Mesmo depois de tanto tempo que nos deixou, John Lennon permanece vivo através de sua obra, que continua sendo executada, regravada e disseminada mundo afora. No Brasil, a música mais tocada de John nos últimos cinco anos é “Imagine”, seguida por “Woman”, “Hey Jude”, “Yesterday” e “Help”. Os dados são do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) e consideram as execuções em rádios, Carnaval, Festa Junina, Música ao Vivo, Shows e Casas de Festas.
Observação: o ECAD não considera quem foi o REAL compositor das músicas, e sim a quem são creditadas e a quem são pagos os direitos autorais. Daí a menção a “Yesterday” e “Hey Jude” (ambas da dupla Lennon/McCartney).
sábado, 5 de dezembro de 2015
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Veja as exigências de Paul McCartney para show
A edição argentina da revista Rolling Stone divulgou qual seria a lista de exigências do cantor Paul McCartney, que deve se apresentar em Cariacica, no estádio Kleber Andrade, no dia 10 de novembro.
Como adiantando pelo jornal online Folha Vitória, o astro não deve comer o prato mais tradicional da culinária capixaba: a moqueca. Isso porque o ex-Beatle é vegano, ou seja, ele não só não come nada de origem animal, como também não usa nenhum produto que venha de bichos, como casacos, bolsas, couro…
De acordo com a publicação argentina, o camarim deve ser retangular e ter no piso um carpete de madeira. É necessário um telefone para chamadas internacionais além de conexão à internet e três mesas de oito pés.
Já no cardápio, não são permitidas comidas com produtos animais e há muitas frutas e bebidas saudáveis, como leite de soja. O astro não dispensa, porém, um bom whisky, garrafas de Johnny Walker Red Label, Gin e Cointreau devem estar no camarim.
As exigências de Paul McCartney:
>> Uma cadeira
>> Dois abajours
>> Duas latas de lixo
>> Banheiro com vaso sanitário e pia com água quente e fria
>> Papel higiênico suave e sabonete
>> Espaço que tenha bom aquecimento e ar condicionado
>> Todas as mesas devem estar cobertas com toalhas
>> Uma geladeira
>> 12 cervejas Corona
>> 1 garrafa grande de Canada Dry
>> 1 garrafa de Cointreau
>> 1 garrafa de tequila Patron Silver
>> 1 garrafa de Johnny Walker Red Label
>> 1 garrafa de licor cítrico Triple Sec
>> 1 garrafa de vodka Grey Goose
>> 1 garrafa de Gin
>> 2 garrafas de vinho tinto (Margaux)
>> 2 garrafas de vinho branco (Burdeos)
>> Chá e café
>> 1 chaleira
>> 1 coador
>> 1 litro de leite de soja
>> Mel orgânico
>> Gengibre francês e limões frescos
>> 1 garrafa de água sem gás
>> 12 garrafas de água Fiji
>> Frutas orgânicas
>> Seleção de frutas secas orgânicas
>> Flocos de milho orgânico
>> Tablete de vitaminas, tipo Berocca
>> 4 bagels
>> 1 manteiga
Como adiantando pelo jornal online Folha Vitória, o astro não deve comer o prato mais tradicional da culinária capixaba: a moqueca. Isso porque o ex-Beatle é vegano, ou seja, ele não só não come nada de origem animal, como também não usa nenhum produto que venha de bichos, como casacos, bolsas, couro…
De acordo com a publicação argentina, o camarim deve ser retangular e ter no piso um carpete de madeira. É necessário um telefone para chamadas internacionais além de conexão à internet e três mesas de oito pés.
Já no cardápio, não são permitidas comidas com produtos animais e há muitas frutas e bebidas saudáveis, como leite de soja. O astro não dispensa, porém, um bom whisky, garrafas de Johnny Walker Red Label, Gin e Cointreau devem estar no camarim.
As exigências de Paul McCartney:
>> Uma cadeira
>> Dois abajours
>> Duas latas de lixo
>> Banheiro com vaso sanitário e pia com água quente e fria
>> Papel higiênico suave e sabonete
>> Espaço que tenha bom aquecimento e ar condicionado
>> Todas as mesas devem estar cobertas com toalhas
>> Uma geladeira
>> 12 cervejas Corona
>> 1 garrafa grande de Canada Dry
>> 1 garrafa de Cointreau
>> 1 garrafa de tequila Patron Silver
>> 1 garrafa de Johnny Walker Red Label
>> 1 garrafa de licor cítrico Triple Sec
>> 1 garrafa de vodka Grey Goose
>> 1 garrafa de Gin
>> 2 garrafas de vinho tinto (Margaux)
>> 2 garrafas de vinho branco (Burdeos)
>> Chá e café
>> 1 chaleira
>> 1 coador
>> 1 litro de leite de soja
>> Mel orgânico
>> Gengibre francês e limões frescos
>> 1 garrafa de água sem gás
>> 12 garrafas de água Fiji
>> Frutas orgânicas
>> Seleção de frutas secas orgânicas
>> Flocos de milho orgânico
>> Tablete de vitaminas, tipo Berocca
>> 4 bagels
>> 1 manteiga
sábado, 30 de agosto de 2014
Irmã de George Harrison se encontra com Paul McCartney nos EUA
Louise Harrison, irmã mais velha de George Harrison, se encontrou com Paul McCartney novamente, no backstage do show de San Diego, EUA. Na sala também estavam a Laura, irmã de Linda McCartney e o ex-guitarrista dos Wings, Laurence Juber. A foto é do músico Marty Scott, que também presenciou esse agradável momento na história dos Beatles.
Curiosidade: George Harrison foi o primeiro beatle a visitar os Estados Unidos, um ano antes da banda conquistar a América, justamente para visitar a irmã Louise, que morava nos EUA.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Paul McCartney por pouco não se envolve em um acidente aéreo
Foi por pouco que o helicóptero onde Paul McCartney e Nancy Shevell, seguiam, não caiu. Ambos voltavam de Londres, onde prestigiaram o lançamento de um livro de receitas vegetarianas escrito por Stella, quando o incidente aconteceu.
A investigação concluiu que o helicóptero bateu em várias árvores, quando sobrevoavam a sua mansão em East Sussex, no Reino Unido. Nem o piloto nem o copiloto ouviram o aviso sonoro que indicava que estavam a aproximar-se de um obstáculo.
À chegada ao heliporto, o piloto cometeu mais um erro, tendo acendido as luzes erradas, que desligou de seguida. Percebendo que não era seguro aterrar, devido à chuva que caiu, o piloto tentou outra abordagem. A aterragem só foi feita em segurança no Aeroporto de Lydd, a 15 quilómetros de distância.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
O dia em que George Harrison se vingou de Eric Clapton
Por Amanda Perthen
(Tradução: Alessandra Mota)
Autobiografia de Pattie Boyd revela como ela deixou George Harrison para ficar com Eric Clapton. Agora, a ex de Clapton, Lory Del Santo, fala pela primeira vez como ela e Harrison tiveram a sua vez… com um caso amoroso de três dias.
A modelo Lory Del Santo disse como ela teve um caso com George Harrison para que pudessem se vingar de seu parceiro mulherengo Eric Clapton. Ela diz que eles secretamente se encontraram em Hiroshima, no Japão, em dezembro de 1991, quando Harrison e Clapton estavam tocando juntos em turnê, e passaram três dias apaixonados por trás das portas trancadas na suite de luxo de Harrison no Plaza Sun Hotel. Lory descreve-o como um ato de “doce vingança”, porque Clapton ‘roubou’ a esposa de Harrison, Pattie Boyd apenas quatro anos após o beatle ter se casado com ela nos anos sessenta.
A modelo italiana, que se tornou apresentadora de TV, diz que ela também queria vingança, porque Clapton tinha efetivamente “dado um gelo” nela, após a trágica morte de seu filho Conor, de quatro anos de idade. A incrível história de Pattie, de como Clapton a seduziu, foi revelada em sua autobiografia, lançada há alguns anos. A lenda do rock era tão obcecado por ela que ele disse abertamente a Harrison: “Eu tenho que te dizer, cara, eu estou apaixonado por sua esposa”, então passou a roubá-la, tendo escrito “Layla”, canção clássica, em sua homenagem.
Agora, em uma reviravolta surpreendente, Lory descreveu como Harrison teve sua vingança por convidá-la para sua suíte pelas costas de Clapton. Foi um momento agridoce para os dois, ambos tinham sofrido nas mãos de Clapton. Harrison tinha perdido Pattie, enquanto Lory teve de lidar com a morte de seu filho sozinha, porque Clapton se recusou a falar sobre isso.
Em uma entrevista com o aclamado jornalista Daphne Barak, Lory disse: “Foi incrível … tivemos muito para falar. Eu nunca vou esquecer aquele tempo. As lembranças daqueles três dias.. ainda estão comigo”. Harrison ainda estava sofrendo a perseguição desavergonhada de Clapton à sua esposa, e aproveitou a oportunidade para questionar a Lory sobre o jeito mulherengo do astro do rock.
Como o casal relaxou na suíte de Harrison, eles discutiram o efeito devastador que Clapton teve na vida de ambos.
O encontro aconteceu três meses depois do pequeno Conor cair da janela do apartamento do casal no 53º andar em Nova York, quando Lory deu as costas por apenas alguns segundos. A tragédia dilacerou o casal e eles se separaram pouco tempo depois.Lory diz: “Com Eric, eu não podia falar. Ele sempre foi muito distante, ainda pior depois [da morte] de Conor, eu não estava dormindo com Eric na época”. Questionada se o encontro foi “para descontar” por Clapton ter roubado a esposa de Harrison, Lory disse: “Poderia ter começado como um dia de “dar o troco”. “Ele provavelmente teve a vingança em sua mente, mas eu também tive. Nós dois estávamos feridos, irritados com Eric. Mas o que pode ter começado como uma vingança se tornou tão especial. Eu percebi, ‘Wow! George Harrison realmente gosta de mim! E eu gosto muito dele! Ele era uma pessoa muito tranquila, se importava se eu comia, me deixou falar. Ele se preocupava com o que eu tinha a dizer. O tempo simplesmente voou”.
Lory, 46, diz: “Foi tão particular … tão especial. Ele fez um monte de perguntas sobre Eric. Ele precisava saber. E eu precisava falar. Ele era tão doce. Ele foi muito atencioso. Não foi só sexo”. Mais tarde, Harrison conseguiu que a piscina de natação olímpica do hotel fosse fechada para que o casal pudesse tê-la só para si. “Na piscina, ele foi tão doce. Continuou massageando meus pés”, diz Lory.
Clapton nunca descobriu a ligação. “Não é que George e eu estávamos escondendo”, diz Lory. “Mas nós passamos muito tempo na suite superior. Queríamos ter um tempo só pra nós. Eu não quis contar para o Eric ou falar sobre isso. Eu não quis estragar o momento”. O casal partiu com Harrison oferecendo uma despedida romântica. Lory revela: “Ele fez tudo com perfeição. Me chamou e disse: ‘Eu espero vê-la’. Mas eu sabia que nunca veríamos um ao outro. Tenho certeza que ele sabia. Ele me disse: ‘Você é tão doce. Não posso acreditar que um homem nunca iria querer estar com você para sempre'”. Perguntado por Ms Barak se ela se arrependeu, Lory respondeu: “Às vezes, mas lá em Hiroshima foi um momento perfeito para nós.”
Lory nasceu em uma família católica estrita. Seu pai morreu jovem e sua mãe trabalhava longas horas para fazer face às despesas. Mas Lory tinha ambições e perseguiu uma carreira dupla de modelagem e apresentação de TV. Ela ainda é uma apresentadora da TV italiana, dirige uma academia e apartamentos em Milão. Tem um filho de 13 anos, Devin, com o empresário Silvio Milan Sardi, de quem ela está agora separada.
(Tradução: Alessandra Mota)
Autobiografia de Pattie Boyd revela como ela deixou George Harrison para ficar com Eric Clapton. Agora, a ex de Clapton, Lory Del Santo, fala pela primeira vez como ela e Harrison tiveram a sua vez… com um caso amoroso de três dias.
A modelo Lory Del Santo disse como ela teve um caso com George Harrison para que pudessem se vingar de seu parceiro mulherengo Eric Clapton. Ela diz que eles secretamente se encontraram em Hiroshima, no Japão, em dezembro de 1991, quando Harrison e Clapton estavam tocando juntos em turnê, e passaram três dias apaixonados por trás das portas trancadas na suite de luxo de Harrison no Plaza Sun Hotel. Lory descreve-o como um ato de “doce vingança”, porque Clapton ‘roubou’ a esposa de Harrison, Pattie Boyd apenas quatro anos após o beatle ter se casado com ela nos anos sessenta.
A modelo italiana, que se tornou apresentadora de TV, diz que ela também queria vingança, porque Clapton tinha efetivamente “dado um gelo” nela, após a trágica morte de seu filho Conor, de quatro anos de idade. A incrível história de Pattie, de como Clapton a seduziu, foi revelada em sua autobiografia, lançada há alguns anos. A lenda do rock era tão obcecado por ela que ele disse abertamente a Harrison: “Eu tenho que te dizer, cara, eu estou apaixonado por sua esposa”, então passou a roubá-la, tendo escrito “Layla”, canção clássica, em sua homenagem.
Agora, em uma reviravolta surpreendente, Lory descreveu como Harrison teve sua vingança por convidá-la para sua suíte pelas costas de Clapton. Foi um momento agridoce para os dois, ambos tinham sofrido nas mãos de Clapton. Harrison tinha perdido Pattie, enquanto Lory teve de lidar com a morte de seu filho sozinha, porque Clapton se recusou a falar sobre isso.
Em uma entrevista com o aclamado jornalista Daphne Barak, Lory disse: “Foi incrível … tivemos muito para falar. Eu nunca vou esquecer aquele tempo. As lembranças daqueles três dias.. ainda estão comigo”. Harrison ainda estava sofrendo a perseguição desavergonhada de Clapton à sua esposa, e aproveitou a oportunidade para questionar a Lory sobre o jeito mulherengo do astro do rock.
Como o casal relaxou na suíte de Harrison, eles discutiram o efeito devastador que Clapton teve na vida de ambos.
O encontro aconteceu três meses depois do pequeno Conor cair da janela do apartamento do casal no 53º andar em Nova York, quando Lory deu as costas por apenas alguns segundos. A tragédia dilacerou o casal e eles se separaram pouco tempo depois.Lory diz: “Com Eric, eu não podia falar. Ele sempre foi muito distante, ainda pior depois [da morte] de Conor, eu não estava dormindo com Eric na época”. Questionada se o encontro foi “para descontar” por Clapton ter roubado a esposa de Harrison, Lory disse: “Poderia ter começado como um dia de “dar o troco”. “Ele provavelmente teve a vingança em sua mente, mas eu também tive. Nós dois estávamos feridos, irritados com Eric. Mas o que pode ter começado como uma vingança se tornou tão especial. Eu percebi, ‘Wow! George Harrison realmente gosta de mim! E eu gosto muito dele! Ele era uma pessoa muito tranquila, se importava se eu comia, me deixou falar. Ele se preocupava com o que eu tinha a dizer. O tempo simplesmente voou”.
Lory, 46, diz: “Foi tão particular … tão especial. Ele fez um monte de perguntas sobre Eric. Ele precisava saber. E eu precisava falar. Ele era tão doce. Ele foi muito atencioso. Não foi só sexo”. Mais tarde, Harrison conseguiu que a piscina de natação olímpica do hotel fosse fechada para que o casal pudesse tê-la só para si. “Na piscina, ele foi tão doce. Continuou massageando meus pés”, diz Lory.
Clapton nunca descobriu a ligação. “Não é que George e eu estávamos escondendo”, diz Lory. “Mas nós passamos muito tempo na suite superior. Queríamos ter um tempo só pra nós. Eu não quis contar para o Eric ou falar sobre isso. Eu não quis estragar o momento”. O casal partiu com Harrison oferecendo uma despedida romântica. Lory revela: “Ele fez tudo com perfeição. Me chamou e disse: ‘Eu espero vê-la’. Mas eu sabia que nunca veríamos um ao outro. Tenho certeza que ele sabia. Ele me disse: ‘Você é tão doce. Não posso acreditar que um homem nunca iria querer estar com você para sempre'”. Perguntado por Ms Barak se ela se arrependeu, Lory respondeu: “Às vezes, mas lá em Hiroshima foi um momento perfeito para nós.”
Lory nasceu em uma família católica estrita. Seu pai morreu jovem e sua mãe trabalhava longas horas para fazer face às despesas. Mas Lory tinha ambições e perseguiu uma carreira dupla de modelagem e apresentação de TV. Ela ainda é uma apresentadora da TV italiana, dirige uma academia e apartamentos em Milão. Tem um filho de 13 anos, Devin, com o empresário Silvio Milan Sardi, de quem ela está agora separada.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Entrevista: May Pang fala sobre seu relacionamento com John Lennon
John Lennon foi assassinado por uma arma de fogo disparada por um infeliz débil mental, em 8 de dezembro de 1980, na entrada de seu prédio em Nova York. Desde sua trágica morte, muitos boatos e especulações têm surgido sobre sua vida e sua música. Não é segredo que a viúva de John, Yoko Ono, tem agüentado tanto elogios quanto críticas por sua parte na trajetória dos Beatles. Entretanto, outro aspecto muito importante da história de Lennon costuma passar batido. Eu falo da "outra" mulher... May Pang.Pang teve um relacionamento de dois anos com o amado Beatle. O casal permaneceu íntimo até a morte dele. Entretanto, Yoko, ao lado de vários historiadores do rock, tem deliberadamente tentado alterar a história, e eliminar qualquer registro do envolvimento de May com John.
Ironicamente, foi a própria Yoko quem escolheu Pang como a "companhia ideal" para o marido. Pang era uma mulher atraente que havia trabalhado como secretária pessoal dos dois. Mas para Yoko o tiro saiu pela culatra quando Pang e John se apaixonaram e foram embora juntos.
Infelizmente para Pang, o relacionamento acabou quando, em 1975, John voltou para sua mulher. Ela acabou se casando e depois divorciando do produtor Tony Visconti, com quem teve dois filhos. Atualmente, ela está desenvolvendo uma retrospectiva radiofônica, cujo nome provisório é "May Remembers", está reunindo suas fotos e memórias de John Lennon para uma exposição, e acaba de lançar sua linha de jóias chamada May Pang Feng Shui Jewelry Collection.
Por onde começamos?
Boa pergunta! Muita gente quer saber como John Lennon era como pessoa, e muitas mulheres querem saber como ele era na cama!
Podemos partir por aí ou pegar um pouco mais leve. O que você prefere?
(Risadas) Lembre-se, ele foi o primeiro cara com quem morei.
Ok, vamos pegar leve.
O que as pessoas não conseguem entender é que eu tive um relacionamento com John que atravessou mais de dez anos.
Mas o próprio John Lennon chamou o relacionamento de vocês de "Final de semana perdido". Deve ter sido um inferno de final de semana.
Isso veio daquele filme, "The Lost Weekend". Ele era um grande fã de cinema. Pediram que ele desse uma declaração sobre seu retorno ao Dakota, e esta foi a frase-conceito que ele soltou. Ele não poderia mesmo dizer que foi o melhor período da sua vida! (Risadas)
Você fala do tempo em que ele passou com você?
Sim. Ele me contou antes que estava chamando nossos dois anos juntos de "Final de semana perdido", assim eu poderia me preparar para ler isso na imprensa. Então quem não tivesse ouvido isso de mim antes diria: "por que ela anda espalhando isso já que durou apenas um final de semana?". Obviamente, esta é uma ideia errada. As pessoas não entenderam porque eu escreveria um livro baseado apenas em um final de semana. Mas elas não sabiam a verdadeira história.E qual é a verdadeira história?
Eu morei com John Lennon por quase dois anos, e, sobretudo, tivemos uma relação de dez anos juntos. Por alguma razão, as pessoas ficam abismadas com isso.
John estava casado com Yoko Ono durante os anos em que você diz ter estado com ele.
Não é nenhuma "conversa" e sim um fato. Até Yoko já falou sobre isso. Na época em que estávamos juntos, ele estava separado dela.
Um dia Yoko te puxou pelo braço e disse "John e eu estamos passando por problemas conjugais. Por isso eu quero que ele fique com você um tempo". Verdade ou lenda?
Bem, você simplificou a coisa. Era 9h30 da manhã. Eu estava preparando tudo para mais um dia de trabalho, antes que todos chegassem ao escritório. Yoko veio a mim e disse: "você sabe que John e eu já não estamos mais tão juntos. E você também sabe que assim ele vai começar a ver outras pessoas. Eu sei que você não tem namorado". Eu então olhei pra ela e disse: "o quê? Eu não estou interessada!". Mas Yoko falou: "Sei que você não está atrás dele, mas acho que você precisa de um namorado e que deveria sair com ele".
Assim parece divertido.
Não! Não! Eu não o queria. Mas Yoko disse: "eu acho que você deveria sair com John e você VAI". E aí ela saiu da sala. Fiquei lá sentada pensando: "o que aconteceu?". John depois me disse que Yoko foi até o banheiro onde ele estava se barbeando e disse: "resolvi tudo pra você, já pode sair com May Pang". John me disse que quase abriu um corte na garganta! Ele falou para Yoko: "como sabe que eu gosto dela?". E ela: "bem, eu sei". E foi assim.
Então onde as coisas deram errado?
Yoko achava que tudo ia durar apenas umas duas semanas, e que as coisas voltariam logo ao normal. Ela pensou que eu seria só uma foda rápida e que não passaria disso. Obviamente, eu fui escolhida a dedo por ser quieta, uma pessoa dócil! Mas o que Yoko não contava era que John e eu nos apaixonaríamos.
Foi um jogo de risco para Yoko.
Também acho! Mas ela sabia que eu não tinha interesse, assim ela sentiu que estava segura. Mas levou um tempo para eu me apaixonar por John.
Eu suponho que a maior estrela do rock mundial era uma pessoa difícil de se conviver. Como era o relacionamento de vocês dois?
Ele não era nada difícil. As pessoas escreveram muitas coisas sobre ele que não são verdade.
Eu li que John Lennon precisava ser controlado; que ele precisava de uma espécie de babá.
John foi criado por sua tia Mimi, que era uma mulher extremamente controladora. Ele lutou contra isso o máximo possível. Ele precisava que mostrassem a ele como fazer as coisas simples da vida, porque era um prisioneiro de sua própria fama de Beatle... tudo estava sempre pronto pra ele. Tivemos um relacionamento de respeito mútuo com muitos interesses em comum. Música... rock and roll era nosso grande território em comum. Foi o que moldou a vida dele, assim como a minha.
John era um bêbado chato?
Esse assunto outra vez. Todo mundo acha que ele estava sempre bebendo. Mas não era assim. As coisas doidas que você leu sobre as bebedeiras de John aconteceram apenas duas ou três vezes. Foi tudo. Mas a imprensa continua arrastando isso porque esta é a maneira que as pessoas queriam vê-lo na época. Olhe para os dois anos em que estivemos juntos. Ele se dedicou mais às suas músicas do que em qualquer outro período de sua carreira solo. Se ele estivesse bêbado e chapado o tempo todo, como ele trabalharia nas músicas? Por falar nisso, as drogas não eram algo que ele usava diariamente. Os amigos apareciam e dividiam o que tinham com ele, mas não era uma coisa que ele fazia questão de ter.
Foi dito que durante as gravações de Wall and Bridges John estava bêbado todo o tempo.
Algumas pessoas gostam de pensar nele como um bêbado miserável. Mas ele não era - e especialmente quando estava gravando um álbum. Confie em mim, se John bebesse como as pessoas falam, ele não conseguiria trabalhar. Ele trabalhava duro quando estava fazendo sua música. Era muito sério sobre seu tempo no estúdio. Sem drogas, sem bebida. Quando John marcava o estúdio para as 7 da manhã, ele queria dizer 7 da manhã e não 7h15. Depois que tudo terminasse, ele poderia acender um baseado para relaxar e ouvir as gravações do dia.
John não se achava um bom cantor. Ele chegou a conversar com você sobre isso?
É verdade. Eu estava sempre dizendo que ele era um grande cantor. Ele me perguntava o tempo todo se suas composições estavam ok ou se sua voz estava ok. Costumava ser muito inseguro. Lembre-se, ele era um ser humano. Ainda era alguém que tinha muitas inseguranças. Eu estava sempre lá para levantar sua moral. Mas ele era um gênio. Podia escrever palavras simples como "eu te amo" e transformá-las em algo muito especial.
Você o viu compor canções?
Sim. Sempre me perguntam isso. As pessoas querem saber se eu estava perto quando John escrevia suas músicas. Eu o vi escrever canções muitas vezes. As letras simplesmente saiam. Ele tinha aquele talento natural.
Descreva um dia típico na vida de John Lennon.
Nós gostávamos de visitar amigos nos Hamptons e coisas assim. Curtíamos nadar, sair de barco, caminhar e ir ao cinema. Seu filho Julian estava muito com a gente durante aqueles anos. Costumávamos planejar as coisas de acordo com o que acontecia ao nosso redor no momento. O dia começava para John por volta das 11 da manhã - com uma xícara de café e seu exemplar do New York Times.
Então se John era feliz e tão criativo com você, por que ele não deixou Yoko e casou contigo?
Isso é muito difícil de se explicar.
Eu li uma declaração sua onde você acusava Yoko de hipnotizá-lo para te deixar.
Ele teve problemas para cantar por causa do cigarro. Não conseguia segurar a afinação e faltava fôlego. Eu odiava que ele fumasse e queria que parasse. Hoje as pessoas acham que Yoko não estava por perto quando John estava comigo, mas eu posso afirmar que o telefone tocava até 20 vezes por dia. Nunca houve um momento onde ela não tentou trazer John de volta. No início ele se sentiu culpado. Culpado por estar tão feliz e ela talvez não. Então, poucos meses depois de ficarmos juntos, Yoko o quis de volta e ele não voltou.
Você se refere ao boato que diz que Yoko o hipnotizou para abandonar você?
As pessoas não vão acreditar nisso. Mas quando John contou a Yoko que queria parar de fumar, ela ligou algumas semanas depois e disse que tinha uma ótima maneira para ele largar o cigarro. Mas ela não contaria por telefone. Disse que ele deveria procurá-la e que seria ótimo. Ela era uma fumante compulsiva e disse que conseguiu parar, e que ele também poderia. Senti-me muito desconfortável sobre isso. Nós até brigamos. John disse: "você quer que eu pare de fumar, não quer? Deixe-me tentar o método de Yoko e estarei em casa em tempo para sairmos para jantar. Vamos para onde você quiser". Ele queria estar comigo para planejar uma visita a Paul e Linda em New Orleans. Ele queria compor com Paul novamente. Teria sido legal, não? Então ele foi e eu não soube de mais nada dele. Tentei ligar para o apartamento, mas não me deixaram falar com ele. Yoko só dizia que ele estava dormindo. Disse que ele passou por uma sessão de hipnose, vomitou bastante e estava esgotado. Finalmente, quando eu o vi, ele disse que "tinha permissão para retornar ao Dakota". Eu disse: "permissão? E como isso afeta você e eu?" E ele: "Yoko disse que seria bom para meu processo de imigração e que eu poderia continuar vendo você". Pelos cinco anos seguintes Yoko tentou me apagar da vida de John. Mas ela não conseguiu. Ele continuou me telefonando.Assim parece que John gostou da situação. Você concordou em dividi-lo com Yoko?
Não. Como se pode dividir alguém que se ama? E se você realmente parar para pensar... foi Yoko quem quis comer seu pedaço do bolo também. Na verdade, Yoko certa vez sugeriu que alugássemos um apartamento no Dakota, assim pareceria que John não havia saído de casa... mas nós achamos que quase uma consolação. John e eu nos vimos ou nos falamos até o ano de sua morte. Ainda éramos amigos e ainda nos amávamos. A única razão pelo qual nosso relacionamento terminou é o fato de ele não estar mais aqui.
Se John não tivesse sido assassinado, você acha que ele teria se divorciado de Yoko e casado com você?
Quem sabe o que poderia ter acontecido? É uma situação complicada. Muita gente vai acreditar o que quiser. Só eu sei o que rolou entre John e eu.
Você escreveu um livro chamado Loving John. Na verdade, você atualizou o livro desde a primeira publicação. Ainda há mais para contar?
Claro. Muita coisa foi deixada de fora.
Por que deixar fatos desconhecidos a esta altura?
Não deixei. Foi o editor. Eu contei a história inteira, mas eles apenas publicaram trechos do que escrevi.
Conte uma história sobre John que ninguém mais sabe ou que não tenha escrita.
Existem muitas. Eu acho que a coisa mais interessante que as pessoas deveriam saber é que John e eu estávamos planejando ir a New Orleans para visitar Paul. Ele queria compor com Paul novamente. John me perguntou se eu achava uma boa ideia. Dá pra imaginar?
Sem trocadilhos aí.
(Risadas) O que as pessoas não sabem é que Paul era um assíduo visitante em nossa casa. Quaisquer problemas que Paul e John tiveram sobre negócios acabaram. O lance sobre eles, e digo isso sobre todos os quatro, é que eram irmãos de verdade. Eles podem dizer o que quiserem um sobre o outro, mas qualquer outra pessoa é proibida de falar mal sobre eles. Eles eram assim.
Diga-me a primeira coisa que vem na sua cabeça: John Lennon.
O homem mais influente na minha vida.
Paul McCartney.
Uma das metades da maior parceria do nosso tempo.Ringo Starr.
Meu primeiro Beatle preferido.
George Harrison.
Um homem amável e sereno que eu tive o prazer de conhecer.
Yoko foi acusada de ser a culpada pela separação dos Beatles. Foi mesmo culpa dela ou deles mesmos?
Com toda justiça, acho que eles teriam se separado de qualquer jeito. Eles já estavam no limite. Eu só acho que Yoko acelerou o processo. Acho que o fim chegou mais rápido do que o previsto.
Foi culpa de Yoko?
Eu acho que ela teve sua culpa. Quanto? Eu não sei dizer.
Qual sua opinião sobre ela?
(Longa pausa) Acho que é melhor guardar isso pra mim.
Você não acha mesmo que eu vou te deixar fugir com essa resposta, acha?
Eu só posso dizer que não tenho contato algum com ela. No momento existem muitas outras coisas acontecendo. Assim, eu preciso me concentrar nisso. São coisas que vão me afetar direta ou indiretamente muito em breve. Há um futuro musical da Broadway chamado Lennon - The Musical. Yoko está liberando 25 músicas para o show, mas qualquer menção ao meu nome caiu fora, pelo que sei. Eu já esperava por isso? Sim. Eu fui apagada. O que eu adoraria que os leitores soubessem é que o tempo que passei com John foi o mais produtivo e criativo de sua carreira solo. Sou feliz por ter sido uma influência positiva para ele.
Então como Yoko pode sair apagando você dos livros de história, como você diz?
Porque ela era a esposa. Esta não é a primeira vez que isto acontece com alguém... mas comigo sei que a verdade vai prevalecer, e até já começou.
Mas história é história.
Eu sei disso. É por isso que estou aqui. Pra falar sobre a minha história. Isso é algo que ninguém pode deixar de lado. Não importa o que dizem ou de que lado você está. Embora Yoko esteja tentando mudar a história... ela tem subsídios para fazer isso. Veja, você imagina quantas pessoas acham que é a voz de Yoko cantando em "Number 9 Dream", quando na verdade é a minha?
Ela diz ser a voz em "Number 9 Dream"?
Vamos dizer assim, ela não diz. Isso na verdade é muito engraçado. Ela lançou um DVD com todos os clips de Lennon. Considere o fato de que não existem realmente vídeos feitos para as músicas. Estas músicas foram feitas antes da MTV. Ela incluiu a música "Number 9 Dream" no DVD e preparou um clip. Bem, durante a parte onde eu chamo o nome de John, ela se colocou no vídeo dublando a palavra "John". Então se você não sabe que faço parte do processo, você pensa que é a voz de Yoko na canção... claro. Tudo porque você nunca ouviu outra voz de mulher nas músicas dele além da dela.Então Yoko quer manter você fora de tudo... literalmente.
Isso aí. Conhece aquela famosa imagem de John usando a camisa de New York City? Aquela onde ele está realmente bonito?
Eu acho que muita gente conhece aquela foto.
Foi tirada na nossa cobertura quando estávamos morando juntos. Uma foto conta milhões de histórias. De fato, pretendo fazer uma exposição de fotografias de John e eu em casa. Será uma homenagem ao tempo em que vivemos juntos.
Estou certa de que Yoko vai tremer. Já que estamos falando de Yoko, qual sua opinião sobre a música dela?
Ela não faz o meu gênero. São apenas gritos e coisas assim. Em seu álbum Fly, ela tentou ser Elvis em algumas faixas. Mas seu jeito de cantar e compor não faz o meu gênero. Eu gosto é de rock and roll.
Você acha que John teria gostado da música de hoje?
Eu acho que ele escutaria. Mas ele ainda estaria fazendo seu próprio trabalho. Pegaria alguns elementos das músicas de hoje e criaria seu próprio estilo.
É verdade que você era gamada por Ringo antes de conhecer John?
(Risadas) John uma vez me perguntou quem era meu Beatle preferido, e eu disse "Ringo!". Ele me pegou de surpresa! Eu provavelmente deveria ter dito: "não, você sempre foi o meu favorito, John!". Lembro de uma vez em que John chamou Ringo e cochichou no ouvido dele: "você era o queridinho dela". Mas John sempre foi o melhor compositor do grupo.
John não escreveu uma música pra você?
Sim, ela se chama "Surprise, Surprise (Sweet Bird of Paradox)". O disco inteiro ("Walls and Bridges") foi o nosso álbum. Foi a primeira vez que ele teve um álbum no topo da parada com um compacto também número 1 em toda a sua vida. Então pra mim foi muito especial. Além de cantar nele, também fui a coordenadora de produção. Ele até me deu um disco de ouro.
Qual foi sua primeira reação quando soube da morte de John?
Senti-me como se estivesse afundando. Não existem palavras para descrever. Foi como se uma bola de aço tivesse caído direto para o fundo do meu estômago. Eu estava jantando lá na Costa Oeste. Fui correndo pra casa e o telefone não parava de tocar. Era a secretária de Ringo tentando descobrir para qual hospital John tinha sido levado. Peguei o telefone e disse: "ele se foi". Tudo o que ele disse foi: "o que há de errado com este seu maldito país?". Hoje, John me alcança em espírito.
Você foi até aquele físico John Edward para tentar manter contato com John?
Por sugestão de alguns amigos, fui visitar John Edward. Isso antes de ele ganhar seu programa na TV. Meu marido na época, Tony, e eu fomos vê-lo por outras razões. Não foi para contatar John! Eu nem estava pensando nisso. Mas John veio até nós. Na verdade, ele foi o terceiro espírito que veio durante aquela sessão.
Você realmente acredita nisso?
Acredito que John Edward tem um dom.
Eu acho que muitas pessoas que estão lendo esta entrevista lhe diriam que John Edward sabia muito bem quem você era e sabia de sua relação com John Lennon.
Ele não sabia quem eu era. Eu estava com meu marido e ele não sabia nada sobre mim. Nós estávamos em uma sala cheia de gente. Ele sabia tanta coisa sobre meus parentes que já haviam morrido que eu fiquei espantada. As coisas que ele mencionou não chegaram nem a serem escritas em lugar algum! Meu marido e eu nos olhamos sem acreditar. Eu sinceramente acredito em anjos e espíritos. Existe algo lá fora. É tudo o que eu sei. É como quando John e eu vimos um OVNI. Como se explica isso?
Sem drogas?
Não! Ele viu primeiro. John imaginou que se eu não visse também, ninguém mais iria acreditar nele, nem mesmo eu.
Como era o relacionamento entre John e seu filho Julian?
Eles tiveram problemas em se aproximarem, já que passaram três anos distantes. Quando John e eu estávamos juntos, eu tentei criar uma ponte entre os dois. Na verdade, no período de um ano, Julian nos visitou três vezes. Eu costumava dizer a John, mesmo quando não morávamos mais juntos, que ele deveria continuar a falar com Julian. Eu achava isso uma coisa muito importante. Era seu primeiro filho e eles não tiveram muito contato nos primeiros anos.
Julian alegou que Yoko o excluiu da herança da família.
Se for verdade, e tenho certeza de que Julian não diria isso se não fosse, é uma coisa muito triste. John era tão pai de Julian quanto era de Sean. Eles merecem receber partes iguais de sua herança. Por falar nisso, Cynthia e eu ainda somos amigas. Ela também está com um livro para sair.
Se você pudesse estar a sós com Yoko, o que diria a ela?
Boa pergunta. Eu nunca pensei nisso. Nos esbarramos há alguns anos atrás. Estávamos a talvez três metros de distância. Quando ela me viu, se virou e foi por uma outra direção. Se eu tivesse a chance de falar com ela, eu diria que sinto muito por John não estar mais aqui. Ele morreu de um jeito terrível. Tentei entrar em contato com ela após tudo que aconteceu. Foi algo horrível pelo qual tivemos de passar. Mas ela não retornou minhas chamadas. Existiram três mulheres na vida de John após ele sair de casa, Yoko, Cynthia e eu. Eu provavelmente diria a ela que nós três vivemos momentos e histórias diferentes com John, e negar qualquer parte da vida de John é muito injusto com ele.
Conte-me outro mito sobre John Lennon.
Lá vai um dos grandes: Yoko e John reataram o romance no show de Elton John no Madison Square Garden, e ele não sabia que ela estava lá. Não é verdade! Nós não só sabíamos que ela viria, como também conseguimos os ingressos para ela e seu acompanhante!
Você não acha que pode parecer chata?
Yoko era casada com John, eu era apenas a namorada, então sim, posso parecer chata às vezes. Entendo perfeitamente. Mas imagine minha frustração por ser apagada da história deliberadamente. Eu realmente não sei como Yoko consegue dormir sabendo o que fez. Mas eu sim posso dormir em paz.
Você acha que um dia alguém fará um filme sobre a vida de John?
Alguns já foram feitos, e estou certa que farão mais. E, claro, esta peça que está na Broadway. Também todos estes livros "autorizados". Todos eles omitem dois anos da vida de John. Não seria tão ruim se John não tivesse produzido nada, mas trata-se do período mais prolífico e produtivo de sua carreira-solo. Fãs jovens escrevem para mim e dizem: "Nunca ouvi falar de você! Quem é você? De onde você veio?" É um absurdo!
Sem querer mudar de assunto, mas o que você acha sobre Michael Jackson ser o dono dos direitos das músicas dos Beatles?
Eu gostaria que Paul fosse o dono. É triste que os autores originais não possuam suas próprias músicas. Os Beatles foram as cobaias do Rock and Roll. Digo isso porque eles viveram sob contratos obsoletos. Ninguém esperava o sucesso que eles tiveram. Fora Elvis, ninguém é mais popular no mundo. Eles não tiveram um contrato justo até o primeiro ser renegociado em meados de 1968, 69. A partir daí, outras bandas conseguiram coisas melhores porque elas aprenderam com os erros dos Beatles. Eles eram ricos em posses, mas pobres em dinheiro. Era assim que John e eu vivíamos. John tinha de pegar dinheiro emprestado quando estávamos juntos! As coisas eram assim.
Você lembra das últimas palavras que John disse a você?
(Longa pausa) Lembro que foi em meu apartamento, em um feriado de 1980. Falamos sobre as pessoas, e a última coisa que ele disse foi: "estou tentando bolar um jeito de você vir pra cá e me ver. Sinto muito a sua falta. Eu simplesmente preciso ver você". Ele me ligou direto de Cape Town, na África do Sul.
Então quer dizer que ele ainda pensava em você, até perto de morrer?
Sim.
Algum arrependimento?
Eu só me arrependo das vezes em que John me procurou e eu não estava lá. Várias pessoas, que estavam em um restaurante que frequento, me contaram que John estava jantando com Yoko, Elliot Mintz e Tony King, que trabalhava na Apple Records. De repente John começou a gritar: "Tirem Yoko daqui. Eu quero estar com a May. Não quero mais ver Yoko novamente. Eu só quero estar com a May!".Não quis ter um filho com John?
Ele me perguntou uma vez sobre isso. Quando descobriu que Yoko estava grávida, ele disse: "você não queria que fosse seu?". E eu: "eu nunca faria isso se você não estivesse pronto". Ele me abraçou e disse, "Eu sei disso".
O que você diria a John se pudesse falar com ele uma última vez?
Eu diria o quanto eu o amei e quanto a sua falta dói em mim. Nós nunca tivemos a chance de nos despedirmos, mas nossa história estava longe de acabar.
Por Chauncé Hayden
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
The Rooftop Concert - A última apresentação pública dos Beatles
Fazia um frio dos diabos em Londres na manhã daquele dia trinta de janeiro de 1969, uma terça-feira, por volta do meio-dia. A região onde funcionava o escritório da Apple Records, na área central, era conhecida por abrigar atividades comerciais como escritórios de advocacia, consultórios médicos, setores executivos de empresas, lojas de departamentos e bancos, entre outros. Desde o dia vinte e sete havia uma movimentação incomum de pessoas subindo e descendo do telhado do prédio de quatro andares onde estava instalada a gravadora dos Beatles. E também dos edifícios em frente, ao lado e aos fundos. Era a equipe do cineasta Michael Lindasy-Hogg trabalhando para viabilizar uma idéia de Paul McCartney, copiada na realidade de uma iniciativa pioneira da banda Jefferson Airplane e de dois loucos geniais, Jean-Luc Goddard e D.E Pennebaker.
Paul tomara conhecimento da filmagem de uma apresentação do Jefferson Airplane em novembro de 1968 no teto de um edifício em Nova York. A sequência foi inserida no filme One A.M (American Movie), de Jean-Luc Goddard e D.E Pennebaker, dois cineastas com forte ligação com o rock and roll. A produção jamais seria finalizada, mas a sequência onde o 'Airplane' toca a complicada canção 'The House at Pooneil Corners" deu o que falar atraindo na rua abaixo uma considerável leva de pedestres. A aventura acabou abortada pela polícia nova-iorquina. Num trecho do filme um policial 'brande' em direção aos músicos um exemplar do código de posturas, informando que o grupo não poderia estar tocando naquele local. McCartney achou a idéia fantástica para o fechamento do projeto Get Back/Let it Be. Talvez não imaginasse que a apresentação registrada no teto da Apple entraria para a história como a última realizada pelos Beatles.
Se a ideia original de tocar ao vivo num telhado não foi dos Beatles, que sirva como consolo que a repercussão foi muito superior à do concerto realizado pelo Jefferson Airplane. Todo mundo que tocou no alto de um prédio depois de janeiro de 1969 o fez inspirado na atitude dos Fab Four, indubitavelmente. Na última semana daquele mês já estava decidido que Get Back não seria mais um documentário de televisão. Ganharia o mundo através das telas de cinema. Também já havia sido tomada a decisão de que a banda não faria o que inicialmente se planejou: um documentário entremeado com cenas de um mega concerto nunca antes realizado, numa locação exótica. A idéia de tocar nas ruínas de Pompéia, por exemplo, surgiu nessa ocasião e foi veementemente 'rejeitada' por John Lennon e, sobretudo, George Harrison. Também se debateu a possibilidade do concerto se realizar no Roundhouse em Londres, mas a proposta também não avançou.O clima, um mês depois do início das filmagens do que viria a ser Let it Be, não era nada bom entre os Fab Four. Deteriorava-se a relação entre John Lennon & Paul McCartney. E George Harrison chegou a abandonar a produção por quase duas semanas. Como é do conhecimento geral, a intenção de se promover 'a volta' dos Beatles ao modo mais simples de produzir discos e canções e que poderia ter desaguado no retorno da banda aos palcos do planeta, acabou servindo para consolidar seu fim.
O retorno de George Harrison, registre-se, foi decisivo para dar fim às filmagens do projeto Get Back/Let it Be. Depois da mini tour com Delaney, Bonnie and Friends ele desembarcou em Londres numa quarta-feira, dia quinze de janeiro e reuniu-se com os outros três para uma conversa a portas fechadas que durou cinco horas. George avisou que estava pronto para deixar definitivamente o grupo. Ninguém replicou. O que ficou acertado nesse dia é que não haveria mais especial de televisão nem concerto ao vivo em nenhuma locação. Combinou-se também que o melhor do material produzido viraria um álbum de inéditas, desde que fosse devidamente lapidado nos estúdios. Apple estúdios. Para o restante das filmagens o material seria capturado na gravadora própria da banda. Por incrível que pareça somente a partir desse dia é que tudo o que fora gravado com pretensões de exibição televisiva passou a ser tratado como projeto para o cinema. Isso em parte explica o festival de erros e equívocos de edição do filme Let it Be, abordados - como os internautas mais atentos sabem - em duas revistinhas virtuais anteriores desta coluna.
A idéia de tocar ao vivo no telhado para fechar o filme surgiu nesse turbilhão. George, John & Ringo também tinham acompanhado as notícias da controvertida apresentação do Jefferson Airplane quase um ano antes e se posicionaram favoráveis. John & Paul achavam - e nisso concordavam plenamente - que a apresentação num local exótico e não anunciado em pleno horário de almoço funcionaria como diversão gratuita para os trabalhadores das redondezas. Sem falar que a reação deles poderia render muito para os flagrantes que as câmeras iriam capturar. Mas o Rooftop Concert não se realizaria totalmente sem restrições. George Harrison deixou claro que não tocaria nenhuma de suas músicas. Novas ou velhas.
Ao mesmo tempo, Michael Lindsay-Hogg corria contra o tempo para viabilizar a aventura de tocar no telhado da Apple em termos técnicos. A primeira providência dele foi assistir às pressas com sua equipe, trechos da filmagem de One A.M (American Movie) aquele que uniu Goddard e Pennebaker. Visualizando-se uma produção e outra é possível observar que Michael copiou alguns planos e contra planos utilizados pelos colegas mais famosos para documentar a apresentação dos Beatles. Espalhou câmeras pelos prédios vizinhos, preocupou-se com a iluminação natural por considerar o mau tempo daquela ocasião em Londres e estava interessado no maior número possível de material que pudesse produzir para a futura edição final.De maneira prosaica para os dias de hoje, Lindsay-Hogg também espalhou técnicos com câmeras e gravadores de áudio Nagra pela calçada defronte ao edifício da Apple para capturar o som ambiente e possíveis reações do público. Como se vê no filme, passantes foram entrevistados enquanto o som rolava lá do alto, sendo capturado com muito eco de forma distante pelos microfones acoplados aos Nagra no solo, quatro andares abaixo. E lá em cima? Lá em cima os Beatles foram instruídos a ocupar pequenos espaços 'demarcados' com fitas crepe, coladas às tábuas que foram estendidas sobre o piso do teto, uma medida para 'encorpar' um pouco mais o som da banda. A filmagem trabalhou com quatro câmeras no teto gravando direto, seguindo o sistema adotado nas tomadas em Twickenham e nos estúdios Apple.
Apesar da fama e da importância dos Beatles, a produção de Get Back não utilizou sequer uma grua para fazer imagens aéreas da frente do, digamos assim, 'palco' onde a banda tocou. Dada a ausência desse equipamento - e do pequeno espaço lá em cima - não foi fácil capturar imagens frontais. Alguns câmeras foram obrigados a trabalhar quase deitados aos pés de John e Paul. Essa precariedade para realizar tomadas fica visível no filme, em prejuízo das aparições de George Harrison & Ringo Starr. Havia uma 'parafernália' de fios e de equipamentos espalhados pelo local. As ligações e conexões foram providenciadas pela turma de Michael Lindsay-Hogg e pela equipe comandada por Mal Evans. Mal e Tony Bramwell se responsabilizaram por montar o equipamento dos Beatles, que então dispensara as caixas Vox.Os retornos de som agora eram belíssimas caixas Fender valvuladas. E não houve passagem de som a não ser na hora em que as gravações iriam rolar. Quando as câmeras foram ligadas no final da manhã daquele dia trinta de janeiro de 1969, John, Paul, George & Ringo subiram ao teto para o que desse e viesse, sem saber exatamente o que aconteceria posteriormente. Iriam tocar e pronto. E não subiram sozinhos. As novas músicas exigiam a presença de um competente tecladista e pela primeira e única vez numa apresentação pública (ou quase pública) os Beatles tocavam com um quinto músico, Billy Preston, que por sinal, estava participando das gravações nos estúdios Apple desde o dia vinte e dois passado (1969).
O comportamento dos quatro Beatles lá em cima não foi exatamente o de quem realizava um concerto. Nem poderia ser diferente. Eles estavam naquele telhado para uma filmagem. Pareciam inicialmente tensos e trabalharam o tempo todo em benefício das câmeras de Lindsay-Hogg, sem preocupação com o público, que por sinal, não pôde vê-los naquele dia, apesar da aglomeração que se formou diante da Apple. Com o andamento da apresentação o destaque foi a alegria de John Lennon, com suas piadas, tiradas sarcásticas e a inclusão de paródias entre uma e outra canção. Ringo também parecia relaxado, além de tocar com grande precisão. George Harrison é enquadrado quase todo tempo muito sério, sisudo, mas tocando sua Telecaster Rosewood com destreza e uma velocidade incomum se considerarmos seu estilo.
Como o que estava rolando no teto da Apple era uma filmagem, foi necessário repetir algumas canções em busca da perfeição. "Get Back", por exemplo, foi tocada quatro vezes, com o objetivo de ajustar o som e produzir 'best takes' para a melhor tomada de imagem possível. A Apple/EMI instalou um equipamento multi track para registrar todo o áudio para a história. Mas nem tudo o que rolou lá em cima teve registro profissional. Em nome da preservação histórica pela passagem dos 40 anos do Rooftop Concert, a coluna Pop Go The Beatles detalha passo a passo os quarenta e dois minutos que marcaram a última ocasião em que o quarteto THE BEATLES se apresentou ao vivo.
Thursday 30 January
Apple Corps (Roof) London- Metade do material filmado e gravado no teto da Apple foi parar no filme Let it Be. As versões de "I've Got a Feeling", "Dig a Pony" e "One After 909" foram editadas e incluídas no LP/CD Let it Be.
SETTING UP
O primeiro som que se ouve quando o multi track começa a gravar no alto do teto da Apple é o da voz de Michael Lindsay-Hogg. O cineasta ordena: 'all cameras take one' ao tempo em que os Beatles sobem, ajustam instrumentos, Ringo reclama com Mal Evans de ter montado do lado errado uma parte de sua bateria... e a magia está para começar. Antes, entretanto, os gravadores Nagra conectados às câmeras A e B captam Lindsay Hogg informando na linha interna que a gravação começaria pelo rolo de fita número 560-E. Ele também instrui os operadores das quatro câmeras para ligar os equipamentos simultaneamente.
GET BACK (rehearsal 1)
O multi track não 'pega' a primeira versão de "Get Back", que dura pouco tempo, tão somente para ajustar os equipamentos. O trecho é gravado à distância, capturado pelo microfone de um dos gravadores Nagra (não exatamente os conectados às câmeras A e B). Não consta nos rolos gravados profissionalmente. Seguem-se ruídos de afinações de guitarras, vozes dos Beatles e dos técnicos trocando instruções, etc.
GET BACK (rehearsal 2)Multi track ligado. Michael Lindsay Hogg avisa que aquele será o take um e os Beatles mandam ver. A voz de Paul está em primeiro plano, em single track sem a segunda voz de John, que parece mais preocupado com o solo. Na segunda parte ele participa dos backing vocals. Esta versão é considerada 'ensaio'. No encerramento, aplausos educados são ouvidos da parte dos técnicos e dos privilegiados que estavam lá em cima, pertinho dos Beatles. Paul pisoteia um grilo saído debaixo das tábuas e murmura alguma coisa sobre Ted Dexter, um músico famoso na Inglaterra. John brinca afirmando que a banda tinha um pedido musical para atender da parte de 'Martin Luther'.
I WANT YOU (She's So Heavy)
Sons de afinação de guitarras são ouvidos e uma linha ou duas da introdução dessa faixa é escutada. Não consta do multi track.
GET BACK (take 01)
Esta versão de "Get Back" é melhor executada que a anterior (rehearsal 2). Michael Lindsay Hogg utilizaria pedaços das duas para editar a versão que vemos no filme. No final da canção John diz: 'atendendo ao pedido de Daisy Morris e Tommy'.
DON'T LET ME DOWN (take 01)
A versão ficou tão boa que foi para o filme sem retoques. Soberba interpretação. No áudio dos Nagra disponíveis na pirataria é possível ouvir as vozes de Paul e John bem cruas.
I'VE GOT A FEELING
Mais uma interpretação magistral aproveitada integralmente no filme e no disco Let it Be. Ao final John diz: 'oh my soul... (ouvem-se aplausos) e ele conclui afirmando... 'so hard'. George faz vocalizações ao longo da faixa. Há uma interrupção para afinação de instrumentos e trocas de instruções. Ouvem-se gritos e breves discussões de John, Paul e Michael Lindsay Hogg.
ONE AFTER 909 (snippet)
Começa com o teclado de Billy Preston enquanto Lindsay Hogg ordena que as câmeras se preparem para a gravação. Esse trecho dura apenas dezessete segundos.
ONE AFTER 909 (take 01)
Estupenda versão com show particular de George Harrison na guitarra solo. A gravação é utilizada no filme e aproveita inclusive o trecho sarcástico em que John canta uma linha de 'Danny Boy' ('Oh danny boy, the pipes, the pipes are calling') antiga canção de 1913, composta pelo advogado Frederick Weatherly e originada de um trecho do hino da Irlanda, Londonderry Air. Este take de One After 909 também foi selecionado para os discos Let it Be e Get Back (não lançado).
DIG A PONY (rehearsal)
Enquanto novas afinações de instrumentos são feitas, ouve-se George Harrison ensaiando a introdução e o solo de guitarra. É possível ouvir pelo equipamento profissional multi track o pedido de John pela letra da música. No filme há uma cena de um assistente ajoelhado com uma prancheta apontada na direção de John Lennon
DIG A PONY (take 01)
A canção começa com um false start e uma contagem ('one, two, three... one, two three'). A introdução e o encerramento da faixa onde eles cantam, 'all I want is you' foi 'limada' pelo produtor Phil Spector para o disco Let it Be, aparecendo de forma integral no filme.
GOD SAVE THE QUEEN
A banda para. Novos ajustes de equipamentos e do instrumental são feitos, enquanto se ouve discussões. O cineasta Michael Lindsay-Hog troca rolos de filme em suas câmeras, além de distribuir ordens aos técnicos. A fita do multi track também precisou ser trocada nesse trecho. Enquanto o segundo engenheiro Alan Parsons (aquele do Alan Parsons Project) fazia o serviço, um trecho de 'God Save the Queen' foi tocado. Aparece integral nas fitas dos Nagra e como um mero fragmento na nova fita do multi track.
I'VE GOT A FEELING (take 2)
Começa com trechos dos acordes nas guitarras, enquanto se ouve Paul conferindo a afinação do baixo. A versão foi tentada como alternativa em relação à primeira, mas não entrou no filme. John erra a letra. É possível perceber que foi tocada de forma despretensiosa. No encerramento John brinca com um trecho de 'Pretty Girl is Like a Melody', hit do ano de 1946 na voz de Irving Berlin. Ouve-se ainda brevíssimo acorde de "Get Back". Esta gravação foi usada no álbum Let it Be...Naked (2003), mas inclui ouverdubs do take um e de outras versões desta mesma composição gravadas em estúdio.
DON'T LET ME DOWN (take 2)
Também foi gravada como 'garantia' a pedido de Michael Lindsay Hogg. Não foi usada no filme nem no disco Let it Be, mas aparece de forma editada em Let it Be...Naked. Imagens inéditas da filmagem desse take são usadas num promo vídeo distribuído por ocasião do CD 'Naked' em 2003.
GET BACK (take 02)
Já com a presença da polícia pedindo que a gravação fosse encerrada eles tocam a quarta versão de "Get Back" (esta gravação foi lançada oficialmente no terceiro volume da série Anthology, em 1996). Antes Paul comenta: “você está tocando nos telhados novamente, mesmo sabendo que sua mãe não gosta. Ela vai acabar vendo você preso”. Neste take as caixas de retorno de John e George são desligadas, o que leva Paul e Ringo a 'segurarem' sozinhos o trecho inicial da canção no baixo e na bateria. O fechamento se dá com a clássica frase de John: “I'd like to say thank you on behalf of the group and ourselves and I hope we passed the audition”.
- Entre sete e dez da noite daquele dia 30 de janeiro de 1969 o engenheiro Glyn Johns mixou gravações (inclusive as tocadas no teto da Apple) no Olimpic Sound Studios do jeito que quis, trabalhando sozinho. No dia seguinte entregou acetatos aos Beatles com o resultado do trabalho.
- Dois promo films para "Get Back" e "Don't Let me Down" foram preparados com o objetivo de promover um dos últimos singles lançados pelos Beatles. Em ambos, imagens dirigidas por Michael Lindsay-Hogg, mas de ângulos diferentes dos mostrados em Let it Be - e capturados no rooftop - foram utilizados.
- Virtualmente tudo o que aconteceu no telhado da Apple durante aqueles quarenta e dois históricos minutos do dia 30 de janeiro, uma terça-feira por volta do meio-dia, estão preservados em filmes e em áudio. Reafirmo minha opinião pessoal: esse material devia ser lançado integralmente em DVD (com as canções repetidas e tudo) numa edição luxuosa e recheada de extras do filme Let it Be.
- No dia 31 de janeiro as filmagens de Let it Be chegaram ao fim, assim como o conturbado processo de gravação do futuro disco. A faixa título e "The Long and Winding Road" foram finalizadas na ocasião e dali em diante - pouco mais de um ano depois - era anunciado formalmente o fim dos Beatles. E de uma era.
Por Cláudio Teran










