sábado, 18 de junho de 2016
Os 10 discos essenciais de Paul McCartney
BAND ON THE RUN (Dezembro de 1973) – Relançado em versão remaster, Band On The Run exala vitalidade até os dias de hoje. Clássicos como a faixa-título, “Let Me Roll It”, “Jet”, “Mrs Vandebilt” e “Nineteen Hundred And Eighty Five” integram o set-list atual dos shows de McCartney. Mas as restantes “Picasso’s Last Words”, “Mamunia”, “Bluebird” e “No Words” nada ficam a dever neste trabalho que nasceu em meio a uma crise. Quinto álbum de Macca pós-Beatles, o então frontman dos Wings viu sua banda perder dois membros, quando o baterista Denny Seiwell e o guitarrista Henry McCullough abandonaram a banda às vésperas da viagem para Lagos, na Nigéria, onde o disco seria gravado. Reduzidos a um trio, Paul, Linda McCartney e Denny Laine produziram sua obra-prima. Essencial não só para fãs do Macca, Band On The Run é obrigatório na discoteca de qualquer apreciador de boa música.
RAM (Maio de 1971) – Segundo trabalho solo de Paul McCartney (embora creditado a ele e Linda), RAM foi gravado em Nova York, para onde Paul rumou em busca de novos ares, após o período de depressão ao qual passou após o fim dos Beatles. Grande parte de suas músicas foram compostas na Escócia durante este período difícil, regado a muito whisky e maconha.Talvez por isso mesmo este seja um dos trabalhos mais belos de Paul, com melodias comoventes em “The Back Seat Of My Car”, “Uncle Albert/Admiral Halsey”, “Heart Of The Country”, “Long Haired Lady” e em “Ram On”. A majestosa “Dear Boy” guarda a polêmica de ser dirigida a John Lennon, fato que o ex-parceiro de Paul não gostou nem um pouco, dando o troco na direta “How Do You Sleep”, do álbum “Imagine”.
TUG OF WAR (Abril de 1982) – Tug Of War é um dos discos mais importantes de Paul McCartney por uma série de fatores. Primeiro por marcar o retorno da parceria com Sir George Martin na produção. Segundo, por trazer convidados de peso, como Stevie Wonder, Carl Perkins e Ringo Starr. Terceiro por ser o primeiro trabalho de Macca após o assassinato de John Lennon, em 1980. A tristeza pela perda do amigo pode ser sentida nos versos da tocante “Here Today”, música que integra o repertório atual de seus shows e que é uma das coisas mais bonitas que ele já fez na carreira. O quarto fator que eleva a importância deste disco é que todas as faixas são de uma qualidade extrema. Desde a belíssima faixa-título, sem parar na transição para “Take It Away” (sua música mais beatle desde 1970), passando pela singela “Somebody Who Cares” e atingindo seu mais ponto alto com a obra-prima “Wanderlust”, música injustamente esquecida de seu repertório. As parcerias rendem ótimos momentos com Perkins (“Get It”) e Wonder (“What’s That You’re Doing” e na clássica “Ebony And Ivory”). Interessante também a influência do então amigo, depois desafeto, Michael Jackson em “Dress Me Up As A Robber”. Obrigatório.
McCARTNEY (Abril de 1970) – Básico, rústico, quase experimental, o primeiro trabalho solo de James Paul McCartney foi massacrado pela crítica quando de seu lançamento, semanas antes de Let It Be, dos Beatles. Para quem esperava um requinte ao estilo de Abbey Road (1969), “McCartney” provou ser exatamente o contrário, gravado quase inteiramente de forma caseira, com todos os instrumentos tocados pelo próprio Paul e trazendo fragmentos de canções inacabadas como faixas. Acontece que o tempo fez jus à beleza do álbum, e é exatamente na simplicidade de canções como “Every Night”, “That Would Be Something”, “Man We Was Lonely” e “Valentine Day” que ela se sustenta. Sem contar que as pérolas “Junk” e “Teddy Boy” foram músicas que por pouco não entraram em discos dos Beatles. “Oo You” e “Momma Miss America” também merecem uma audição bastante atenta, antes do gran finale com “Maybe I´m Amazed”, até hoje um dos maiores clássicos da carreira de McCartney.
VENUS AND MARS (Maio de 1975) – Gravado em New Orleans (EUA), Venus and Mars foi o sucessor de Band On The Run e, se não conseguiu repetir a genialidade deste, fez tanto sucesso quanto o anterior e foi o álbum que deslanchou a primeira grande turnê dos Wings. Faixas inspiradas como o rockaço “Letting Go”, “Rockshow”, “Call Me Back Again”, “Venus And Mars” e o hit “Listen To What The Man Said” garantiram mais um primeiro lugar para Macca nas paradas. Cheio de brindes e adereços (o original vinha com dois posters e cartela de adesivos) o disco traz ainda “Magneto And Tittanium Man” (baseada em personagens da Marvel Comics), “You Gave Me The Answer” (para quem ama o McCartney de “Honey Pie”) e as belíssimas “Love In Song” e “Treat Her Gently/Lonely Old People”.
CHAOS AND CREATION IN THE BACKYARD (Setembro de 2005) – 35 anos após sua partida para carreira-solo, muitos achavam que Paul já tinha dado tudo o que podia em seus discos. De certa forma, nem mesmo alguns de seus fãs esperavam que ele soltasse uma pérola do quilate de Chaos and Creation In The Backyard. Embora seu disco anterior, Driving Rain (2001), tenha sido bastante elogiado mundo afora, ele nem de longe parece com seu sucessor. Produzido por Nigel Godrich (parceiro de nomes como Beck e Radiohead), o disco mais uma vez traz Paul tocando quase todos os instrumentos, e sendo forçado ao máximo a produzir o seu melhor (pressão que gerou atritos com Godrich). E o resultado é excepcional. “Fine Line”, “Too Much Rain”, “How Kind Of You” e “Friends To Go” em nada ficam devendo a faixas de Tug Of War ou RAM. “Riding To Vanity Fair” e “Promise To You Girl” são os pontos mais altos deste disco que traz, declaradamente, a influência brasileira em “A Certain Softness”. Um disco que cresce a cada audição.
FLAMING PIE (Maio de 1997) – Após a segunda onda de Beatlemania que acometeu o mundo na metade da década de 1990, graças ao projeto “The Beatles Anthology”, Paul McCartney pôde, enfim, lançar um disco claramente nostálgico sem se importar com as críticas de que sempre foi vítima. Co-produzido por George Martin e pelo Ex-ELO Jeff Lynne (que Macca conheceu nas sessões de Free As A Bird e Real Love, por intermédio de George Harrison), Flaming Pie alterna momentos bem distintos. A pegada Beatle é evidente logo na abertura com a bela “The Songs We Were Singing”, uma das grandes canções de Paul McCartney, em todos os tempos. Ela continua em “Young Boy” e na faixa-título, outra das melhores da carreira do homem. Já “The World Tonight” traz uma guitarra que remete à alguns dos melhores momentos dos Wings, como “Letting Go”. A segunda banda de McCartney também está no clima de mais duas faixas, a soberba “Souvenir” e na acústica “Great Day”. Flaming Pie conta ainda com dois momentos de melancolia pura, em “Calico Skies” e, principalmente, na triste “Somedays”. As duas refletem bem o estado de espírito de Paul na época, com a esposa lutando pela vida e provavelmente resignado com o que estava por vir.
FLOWERS IN THE DIRT (Junho de 1989) – Outro disco marcante na carreira de Paul McCartney, Flowers In The Dirt peca um pouco pelo excesso de produtores (onze ao todo, entre eles Trevor Horn e Phil Ramone) e pela sonoridade por vezes datada. De qualquer forma, o disco traz belas canções, sendo algumas frutos da parceria de Macca com Elvis Costello (a contagiante “My Brave Face” e as baladas “Don´t Be Careless Love” e “You Want Her Too”). Outros grandes momentos ficam por conta de “This One”, “We Got Married” e da tocante “Put It There”, embora o maior destaque seja mesmo “Figure Of Eight”. Este é o primeiro disco de McCartney em sua fase abertamente ecológica, contendo até uma música dedicada à Chico Mendes, o reggae “How Many People”. Celebrado pelos fãs que torceram o nariz para outros trabalhos da década de 1980 (mais notadamente McCartney II e Press To Play), Flowers In The Dirt foi considerado como uma “volta à boa forma”, e empolgou McCartney o bastante para iniciar uma aclamada turnê mundial. Seu recorde de 184 mil pessoas em um único show no Rio de Janeiro, no Estádio do Maracanã, em 1990, é imbatível até hoje.
WINGSPAN (HITS AND HISTORY) (Maio de 2001) – Workaholic como só ele, Paul McCartney compôs mais músicas do que qualquer fã pode imaginar. Muitas delas foram lançadas apenas em formato single, sem sequer aparecerem em álbuns de carreira. Outras, porém, embora tenham ingressado em álbuns de menos destaque, são verdadeiras jóias que não podem ficar de fora do acervo de nenhum admirador. Por isso a inclusão de uma coletânea nesta lista, e neste caso a mais abrangente. Trilha sonora do documentário que aborda os anos de McCartney pós-Beatles, Wingspan traz clássicos de peso como “Live And Let Die” (1973), “Another Day” (1971), “My Love” (1973), “Silly Love Songs” (1976), “Pipes Of Peace” (1983), “Goodnight Tonight” (1979), “Coming Up” (1980), “No More Lonely Nights” (1984), “Girlfriend” (1978), “Waterfalls” (1980) e “Tomorrow” (1971). Obscuridades como a dançante “Daytime Nightime Suffering” (1979) e a power pop “With A Little Luck” (1978) fazem Wingspan valer cada centavo.
PRESS TO PLAY (Setembro de 1986) – Renegado por muitos, este disco é o patinho feio da discografia de McCartney. Projeto que sofreu com uma série de atrasos em seu lançamento e a saída de um produtor, Press To Play marca a parceria de McCartney com Eric Stewart, do 10-CC. Embora revestidas de arranjos bem à moda pop dos anos 1980, as canções são fortes e com melodias tipicamente associáveis a Paul McCartney. “Move Over Busker”, “Press”, “It´s Not True” e “Footprints” são os melhores exemplos ao lado da belíssima “Only Love Remains”, balada que não fica atrás das mais fortes de Macca. “Good Times Coming/Feel The Sun”, “Talk More Talk” e “Pretty Little Head” também fazem este disco valer ser reavaliado pelos fãs.
sexta-feira, 10 de junho de 2016
James McCartney se recusa a falar sobre o pai em entrevista para a BBC
Se você fosse filho de um beatle, nunca iria se cansar de falar sobre ele, confere? Não é bem assim para James McCartney, filho de Paul McCartney e Linda. Ao participar de uma entrevista na rádio BBC, na primeira tentativa do apresentador Nick Coffer de citar o seu pai famoso, James interrompeu-o abruptamente.
Coffer, entre outras coisas, perguntou se James não se sentia pressionado a seguir os mesmos passos do pai. “Acho que não gostaria de falar sobre minha família, pois é um assunto privado, entende?”. O apresentador ainda tentou argumentar: “Não estou perguntando sobre seu pai. Mas sempre que entrevistamos alguma personalidade, também queremos saber sobre sua história, de como ela chegou aqui”.“Pra mim, é apenas sobre meu álbum, Blackberry Train, é para isso que estou aqui. Estou tentando promover meu álbum de todas as maneiras”, replicou o impaciente McCartneyzinho, ao que o locutor replicou: “Se você quer falar só sobre esse assunto, James, tudo bem, mas acho que nesse caso podemos finalizar a entrevista”. Nesse momento, James desligou, deixando o locutor sozinho no ar.
A entrevista, que chegou a durar pouco menos de 3 minutos, aconteceu no dia 04 de maio e ficou incompleta. Ainda não encontramos o áudio. O novo álbum de James, Blackberry Train, foi lançado dois dias depois, no dia 06.
E você, também estaria de “Saco cheio” de falar do seu pai beatle?
quarta-feira, 8 de junho de 2016
O que há de “Beatles” no novo disco de Eric Clapton
Muito se comentou sobre o I Still Do, novo álbum de Eric Clapton, nas comunidades sobre os Beatles. Segundo afirmações, haveria uma participação póstuma de George Harrison na guitarra e vocal. Bom, Eric Clapton tem negado essa participação, mas mesmo assim, é um disco que vai um pouco além nas referências aos Beatles. Vejamos:
1 – A capa é de Peter Blake, o mesmo autor da famosa capa do Sgt. Pepper’ Lonely Hearts Club Band.
2 – Glyn Johns é o produtor do album. Trata-se do mesmo produtor convocado, em 1970, para aproveitar o que havia de melhor nas gravações do projeto Get Back/Let It Be. Embora tenha feito um bom trabalho, sua seleção foi descartada, ficando o mesmo trabalho a cargo de Phil Spector, que resultou no Let It Be original. Johns também é apontado como o autor do primeiro ‘bootleg’ dos Beatles, chamado Kum Back.
3 – Ainda sobre a participação (ou não) de George Harrison, é um assunto controverso. Clapton vem negando, mas comenta-se também que seria para evitar que tal participação seja o principal foco sobre o álbum. Nos créditos está escrito que “Angelo Mysterioso” canta e toca violão em “I Will Be There”.
4 – Um pouco mais distante, mas também digna de nota é a participação de Henry Spinetti, baterista que tocou no Gone Troppo, álbum de George Harrison, e em dois de Paul McCartney, Ram e Choba B CCCP.
5 – Também merece ser lembrado que o próprio Eric Clapton também é um ‘Beatles related’, já que fez o solo de “While My Guitar Gently Weeps” e também parceiro de George Harrison em tantos projetos, como a turnê pelo Japão (a última do e-beatle). Ah, e pode-se dizer, foi o guitarrista da primeira formação da Plastic Ono Band, de John Lennon.
Acho que é só. Agora, com licença que vou passar o dia ouvindo o I Still Do.
[Colaborou com informações: Luis Pinheiro de Almeida]
Morre a atriz Theresa Saldana, do filme Febre de Juventude
A atriz americana Theresa Saldana, conhecida por sua participação no filme “Touro indomável” (1980) e na série “The Commish”, morreu nesta terça-feira (7) aos 61 anos, informou o jornal “Los Angeles Times”. A causa da morte não foi informada. Theresa ficou conhecida por sobreviver ao ataque de um fã obsessivo em 1982, que a golpeou com uma faca várias vezes em Los Angeles.
Nascida em 1954 em Nova York, a atriz participou de filmes como “Febre de Juventude” (1978), em que faz o papel de uma das garotas que viajam vários quilômetros de carro para ver os Beatles. No final, é barrada no programa Ed Sullivan, mas tem a sorte de dar uma carona para Paul, John, Ringo e George. Além de “Touro Indomável”, o longa de boxe dirigido por Martin Scorsese e estrelado por Robert De Niro. Theresa interpretava a esposa do personagem de Joe Pesci, irmão do protagonista.
Posteriormente, a atriz se dedicou à TV, onde participou de séries como “Carro comando”, “Matlock”, “Cagney & Lacey”, “Falcon Crest” e “MacGyver – Profissão: perigo”. Por “The commish”, foi indicada ao Globo de Ouro. Depois do ataque que sofreu, a Theresa fez campanha para conscientizar à sociedade sobre os riscos de assédio que as celebridades enfrentam.
Nascida em 1954 em Nova York, a atriz participou de filmes como “Febre de Juventude” (1978), em que faz o papel de uma das garotas que viajam vários quilômetros de carro para ver os Beatles. No final, é barrada no programa Ed Sullivan, mas tem a sorte de dar uma carona para Paul, John, Ringo e George. Além de “Touro Indomável”, o longa de boxe dirigido por Martin Scorsese e estrelado por Robert De Niro. Theresa interpretava a esposa do personagem de Joe Pesci, irmão do protagonista.
Posteriormente, a atriz se dedicou à TV, onde participou de séries como “Carro comando”, “Matlock”, “Cagney & Lacey”, “Falcon Crest” e “MacGyver – Profissão: perigo”. Por “The commish”, foi indicada ao Globo de Ouro. Depois do ataque que sofreu, a Theresa fez campanha para conscientizar à sociedade sobre os riscos de assédio que as celebridades enfrentam.
domingo, 5 de junho de 2016
Coachella: o festival dos nossos sonhos vai acontecer mesmo!
Rolling Stones, Paul McCartney, Bob Dylan, Neil Young, The Who e Roger Waters confirmaram presença em um megafestival que ocorrerá em outubro em Coachella, na Califórnia (Estados Unidos), anunciou nesta terça-feira a promotora Goldenvoice Entertainment em comunicado.
O evento, descrito como uma “oportunidade única na vida de ver seis dos artistas mais icônicos e influentes do rock”, vai acontecer entre 7 e 9 de outubro no mesmo lugar onde é celebrado todos os anos o Festival de Coachella, organizado pela mesma empresa.
Dylan e Rolling Stones se apresentarão na sexta-feira à noite, com Paul McCartney e Neil Young vindo ao palco do festival no sábado. Roger Waters e The Who encerram o evento no domingo.
Os ingressos serão colocados à venda no dia 9 de maio, através do site “DesertTrip.com”. Os preços para os três dias de festival variam de US$ 399 e US$ 1.599.
Roger Daltrey, do The Who, afirmou que o evento é uma “ideia fantástica” e que permitirá que os fãs vejam ao vivo “os maiores de nossa era”. Por sua vez, Elliot Roberts, representante de Neil Young, afirmou que será um acontecimento “muito especial”.
“Pode ser que não haja outra ocasião para ver algo assim”, indicou Roberts.
sábado, 4 de junho de 2016
Paul, Ringo, Julian e Sean lamentam a morte de Muhammad Ali
O falecimento da lenda do Boxe Muhammad Ali sensibilizou celebridades de todos os lugares do mundo. Com os Beatles não foi diferente. Eles soltaram notas oficiais através das suas contas oficiais do Twitter.
Paul McCartney foi o que soltou a nota mais comprida e emocionada: “Querido Muhammad Ali. Eu amava esse homem. Ele foi grande desde o primeiro dia que nos encontramos com ele em Miame, e em inúmeras ocasiões em que eu fui até ele através dos anos. Além de ser um grande boxeador, foi um homem bonito, gentil e com senso de humor em que apresentava um grande pacote de cartas no bolso. Não importava em qual ocasião, ele sempre tinha uma carta epra você. O mundo perdeu um homem verdadeiramente grande. Com amor, Paul”.
Já Ringo Starr foi bem mais econômico, como de costume: “Deus abençoe Muhammad Ali. Paz e amor para a sua família”.
Os dois filhos de John Lennon também lamentaram a morte do ídolo. Julian Lennon: “Descanse em Paz Muhammad Ali.. o único… um campeão em muitos níveis. Mando meu coração e orações para a família e amigos”. Já Sean Lennon foi o mais econômico, com um “RIP Muhammad Ali”.
Paul McCartney foi o que soltou a nota mais comprida e emocionada: “Querido Muhammad Ali. Eu amava esse homem. Ele foi grande desde o primeiro dia que nos encontramos com ele em Miame, e em inúmeras ocasiões em que eu fui até ele através dos anos. Além de ser um grande boxeador, foi um homem bonito, gentil e com senso de humor em que apresentava um grande pacote de cartas no bolso. Não importava em qual ocasião, ele sempre tinha uma carta epra você. O mundo perdeu um homem verdadeiramente grande. Com amor, Paul”.
Já Ringo Starr foi bem mais econômico, como de costume: “Deus abençoe Muhammad Ali. Paz e amor para a sua família”.
Os dois filhos de John Lennon também lamentaram a morte do ídolo. Julian Lennon: “Descanse em Paz Muhammad Ali.. o único… um campeão em muitos níveis. Mando meu coração e orações para a família e amigos”. Já Sean Lennon foi o mais econômico, com um “RIP Muhammad Ali”.
O dia em que Muhammad Ali “nocauteou” os Beatles
O lendário ex-campeão mundial de boxe, na categoria de pesos pesados, Muhammad Ali, morreu na sexta-feira aos 74 anos, num hospital em Phoenix, no estado do Arizona, nos Estados Unidos. Segundo a família, em nota oficial, “Depois de um combate de 32 anos contra a doença de Parkinson, Muhammad Ali morreu, aos 74 anos de idade”. Ele foi campeão mundial em 1964, 1974 e 1978. Mas você sabia que naquele mesmo ano (1964) ele teve um encontro histórico com os Beatles? Aconteceu em 18 de fevereiro de 1964 e o episódio é verbete no livro Diário dos Beatles:
Em seu dia de folga, os Beatles, provavelmente instigados por Paul, quiseram visitar Cassius Clay, no ginásio de treinamento onde ele estava se preparando para a revanche contra o campeão Sonny Liston. Os fotógrafos enlouqueceram quando o ex-campeão dos pesos-pesados levantou Ringo Starr como se este fosse leve como uma pluma.
Nessa sessão fotográfica foram feitas centenas de fotos, entre as quais as mais famosas são as que mostram ele “nocauteando” os Beatles. Posteriormente, Cassius Clay mudaria seu nome, em dedicação à religião muçulmana. Hoje o mundo se despede desse grande campeão, o maior que o mundo já teve. Descanse Em Paz, Muhammad Ali.








