grammy.

Mas, apesar deste sucesso, o Wings sempre foi amplamente ridicularizado. E agora parece que Sir Paul concorda com seus críticos. Em declarações ao apresentador John Wilson, diante de uma platéia que incluiu Brad Pitt, James Bay e Paul Weller, no no estúdio da BBC em Maida Vale, McCartney disse: “Nós eram terríveis. Não éramos um bom grupo. As pessoas diziam: ‘Bem, Linda não pode tocar teclado”, e era verdade.

“Mas você sabe, Lennon não poderia tocar guitarra quando começamos. Sabíamos que Linda não poderia tocar também, nós não conhecíamos uns aos outros, mas aprendemos. Mas tivemos algumas experiências engraçadas. Olhando para trás, eu estou realmente feliz que fizemos”.

McCartney acrescentou que era Linda que o havia encorajado a “fazer alguma coisa” após o fim dos Beatles, o que levou à formação do Wings. “As pessoas me diziam para criar um supergrupo, com várias estrelas, mas por algum motivo louco eu queria voltar à estaca zero e fazê-lo como fizemos nos Beatles”.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

História: Lennon e McCartney gravam com os Stones

Os Stones escandalizaram “o estado”, e numa demonstração de apoio, Lennon e McCartney emprestaram suas vozes para ‘We Love You’. 

Em 5 fevereiro de 1967, o News of the World continha a manchete ‘Os Segredos dos Esconderijos dos Astros Pops’. Seu texto era supostamente baseado numa conversa entre Mick Jagger e dois jornalistas à paisana em Blases, um dos clubes de Londres cuja fragrância de almíscar escondia todos os maneirismos dos aristocratas do rock. O homem que eles tomaram pelo vocalista dos Rolling Stones engoliu casualmente alguns tabletes de benzedrina, mostrou um pedaço de haxixe, convidou os jornalistas pra fumar em sua casa… e assim selou o seu destino.

Só havia um detalhe: ‘Mick Jagger’ na verdade era Brian Jones. Jagger preparou-se para processar o jornal por calúnia – e assim iniciou uma das sagas mais determinantes da época. Duas semanas mais tarde veio a infame batida na casa de campo de Keith Richards, a conseqüente destruição das ações legais de Jagger, e a entrega dos escalpos dos Stones ao estado. Os Beatles estavam envolvidos desde o início: George Harrison havia estado entre os convidados de Richards, mas havia partido meros 90 minutos antes da chegada da polícia (de fato, a idéia de que a polícia esperou ele sair há tempos tem sido confirmada dentro da lenda dos Stones).

A relação Beatles/Stones esteve no auge durante 1967. Aquele ano teve fatos que falam por eles mesmos: cinco dias depois de a matéria do ‘News of the World’ ter aparecido, Mick Jagger e Marianne Faithfull visitaram a culminante sessão de ‘A Day in the Life’; nove dias mais tarde veio a batida; e em 18 de maio, como se para estampar sua marca real no crescimento da solidariedade a Jagger e Richards, Lennon e McCartney adicionaram suas vozes a ‘We Love You’, o single que dramatiza a experiência dos Stones com um fantástico efeito. Menos de um mês depois, Brian Jones se apoiou num microfone da Abbey Road, e forneceu um irônico solo de saxofone em ‘You Know My Name (Look Up The Number)’. Em 24 de junho, Mick e Marianne estavam no Estúdio Um de Abbey Road para a transmissão de ‘All You Need Is Love’ do Our World [1]. E cinco dias mais tarde Jagger e Richards foram levados às suas celas após um julgamento de três dias que acabou em um veredito os considerando culpados e em uivos raivosos de protesto.

O tratamento dos Stones arrancou a contracultura inglesa de seu estado de inocência through-the-looking-glass [2], e a enterrou em uma nova guerra de gerações. John Lennon, ainda no meio de uma viagem de ácido de dois anos, de repente pareceu deixar para trás Mr. Kite e Lucy In The Sky, e falar com um tom mordaz. “Veja o que eles fazem aqui,” disse ele no verão de 67. “Eles pararam a Radio Caroline e tentaram prender os Stones enquanto eles estão gastando bilhões em armas nucleares, e o lugar está cheio de bases americanas que ninguém sabe a respeito.” Dentro dessas palavras escondem-se não apenas um sinal da psicodelia transformando-se na raiva provocativa que iria surgir em 1968, mas as primeiras agitações do radicalismo da nova esquerda que iria fugazmente definir Lennon no início dos anos 70.

Enquanto isso, Jagger e Richards lograram sucesso nos recursos e foram liberados. Conseqüentemente, ‘We Love You’ – lançada em 18 de agosto, como os resquícios do caso ainda registraram, – foi uma explosão de desafio perfeitamente sincronizada.

Em seu livro, ‘The Stones’, Philip Norman escreve que “‘We Love You’ é um single que perde todo seu foco irônico na sua débil tentativa de seguir o hino dos Beatles daquele verão, ‘All You Need Is Love’.” Felizmente, nada podia estar mais distante da verdade. Seus charmes são vários: o fascinante piano de Nicky Hopkins, a abertura do sarcástico coro de vozes em falsete, as passagens de mellotron [3] – dos 3:46 até o fim da canção – cujo mistério não consegue deixar de evocar a idéia de conspiração.

A presença dos dois Beatles não é inicialmente óbvia, embora nas seções de chamada e resposta que fecha a ponte e anuncia as passagens finais da canção, é possível notar as gloriosas vogais nasais de John Lennon. De qualquer forma, ela permanece como a ocasião em que a psicodelia uniu os dois grupos num momento de puro brilhantismo; um símbolo de quão longe cada um foi desde que John e Paul deram ‘I Wanna Be Your Man’ aos Rolling Stones, em 1963.

Houve mais murmúrios de ação conjunta naquele verão. Por alguns meses, os dois grupos até discutiram a possibilidade de abrir em parceria um estúdio de gravação; os planos chegaram até a compra de um pedaço de terra ao lado do Regents Park Canal. “Nós iremos precisar também de um hotel,” disse um animado Paul McCartney, “para que os grupos tenham um lugar pra ficar enquanto eles estiverem gravando. E nós também iremos construir um heliporto, para que os grupos estrangeiros que chegarem ao Heathrow sigam direto para cá…”

O projeto logo afundou, enquanto contas, sinos e seu senso comum do objetivo da psicodelia levaram ambos Beatles e Stones ao desastre. Their Satanic Majesties Request apareceu em dezembro, com uma capa mostrando os rostos dos Beatles, e canções que – com algumas exceções – sugeriam uma irritante tentativa de imitar Sgt. Pepper. Semanas mais tarde, Magical Mystery Tour chegou, e a cortina encerrou a psicodelia tão grosseiramente quanto as portas da prisão foram fechadas em Jagger e Richards.

[1] Primeira transmissão de TV exibida ao vivo simultaneamente para vários países; NT.
[2] Nome de um dos livros de Lewis Carrol; NT.
[3] Teclado eletromecânico polifônico; NT.
NT: Vale a pena lembrar o fato de Allen Ginsberg também ter participado das gravações. Ele disse sobre John e Paul: “dois jovens príncipes em seu esplendor.”
Carlos E. Werlang (Plastic Ono Blog)

Ingrid, a irmã perdida de John Lennon

A história da menina que descobriu que era irmã de um Beatle 
 

Em 1964, os Beatles se tornaram os artistas mais populares do planeta. Foi naquele ano que John Lennon soube, através de sua tia Harriet, que tinha uma meia-irmã que havia sido adotada por outra família.

Vinte anos antes, quando John tinha apenas 4 anos de idade, sua mãe Julia Stanley se envolveu com um soldado galês chamado Taffy Williams. Nesta época, o pai de John, Alfred “Freddie” Lennon, que trabalhava na marinha mercante, deixou de dar notícias e de enviar dinheiro à mulher e ao filho pequeno. Não se sabia nem se ele estava vivo. Julia engravidou do soldado Williams.

Pouco tempo depois, Freddie reapareceu e encontrou Julia grávida de seis semanas. Ela alegou que havia sido estuprada. Então, Lennon foi ao encontro do suposto homem que violentara sua mulher. O soldado confirmou o envolvimento com Julia, mas disse que foi uma relação consentida e que ele tinha intenções de casar com Julia e criar o filho que eles teriam. Curiosamente, Alfred aceitou a situação. Entretanto, Julia recusou seguir a vida com Williams, expulsando-o de sua casa quando Freddie o levou até lá para conversarem.

Alfred mostrou-se disposto a aceitar Julia de volta e cuidar da criança como se fosse sua. Foi então que Pop Stanley, o pai de Julia, entrou em cena. Descontente com as atitudes da filha e, possivelmente, temendo o falatório na vizinhança, insistiu que o bebê fosse entregue à adoção.

No dia 19 de junho de 1945, Julia deu à luz Victoria Elizabeth Lennon, batizando-a assim em homenagem às duas Rainhas mais poderosas da Inglaterra, e dando-lhe o sobrenome de Alfred. O bebê nasceu em uma maternidade do Exército da Salvação, em Elmswood, Liverpool. Seis semanas depois, a criança foi adotada por uma amiga de Julia chamada Margaret Pedersen, cujo marido, Peder Pedersen, era um marinheiro norueguês.

Pouco tempo depois, Freddie foi embora para a Nova Zelândia e Julia deixou o pequeno John aos cuidados da Tia Mimi. Julia se casou com o garçom John “Bobby” Dykins e teve duas filhas com ele, chamadas Julia e Jackie. A mãe de John entendeu que o casal Pedersen levara a pequena Victoria para a Noruega e nunca mais soube da filha.

John Lennon ficou extremamente emocionado quando soube da história. O beatle fez de tudo para encontrar a irmã perdida. Ele espalhou anúncios em jornais e contratou detetives para procurar a menina que já tinha 19 anos e não fazia ideia de que era irmã de uma das personalidades mais famosas do mundo. Entretanto, mesmo vasculhando toda a Noruega, todas as buscas foram em vão e John jamais conheceria Victoria.

Somente em agosto de 1998, a irmã perdida reapareceu e trouxe à tona os motivos pelos quais John Lennon não conseguiu encontrá-la. Primeiramente, Victoria Elizabeth foi rebatizada como Lillian Ingrid Maria Pedersen. Além disso, ela jamais morou na Noruega como acreditava-se, e sim, mais perto do que se imaginava, no número 86 da Northern Road, em Crosby, Liverpool. Ingrid procurou a imprensa e contou sua história logo após a morte de sua mãe adotiva. “Guardei este segredo por causa da minha mãe, mas agora que ela morreu quero encontrar minha verdadeira família”, disse.

Ingrid descobriu que era irmã de um dos Beatles somente em 1966, quando ela tinha 21 anos. A jovem mexia no guarda-roupas da mãe e encontrou uma caixa com documentos de família. “Quando ninguém estava por perto, eu abri tremendo”, contou Ingrid. “Encontrei um papel de adoção amarelado emitido pela Corte de Liverpool. Então vi meu nome completo Lillian Ingrid Maria Pedersen e minha data de nascimento. Acima, estavam os três nomes que eu procurava: Victoria Elizabeth Lennon – o nome com o qual eu nasci. O nome da minha verdadeira mãe também estava lá, Julia Lennon. Comecei a chorar”.

Trabalhando como enfermeira, Ingrid contou ao The Sun que, logo que soube que era irmã de John Lennon, passou a colecionar fotos e recortes do músico. Após a morte de sua mãe adotiva em 1998, Ingrid levou seu pai adotivo para a Noruega, de acordo com o desejo dele, enquanto ela teria se mudado para a França e resolveu se apresentar como a irmã perdida de John Lennon. “Agora, finalmente, posso admitir quem eu sou – a irmãzinha que John amava e nunca conseguiu encontrar”, declarou.

Ingrid lamentou o fato de não ter conhecido John Lennon pessoalmente. “Eu prometi a mim mesma que não o abordaria até que meus pais adotivos morressem”, disse Ingrid. “Mas antes que eu tivesse a chance de conhecê-lo e estabelecer qualquer tipo de relacionamento, ele foi assassinado. O que é igualmente triste é que John havia contratado detetives para me procurar, então, obviamente, ele sentiu que algo estava faltando em sua vida também”.

Ingrid Pedersen (algumas fontes citam como Pederson) foi recebida como membro da família Lennon por Cynthia, Julian, Yoko, Sean, Stanley Parker (primo de John) e as outras filhas de sua mãe biológica, Julia e Jackie. De fato, Yoko Ono convidou Ingrid para conhecer o apartamento de John no Dakota e a levou para um passeio por locais de Nova York que John gostava, como o Central Park. Ela também esteve em Mendips, a casa onde John cresceu em Liverpool, e conheceu vários parentes.

Ao todo, John Lennon teve cinco meio-irmãos. Além de Ingrid, que ele nunca conheceu, sua mãe Julia teve outras duas meninas: Julia Baird (nascida em 1947) e Jacqueline Dykins (nascida em 1949) com as quais John tinha um bom relacionamento e mantinha contato. Ambas viram os Beatles se apresentarem no Cavern Club diversas vezes. O pai de John, Alfred, tinha 56 anos quando se casou com Pauline Jones, de 19 anos. Juntos, eles tiveram dois filhos: David Henry Lennon (nascido em 1969), que John viu uma vez quando David era muito pequeno, e Robin Frances Lennon (nascido em 1973), que John não chegou a conhecer.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Hot Wheels lança coleção comemorativa aos 50 anos de Yellow Submarine



Celebrando os 50 anos da música “Yellow Submarine”, uma das músicas mais famosas dos Beatles, lançada em 1966 no álbum Revolver, a empresa Hot Wheels lançou uma coleção de 7 brinquedinhos lindos, sendo a mais bacana essa aí, no formato do próprio submarino amarelo – que na verdade, só ficou conhecido 2 anos depois, quando foi lançado o filme Yellow Submarine.

Além dele, também foram lançados mais 6 itens, em forma de carros estilizados no formato alusivo ao submarino, entre eles um calhambeque e uma Kombi.

A música “Yellow Submarine” é uma composição original de Paul McCartney (creditada à dupla Lennon/McCartney) e cantada por Ringo Starr, que pode ser considerado o intérprete infantil oficial dos Beatles.