sábado, 25 de junho de 2016

Primeiro Baixo Hofner de Paul McCartney foi roubado e pode estar no Canadá





Um baixo Hofner estilo violino que foi roubado de Paul McCartney pode estar na cidade canadense de Ottawa, escondido por um fanático misterioso chamado “The Keeper”. A revelação é feita pelo biógrafo Phillip Norman, em uma nova biografia chamada Paul McCartney: The Life (ainda sem tradução para o português ou data prevista para lançamento no Brasil).


Trata-se de um instrumento histórico, do início da carreira dos Beatles, na era Cavern Club, em que ainda moravam em Liverpool. O baixo foi roubado da banda durante as sessões de gravações do projeto Get Back/Let It Be, em 1969. Seu paradeiro permaneceu desconhecido até agora – e mesmo assim, só existe uma informação vaga, pois não foi de fato encontrado. 

Trata-se do primeiro violin bass de Paul McCartney, que na época possuia dois exemplares: um comprado em Hamburgo em 1962 e outro melhorado, presenteado pela empresa Hofner em 1963 em agradecimento pela divulgação que o beatle havia feito do instrumento. Este segundo é o que Paul ainda usa em suas turnês, é segurado por mais de 4 milhões de dólares. O “baixo Cavern” nunca foi recuperado.


Segundo Phillip Norman, a informação sobre o baixo foi passada por uma fonte confiável: um motorista de táxi chamado Peter Hodgson, de Liverpool, que vem tentando rastrear o baixo durante anos. Segundo Hodgson, “The Keeper” não roubou pessoalmente o instrumento, tendo adquirido-o em uma compra, há algumas décadas.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Curiosidade: As fichas pessoais dos Beatles

Beatles Fichas 
Em uma sequência de 4 fichas, a vida dos Beatles, com suas preferências foi exposta em uma revista brasileira de 1968, o “Álbum Sôbre os Beatles”, de 1965. 

PAUL 
Nome completo: James Paul McCartney 
Nascimento: 18 de junho de 1942, em Allerton, Liverpool.
Altura: 5 pés e 11 (1,79m.)
Pêso: 158 libras (71,708 ks)
Pais: seu pai é um comerciante de algodão aposentado, e sua mãe falecida. Há pouco, Paul deu uma casa nova ao pai, o velho McCartney, como o chamam os outros.
Olhos: castanhos.
Cabelo: castanho-escuro.
Escolas: estudou no Liverpool Institute; tem diploma de Literatura Inglêsa; fala alemão e espanhol.
Instrumento: guitarra rítmica, tocada ao contrário, pois é canhoto. No grupo, Paul é o autor da maioria das músicas, e as letras são de John.
Comida: bife com batatas fritas, queijos franceses, cerveja e coca-cola.
Música: qualquer uma, bem executada; em especial, Little Richard e Dinah Was shington.
Cinema: Natalie Wood e Sophia Loren.
Quando está sòzinho: brincar com a bateria de Ringo e livros de aventuras.
Não gosta: fazer a barba, gente desonesta.
Amor: Jane Asher, que há algum tempo acompanha o grupo; o casamento não está marcado; Jane é atriz, tem 21 anos, e é irmã de “Peter, and Gordon”, famoso na Inglaterra.
Casa: é o que mora mais humildemente, sòzinho num apartamento em Baker Street, Londres.
Côr preferida: prêto.
Ambição: Ter sucesso. (Já deve estar satisfeito).
Carro: o do grupo, um Bentley ou então só de bicicleta.

GEORGE 
Nome completo: George Harrison.
Nascimento: 25 de fevereiro de 1943, no subúrbio de Speke, Liverpool.
Altura: 5 pés e 11 (1,79m)
Pêso: 142 libras (64,400kg)
Pais: seu pai era motorista de ônibus do estado, mas aposentou-se. Tem dois irmãos, estudantes, e uma irmã que mora nos Estados Unidos.
Olhos: côr de avelã.
Cabelos: castanhos escuros.
Escola: estudou no Liverpool Institute, mas o abandonou para ser aprendiz de mecânico.
Instrumentos: é o principal guitarrista do grupo, fazendo os solos.
Comida: ovos estrelados com batatas fritas.
Música: Andre Segovia, Eartha Kitt e Chet Atkins.
Cinema: Brigitte Bardot e filmes de Alfred Hitchcock.
Quando está sòzinho: televisão, correr no campo com carros esporte, dormir.
Não gosta: cortar o cabelo, fazer a barba, viajar de noite, mulheres mal vestidas.
Amor: depois de alguns rompimentos e desmentidos, continua saindo com Patti Boyd, que inclusive o acompanhou aos Estados Unidos.
Casa: mansão com piscina, em Esnner, no Surrey, perto de John, que lhe custou 20.000 libras, e onde se reúnem todos para um banho de piscina nos dias de sol. Mora sòzinho.
Ambição: bolar um nôvo tipo de guitarra.
Carro: tinha um “Facel-Veja”, mas vendeu e agora tem um “Aston Martin” – Gran Turismo, no estilo do de James Bond.
Côr: azul e prêto. 

JOHN 
Nome completo: John Winston Lennon 
Nascimento: 9 de outubro de 1940, em Woolton, subúrbio de Liverpool.
Altura: 5 pés e 11 ( 1,79m)
Pêso: 159 libras (72.200 kg).
Pais: seu pai era um vagabundo e bêbado; deixou a casa quando êle tinha 4 anos e John não se lembra dêle. Com 9, sua mãe morreu e ficou morando com uma tia.
Olhos e cabelos: castanhos.
Escolas: Quarrybank High School, Liverpool, College of Art, tendo estudado harmonia e piano neste último, que abandonou com 15 anos, passando a morar sòzinho num sótão. Dizem que várias vêzes John queimou os móveis para não morrer de frio.
Instrumentos: guitarra rítmica e harmônica, além de fornecer a voz de falsete nos efeitos musicais. É autor das letras das músicas do grupo.
Comida: bife com batatas fritas, geléia, “curry”.
Música: Jazz Moderno e as de Paul McCartney.
Cinema: Juliette Greoo.
Quando está em casa: pintura, escreve seus poemas e suas fábulas. Seu primeiro livro, “Do próprio punho”, vendeu quase 1 milhão. O segundo, “Um espanhol trabalhando”, lidera a lista de mais vendidos.
Não gosta: gente de cabeça dura, gente que não fala, jazz tradicional.
Amor: casado desde abril de 1962 com Cynthia Lennon, tem um filho de dois anos, John Julian. Jamais um repórter penetrou em sua vida particular.
Casa: mora numa mansão de 20 mil libras em Weybridge, no Surrey, região ultra- elegante de Londres.
Côr: como os outros, prêto.
Ambição: escrever um show musical.
Carro: um Rolls-Royce nôvo, com as janelas pintadas de prêto, para não se chatear.

RINGO 
Nome completo: Richard Starkey (Ringo, vem de ring, anel, que usa aos montes.)
Nascimento: 7 de julho de 1940, em Dingle, subúrbio de Liverpool.
Altura: 5 pés e 8 (1,78 m)
Pêso: 130 libras (59kg) 
Pais: o pai é falecido, a mãe casada pela segunda vez. Filho único.
Olhos: azuis.
Cabelos: castanhos.
Escolas: Dingle Vale Secondary Modern School.
Instrumentos: bateria; quando canta, os outros caem na gargalhada.
Comida: bife com batatas fritas.
Música: Ray Charles e Dinah Washington. 
Cinema: Brigitte Bardot e filmes de bang-bang.
Quando está sózinho: conversar com gente que gosta dêle, em casa ou no Ad Lib Club, clube fechado, só de celebridades, onde tem sua garrafa de uísque guardada, para seu tradicional uísque com coca-cola e limão.
Não gosta: cebola, tomate, comida chinesa, motocicletas e Pato Donald.
Amor: casou-se em fevereiro dêste ano com a cabeleira Maureen Cox, e deverá tornar-se pai em breve.
Casa: solar em Weybridge, a 1.500 metros de John, que comprou por 37 mil libras.
Côr: prêto, é lógico.
Carro: comprou o “Rolls-Royce” antigo de John. 
Fonte: Álbum Sôbre a vida dos Beatles
(Quem são, – de onde vêm – pra onde vão)
OBS: mantivemos a grafia original da revista da época.

Paul McCartney: “Wings era uma banda terrível”


Paul McCartney admitiu recentemente que o grupo WINGS, que ele formou após o fim dos Beatles, não era “um bom grupo”. A banda, que contava também com Denny Laine e sua falecida esposa Linda, entr eoutros músicos (em mais de uma formação), teve uma série de sucessos, incluindo “Mull of Kintyre” e “Live and Let Die” e ganhou seis prêmios Grammy.

Mas, apesar deste sucesso, o Wings sempre foi amplamente ridicularizado. E agora parece que Sir Paul concorda com seus críticos. Em declarações ao apresentador John Wilson, diante de uma platéia que incluiu Brad Pitt, James Bay e Paul Weller, no no estúdio da BBC em Maida Vale, McCartney disse: “Nós eram terríveis. Não éramos um bom grupo. As pessoas diziam: ‘Bem, Linda não pode tocar teclado”, e era verdade.

“Mas você sabe, Lennon não poderia tocar guitarra quando começamos. Sabíamos que Linda não poderia tocar também, nós não conhecíamos uns aos outros, mas aprendemos. Mas tivemos algumas experiências engraçadas. Olhando para trás, eu estou realmente feliz que fizemos”.

McCartney acrescentou que era Linda que o havia encorajado a “fazer alguma coisa” após o fim dos Beatles, o que levou à formação do Wings. “As pessoas me diziam para criar um supergrupo, com várias estrelas, mas por algum motivo louco eu queria voltar à estaca zero e fazê-lo como fizemos nos Beatles”.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

História: Lennon e McCartney gravam com os Stones

Os Stones escandalizaram “o estado”, e numa demonstração de apoio, Lennon e McCartney emprestaram suas vozes para ‘We Love You’. 

Em 5 fevereiro de 1967, o News of the World continha a manchete ‘Os Segredos dos Esconderijos dos Astros Pops’. Seu texto era supostamente baseado numa conversa entre Mick Jagger e dois jornalistas à paisana em Blases, um dos clubes de Londres cuja fragrância de almíscar escondia todos os maneirismos dos aristocratas do rock. O homem que eles tomaram pelo vocalista dos Rolling Stones engoliu casualmente alguns tabletes de benzedrina, mostrou um pedaço de haxixe, convidou os jornalistas pra fumar em sua casa… e assim selou o seu destino.

Só havia um detalhe: ‘Mick Jagger’ na verdade era Brian Jones. Jagger preparou-se para processar o jornal por calúnia – e assim iniciou uma das sagas mais determinantes da época. Duas semanas mais tarde veio a infame batida na casa de campo de Keith Richards, a conseqüente destruição das ações legais de Jagger, e a entrega dos escalpos dos Stones ao estado. Os Beatles estavam envolvidos desde o início: George Harrison havia estado entre os convidados de Richards, mas havia partido meros 90 minutos antes da chegada da polícia (de fato, a idéia de que a polícia esperou ele sair há tempos tem sido confirmada dentro da lenda dos Stones).

A relação Beatles/Stones esteve no auge durante 1967. Aquele ano teve fatos que falam por eles mesmos: cinco dias depois de a matéria do ‘News of the World’ ter aparecido, Mick Jagger e Marianne Faithfull visitaram a culminante sessão de ‘A Day in the Life’; nove dias mais tarde veio a batida; e em 18 de maio, como se para estampar sua marca real no crescimento da solidariedade a Jagger e Richards, Lennon e McCartney adicionaram suas vozes a ‘We Love You’, o single que dramatiza a experiência dos Stones com um fantástico efeito. Menos de um mês depois, Brian Jones se apoiou num microfone da Abbey Road, e forneceu um irônico solo de saxofone em ‘You Know My Name (Look Up The Number)’. Em 24 de junho, Mick e Marianne estavam no Estúdio Um de Abbey Road para a transmissão de ‘All You Need Is Love’ do Our World [1]. E cinco dias mais tarde Jagger e Richards foram levados às suas celas após um julgamento de três dias que acabou em um veredito os considerando culpados e em uivos raivosos de protesto.

O tratamento dos Stones arrancou a contracultura inglesa de seu estado de inocência through-the-looking-glass [2], e a enterrou em uma nova guerra de gerações. John Lennon, ainda no meio de uma viagem de ácido de dois anos, de repente pareceu deixar para trás Mr. Kite e Lucy In The Sky, e falar com um tom mordaz. “Veja o que eles fazem aqui,” disse ele no verão de 67. “Eles pararam a Radio Caroline e tentaram prender os Stones enquanto eles estão gastando bilhões em armas nucleares, e o lugar está cheio de bases americanas que ninguém sabe a respeito.” Dentro dessas palavras escondem-se não apenas um sinal da psicodelia transformando-se na raiva provocativa que iria surgir em 1968, mas as primeiras agitações do radicalismo da nova esquerda que iria fugazmente definir Lennon no início dos anos 70.

Enquanto isso, Jagger e Richards lograram sucesso nos recursos e foram liberados. Conseqüentemente, ‘We Love You’ – lançada em 18 de agosto, como os resquícios do caso ainda registraram, – foi uma explosão de desafio perfeitamente sincronizada.

Em seu livro, ‘The Stones’, Philip Norman escreve que “‘We Love You’ é um single que perde todo seu foco irônico na sua débil tentativa de seguir o hino dos Beatles daquele verão, ‘All You Need Is Love’.” Felizmente, nada podia estar mais distante da verdade. Seus charmes são vários: o fascinante piano de Nicky Hopkins, a abertura do sarcástico coro de vozes em falsete, as passagens de mellotron [3] – dos 3:46 até o fim da canção – cujo mistério não consegue deixar de evocar a idéia de conspiração.

A presença dos dois Beatles não é inicialmente óbvia, embora nas seções de chamada e resposta que fecha a ponte e anuncia as passagens finais da canção, é possível notar as gloriosas vogais nasais de John Lennon. De qualquer forma, ela permanece como a ocasião em que a psicodelia uniu os dois grupos num momento de puro brilhantismo; um símbolo de quão longe cada um foi desde que John e Paul deram ‘I Wanna Be Your Man’ aos Rolling Stones, em 1963.

Houve mais murmúrios de ação conjunta naquele verão. Por alguns meses, os dois grupos até discutiram a possibilidade de abrir em parceria um estúdio de gravação; os planos chegaram até a compra de um pedaço de terra ao lado do Regents Park Canal. “Nós iremos precisar também de um hotel,” disse um animado Paul McCartney, “para que os grupos tenham um lugar pra ficar enquanto eles estiverem gravando. E nós também iremos construir um heliporto, para que os grupos estrangeiros que chegarem ao Heathrow sigam direto para cá…”

O projeto logo afundou, enquanto contas, sinos e seu senso comum do objetivo da psicodelia levaram ambos Beatles e Stones ao desastre. Their Satanic Majesties Request apareceu em dezembro, com uma capa mostrando os rostos dos Beatles, e canções que – com algumas exceções – sugeriam uma irritante tentativa de imitar Sgt. Pepper. Semanas mais tarde, Magical Mystery Tour chegou, e a cortina encerrou a psicodelia tão grosseiramente quanto as portas da prisão foram fechadas em Jagger e Richards.

[1] Primeira transmissão de TV exibida ao vivo simultaneamente para vários países; NT.
[2] Nome de um dos livros de Lewis Carrol; NT.
[3] Teclado eletromecânico polifônico; NT.
NT: Vale a pena lembrar o fato de Allen Ginsberg também ter participado das gravações. Ele disse sobre John e Paul: “dois jovens príncipes em seu esplendor.”
Carlos E. Werlang (Plastic Ono Blog)

Ingrid, a irmã perdida de John Lennon

A história da menina que descobriu que era irmã de um Beatle 
 

Em 1964, os Beatles se tornaram os artistas mais populares do planeta. Foi naquele ano que John Lennon soube, através de sua tia Harriet, que tinha uma meia-irmã que havia sido adotada por outra família.

Vinte anos antes, quando John tinha apenas 4 anos de idade, sua mãe Julia Stanley se envolveu com um soldado galês chamado Taffy Williams. Nesta época, o pai de John, Alfred “Freddie” Lennon, que trabalhava na marinha mercante, deixou de dar notícias e de enviar dinheiro à mulher e ao filho pequeno. Não se sabia nem se ele estava vivo. Julia engravidou do soldado Williams.

Pouco tempo depois, Freddie reapareceu e encontrou Julia grávida de seis semanas. Ela alegou que havia sido estuprada. Então, Lennon foi ao encontro do suposto homem que violentara sua mulher. O soldado confirmou o envolvimento com Julia, mas disse que foi uma relação consentida e que ele tinha intenções de casar com Julia e criar o filho que eles teriam. Curiosamente, Alfred aceitou a situação. Entretanto, Julia recusou seguir a vida com Williams, expulsando-o de sua casa quando Freddie o levou até lá para conversarem.

Alfred mostrou-se disposto a aceitar Julia de volta e cuidar da criança como se fosse sua. Foi então que Pop Stanley, o pai de Julia, entrou em cena. Descontente com as atitudes da filha e, possivelmente, temendo o falatório na vizinhança, insistiu que o bebê fosse entregue à adoção.

No dia 19 de junho de 1945, Julia deu à luz Victoria Elizabeth Lennon, batizando-a assim em homenagem às duas Rainhas mais poderosas da Inglaterra, e dando-lhe o sobrenome de Alfred. O bebê nasceu em uma maternidade do Exército da Salvação, em Elmswood, Liverpool. Seis semanas depois, a criança foi adotada por uma amiga de Julia chamada Margaret Pedersen, cujo marido, Peder Pedersen, era um marinheiro norueguês.

Pouco tempo depois, Freddie foi embora para a Nova Zelândia e Julia deixou o pequeno John aos cuidados da Tia Mimi. Julia se casou com o garçom John “Bobby” Dykins e teve duas filhas com ele, chamadas Julia e Jackie. A mãe de John entendeu que o casal Pedersen levara a pequena Victoria para a Noruega e nunca mais soube da filha.

John Lennon ficou extremamente emocionado quando soube da história. O beatle fez de tudo para encontrar a irmã perdida. Ele espalhou anúncios em jornais e contratou detetives para procurar a menina que já tinha 19 anos e não fazia ideia de que era irmã de uma das personalidades mais famosas do mundo. Entretanto, mesmo vasculhando toda a Noruega, todas as buscas foram em vão e John jamais conheceria Victoria.

Somente em agosto de 1998, a irmã perdida reapareceu e trouxe à tona os motivos pelos quais John Lennon não conseguiu encontrá-la. Primeiramente, Victoria Elizabeth foi rebatizada como Lillian Ingrid Maria Pedersen. Além disso, ela jamais morou na Noruega como acreditava-se, e sim, mais perto do que se imaginava, no número 86 da Northern Road, em Crosby, Liverpool. Ingrid procurou a imprensa e contou sua história logo após a morte de sua mãe adotiva. “Guardei este segredo por causa da minha mãe, mas agora que ela morreu quero encontrar minha verdadeira família”, disse.

Ingrid descobriu que era irmã de um dos Beatles somente em 1966, quando ela tinha 21 anos. A jovem mexia no guarda-roupas da mãe e encontrou uma caixa com documentos de família. “Quando ninguém estava por perto, eu abri tremendo”, contou Ingrid. “Encontrei um papel de adoção amarelado emitido pela Corte de Liverpool. Então vi meu nome completo Lillian Ingrid Maria Pedersen e minha data de nascimento. Acima, estavam os três nomes que eu procurava: Victoria Elizabeth Lennon – o nome com o qual eu nasci. O nome da minha verdadeira mãe também estava lá, Julia Lennon. Comecei a chorar”.

Trabalhando como enfermeira, Ingrid contou ao The Sun que, logo que soube que era irmã de John Lennon, passou a colecionar fotos e recortes do músico. Após a morte de sua mãe adotiva em 1998, Ingrid levou seu pai adotivo para a Noruega, de acordo com o desejo dele, enquanto ela teria se mudado para a França e resolveu se apresentar como a irmã perdida de John Lennon. “Agora, finalmente, posso admitir quem eu sou – a irmãzinha que John amava e nunca conseguiu encontrar”, declarou.

Ingrid lamentou o fato de não ter conhecido John Lennon pessoalmente. “Eu prometi a mim mesma que não o abordaria até que meus pais adotivos morressem”, disse Ingrid. “Mas antes que eu tivesse a chance de conhecê-lo e estabelecer qualquer tipo de relacionamento, ele foi assassinado. O que é igualmente triste é que John havia contratado detetives para me procurar, então, obviamente, ele sentiu que algo estava faltando em sua vida também”.

Ingrid Pedersen (algumas fontes citam como Pederson) foi recebida como membro da família Lennon por Cynthia, Julian, Yoko, Sean, Stanley Parker (primo de John) e as outras filhas de sua mãe biológica, Julia e Jackie. De fato, Yoko Ono convidou Ingrid para conhecer o apartamento de John no Dakota e a levou para um passeio por locais de Nova York que John gostava, como o Central Park. Ela também esteve em Mendips, a casa onde John cresceu em Liverpool, e conheceu vários parentes.

Ao todo, John Lennon teve cinco meio-irmãos. Além de Ingrid, que ele nunca conheceu, sua mãe Julia teve outras duas meninas: Julia Baird (nascida em 1947) e Jacqueline Dykins (nascida em 1949) com as quais John tinha um bom relacionamento e mantinha contato. Ambas viram os Beatles se apresentarem no Cavern Club diversas vezes. O pai de John, Alfred, tinha 56 anos quando se casou com Pauline Jones, de 19 anos. Juntos, eles tiveram dois filhos: David Henry Lennon (nascido em 1969), que John viu uma vez quando David era muito pequeno, e Robin Frances Lennon (nascido em 1973), que John não chegou a conhecer.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Hot Wheels lança coleção comemorativa aos 50 anos de Yellow Submarine



Celebrando os 50 anos da música “Yellow Submarine”, uma das músicas mais famosas dos Beatles, lançada em 1966 no álbum Revolver, a empresa Hot Wheels lançou uma coleção de 7 brinquedinhos lindos, sendo a mais bacana essa aí, no formato do próprio submarino amarelo – que na verdade, só ficou conhecido 2 anos depois, quando foi lançado o filme Yellow Submarine.

Além dele, também foram lançados mais 6 itens, em forma de carros estilizados no formato alusivo ao submarino, entre eles um calhambeque e uma Kombi.

A música “Yellow Submarine” é uma composição original de Paul McCartney (creditada à dupla Lennon/McCartney) e cantada por Ringo Starr, que pode ser considerado o intérprete infantil oficial dos Beatles.

sábado, 18 de junho de 2016

Os 10 discos essenciais de Paul McCartney





BAND ON THE RUN (Dezembro de 1973) – Relançado em versão remaster, Band On The Run exala vitalidade até os dias de hoje. Clássicos como a faixa-título, “Let Me Roll It”, “Jet”, “Mrs Vandebilt” e “Nineteen Hundred And Eighty Five” integram o set-list atual dos shows de McCartney. Mas as restantes “Picasso’s Last Words”, “Mamunia”, “Bluebird” e “No Words” nada ficam a dever neste trabalho que nasceu em meio a uma crise. Quinto álbum de Macca pós-Beatles, o então frontman dos Wings viu sua banda perder dois membros, quando o baterista Denny Seiwell e o guitarrista Henry McCullough abandonaram a banda às vésperas da viagem para Lagos, na Nigéria, onde o disco seria gravado. Reduzidos a um trio, Paul, Linda McCartney e Denny Laine produziram sua obra-prima. Essencial não só para fãs do Macca, Band On The Run é obrigatório na discoteca de qualquer apreciador de boa música.

RAM (Maio de 1971) – Segundo trabalho solo de Paul McCartney (embora creditado a ele e Linda), RAM foi gravado em Nova York, para onde Paul rumou em busca de novos ares, após o período de depressão ao qual passou após o fim dos Beatles. Grande parte de suas músicas foram compostas na Escócia durante este período difícil, regado a muito whisky e maconha.Talvez por isso mesmo este seja um dos trabalhos mais belos de Paul, com melodias comoventes em “The Back Seat Of My Car”, “Uncle Albert/Admiral Halsey”, “Heart Of The Country”, “Long Haired Lady” e em “Ram On”. A majestosa “Dear Boy” guarda a polêmica de ser dirigida a John Lennon, fato que o ex-parceiro de Paul não gostou nem um pouco, dando o troco na direta “How Do You Sleep”, do álbum “Imagine”.

TUG OF WAR (Abril de 1982) – Tug Of War é um dos discos mais importantes de Paul McCartney por uma série de fatores. Primeiro por marcar o retorno da parceria com Sir George Martin na produção. Segundo, por trazer convidados de peso, como Stevie Wonder, Carl Perkins e Ringo Starr. Terceiro por ser o primeiro trabalho de Macca após o assassinato de John Lennon, em 1980. A tristeza pela perda do amigo pode ser sentida nos versos da tocante “Here Today”, música que integra o repertório atual de seus shows e que é uma das coisas mais bonitas que ele já fez na carreira. O quarto fator que eleva a importância deste disco é que todas as faixas são de uma qualidade extrema. Desde a belíssima faixa-título, sem parar na transição para “Take It Away” (sua música mais beatle desde 1970), passando pela singela “Somebody Who Cares” e atingindo seu mais ponto alto com a obra-prima “Wanderlust”, música injustamente esquecida de seu repertório. As parcerias rendem ótimos momentos com Perkins (“Get It”) e Wonder (“What’s That You’re Doing” e na clássica “Ebony And Ivory”). Interessante também a influência do então amigo, depois desafeto, Michael Jackson em “Dress Me Up As A Robber”. Obrigatório.

McCARTNEY (Abril de 1970) – Básico, rústico, quase experimental, o primeiro trabalho solo de James Paul McCartney foi massacrado pela crítica quando de seu lançamento, semanas antes de Let It Be, dos Beatles. Para quem esperava um requinte ao estilo de Abbey Road (1969), “McCartney” provou ser exatamente o contrário, gravado quase inteiramente de forma caseira, com todos os instrumentos tocados pelo próprio Paul e trazendo fragmentos de canções inacabadas como faixas. Acontece que o tempo fez jus à beleza do álbum, e é exatamente na simplicidade de canções como “Every Night”, “That Would Be Something”, “Man We Was Lonely” e “Valentine Day” que ela se sustenta. Sem contar que as pérolas “Junk” e “Teddy Boy” foram músicas que por pouco não entraram em discos dos Beatles. “Oo You” e “Momma Miss America” também merecem uma audição bastante atenta, antes do gran finale com “Maybe I´m Amazed”, até hoje um dos maiores clássicos da carreira de McCartney. 

VENUS AND MARS (Maio de 1975) – Gravado em New Orleans (EUA), Venus and Mars foi o sucessor de Band On The Run e, se não conseguiu repetir a genialidade deste, fez tanto sucesso quanto o anterior e foi o álbum que deslanchou a primeira grande turnê dos Wings. Faixas inspiradas como o rockaço “Letting Go”, “Rockshow”, “Call Me Back Again”, “Venus And Mars” e o hit “Listen To What The Man Said” garantiram mais um primeiro lugar para Macca nas paradas. Cheio de brindes e adereços (o original vinha com dois posters e cartela de adesivos) o disco traz ainda “Magneto And Tittanium Man” (baseada em personagens da Marvel Comics), “You Gave Me The Answer” (para quem ama o McCartney de “Honey Pie”) e as belíssimas “Love In Song” e “Treat Her Gently/Lonely Old People”.

CHAOS AND CREATION IN THE BACKYARD (Setembro de 2005) –
35 anos após sua partida para carreira-solo, muitos achavam que Paul já tinha dado tudo o que podia em seus discos. De certa forma, nem mesmo alguns de seus fãs esperavam que ele soltasse uma pérola do quilate de Chaos and Creation In The Backyard. Embora seu disco anterior, Driving Rain (2001), tenha sido bastante elogiado mundo afora, ele nem de longe parece com seu sucessor. Produzido por Nigel Godrich (parceiro de nomes como Beck e Radiohead), o disco mais uma vez traz Paul tocando quase todos os instrumentos, e sendo forçado ao máximo a produzir o seu melhor (pressão que gerou atritos com Godrich). E o resultado é excepcional. “Fine Line”, “Too Much Rain”, “How Kind Of You” e “Friends To Go” em nada ficam devendo a faixas de Tug Of War ou RAM. “Riding To Vanity Fair” e “Promise To You Girl” são os pontos mais altos deste disco que traz, declaradamente, a influência brasileira em “A Certain Softness”. Um disco que cresce a cada audição.

FLAMING PIE (Maio de 1997) – Após a segunda onda de Beatlemania que acometeu o mundo na metade da década de 1990, graças ao projeto “The Beatles Anthology”, Paul McCartney pôde, enfim, lançar um disco claramente nostálgico sem se importar com as críticas de que sempre foi vítima. Co-produzido por George Martin e pelo Ex-ELO Jeff Lynne (que Macca conheceu nas sessões de Free As A Bird e Real Love, por intermédio de George Harrison), Flaming Pie alterna momentos bem distintos. A pegada Beatle é evidente logo na abertura com a bela “The Songs We Were Singing”, uma das grandes canções de Paul McCartney, em todos os tempos. Ela continua em “Young Boy” e na faixa-título, outra das melhores da carreira do homem. Já “The World Tonight” traz uma guitarra que remete à alguns dos melhores momentos dos Wings, como “Letting Go”. A segunda banda de McCartney também está no clima de mais duas faixas, a soberba “Souvenir” e na acústica “Great Day”. Flaming Pie conta ainda com dois momentos de melancolia pura, em “Calico Skies” e, principalmente, na triste “Somedays”. As duas refletem bem o estado de espírito de Paul na época, com a esposa lutando pela vida e provavelmente resignado com o que estava por vir.

FLOWERS IN THE DIRT (Junho de 1989) – Outro disco marcante na carreira de Paul McCartney, Flowers In The Dirt peca um pouco pelo excesso de produtores (onze ao todo, entre eles Trevor Horn e Phil Ramone) e pela sonoridade por vezes datada. De qualquer forma, o disco traz belas canções, sendo algumas frutos da parceria de Macca com Elvis Costello (a contagiante “My Brave Face” e as baladas “Don´t Be Careless Love” e “You Want Her Too”). Outros grandes momentos ficam por conta de “This One”, “We Got Married” e da tocante “Put It There”, embora o maior destaque seja mesmo “Figure Of Eight”. Este é o primeiro disco de McCartney em sua fase abertamente ecológica, contendo até uma música dedicada à Chico Mendes, o reggae “How Many People”. Celebrado pelos fãs que torceram o nariz para outros trabalhos da década de 1980 (mais notadamente McCartney II e Press To Play), Flowers In The Dirt foi considerado como uma “volta à boa forma”, e empolgou McCartney o bastante para iniciar uma aclamada turnê mundial. Seu recorde de 184 mil pessoas em um único show no Rio de Janeiro, no Estádio do Maracanã, em 1990, é imbatível até hoje.

WINGSPAN (HITS AND HISTORY) (Maio de 2001) – Workaholic como só ele, Paul McCartney compôs mais músicas do que qualquer fã pode imaginar. Muitas delas foram lançadas apenas em formato single, sem sequer aparecerem em álbuns de carreira. Outras, porém, embora tenham ingressado em álbuns de menos destaque, são verdadeiras jóias que não podem ficar de fora do acervo de nenhum admirador. Por isso a inclusão de uma coletânea nesta lista, e neste caso a mais abrangente. Trilha sonora do documentário que aborda os anos de McCartney pós-Beatles, Wingspan traz clássicos de peso como “Live And Let Die” (1973), “Another Day” (1971), “My Love” (1973), “Silly Love Songs” (1976), “Pipes Of Peace” (1983), “Goodnight Tonight” (1979), “Coming Up” (1980), “No More Lonely Nights” (1984), “Girlfriend” (1978), “Waterfalls” (1980) e “Tomorrow” (1971). Obscuridades como a dançante “Daytime Nightime Suffering” (1979) e a power pop “With A Little Luck” (1978) fazem Wingspan valer cada centavo.

PRESS TO PLAY (Setembro de 1986) –
Renegado por muitos, este disco é o patinho feio da discografia de McCartney. Projeto que sofreu com uma série de atrasos em seu lançamento e a saída de um produtor, Press To Play marca a parceria de McCartney com Eric Stewart, do 10-CC. Embora revestidas de arranjos bem à moda pop dos anos 1980, as canções são fortes e com melodias tipicamente associáveis a Paul McCartney. “Move Over Busker”, “Press”, “It´s Not True” e “Footprints” são os melhores exemplos ao lado da belíssima “Only Love Remains”, balada que não fica atrás das mais fortes de Macca. “Good Times Coming/Feel The Sun”, “Talk More Talk” e “Pretty Little Head” também fazem este disco valer ser reavaliado pelos fãs.