Primeiro álbum duplo da coleção 30 Days a documentar as gravações do grupo já nos estúdios Apple, e não mais em Twichenham. Percebe-se claramente a partir de agora, que a banda está mais a vontade e menos incomodada com a atmosfera de Twichenham. O clima se reflete nas gravações, pois, ainda que as sessões sejam marcadas por vários ensaios, nota-se uma preocupação maior em fazer as coisas com maior seriedade e menos improviso. Como de costume, os Beatles fazem diversos covers de clássicos do Rock'n Roll antes de iniciarem a gravar suas próprias composições. O disco 1, que documenta as gravações ocorridas nos dias 22 e 23 de janeiro de 1969, traz nada menos que 14 takes até então inéditos na pirataria e que fizeram sua estréia em "30 Days". Importante ressaltar que consta no álbum o registro da primeira participação de Billy Preston dentro do projeto Let It Be, ocorrida no dia 23/01.
Destaque para as versões de Dig a Pony e Don't Let Me Down. O disco 2 traz o restante das gravações do dia 23/01 e takes feitos em 24/01. Novamente, mais da metade das faixas aqui apresentadas nunca haviam sido antes lançadas. Este disco é sem dúvida alguma, um dos melhores volumes da série, pois traz impagáveis versões do grupo para a música Oh! Darling, uma inédita versão de John Lennon cantando sozinho o primeiro verso de Two of Us e ainda ótimas e raras performances para faixas como 20 Flight Rock e Her Majesty. A qualidade de som não oscila, é 10 da primeira à última música.
CD 01
The Best Of The Apple Studio Sessions Part One
01 Somethin' Else
02 Daydream
03 You Are My Sunshine
04 Whispering
05 (Improvisation)
06 My Baby Left Me/That's All Right
07 Milk Cow Blues
08 "All I Want is You"
09 In The Middle of an lsland / Gilly Gilly Ossenfeffer Katzenellen Bogen By The Sea
10 (lmprovisation)/Good Rockin' Tonight
11 Forty Days
12 Too Bad About Sorrows
13 Dig a Pony
14 Dig a Pony
15 You've Got Me Thinking
16 I've Got a Feeling
17 Don't Let Me Down
18 "I Dig a Pygmy"
19 Don't Let Me Down
20 Dig a Pony
21 Going Up the Country
22 Dig a Pony
23 I've Got a Feeling
24 "You Want a Session Job?"
25 Dig a Pony
26 Don't Let Me Down
27 Don't Let Me Down
28 Don't Let Me Down
CD 02
The Best Of The Apple Studio Sessions Part Two
01 Dig a Pony
02 Dig a Pony
03 I've Got a Feeling
04 I've Got a Feeling
05 I've Got a Feeling
06 Get Back
07 Get Back
08 Get Back
09 Get Back
10 (Improvisation)
11 Twenty Flight Rock
12 Get Back
13 Oh! Darting
14 Oh! Darting
15 Get Back
16 On the Road to Marrakesh
17 Two of Us
18 Two of Us
19 Two of Us
20 Teddy Boy
21Two of Us
22 Maggie Mae
23 "I Fancy Me Chances"
24 Two of Us
25 Maggie Mae
26 Her Majesty
terça-feira, 27 de novembro de 2001
sábado, 24 de novembro de 2001
The Beatles Thirty Days - Disc 07/08
Os discos cobrem o período de gravações nos estúdios da Apple compreendido entre os dias 24/01 e 27/01/1969. Com Billy Preston presente às sessões e de certa forma ajudando a acalmar os ânimos, o grupo consegue fazer fluir com maior desenvoltura as faixas trabalhadas. Ressalta-se que os registros das gravações ocorridas nesses dias, costumam ser um tanto quanto fragmentados, isso devido ao fato de que estavam sendo realizadas filmagens do grupo e não propriamente o registro do áudio completo das sessões. Mais um ponto para a série 30 Days, que traz a tona performances completas para faixas como Get Back, Dig It, Bad Boy , I Lost My Little Girl ( aqui cantada por John Lennon) e For You Blue. O segundo CD traz basicamente o registro das sessões de gravação da faixa Let It Be, com nada menos que 10 takes inéditos da música. É extremamente interessante para o fã mais atencioso, observar como a banda trabalhava e lapidava as músicas até encontrar o que queria. Qualidade de som 10.
CD 01
The Best Of The Apple Studio Sessions
01 "There You Are, Eddie" 24.49 2:28
02 Diggin' My Potatoes 24.61 0:50
03 Hey Liley, Liley-Lo 24.62 0:09
04 Rock Island Line 24.63 0:58
05 Michael Row the Boat 24.65 0:58
06 Rock-A-Bye Baby 24.66 0:17
07 Singing The Blues 24.67 2:00
08 Dig It 24.72 4:09
09 Dig It 24.73 5:05
10 Get Back 24.79 3:00
11 Get Back/Little Demon/Maybellene/You Can't Catch Me/ Brown-Eyed Handsome Man 24.80 2:22
12 Short Fat Fannie 24.81 1:26
13 Get Back 24.83 4:11
14 Bad Boy 24.87 2:36
15 Sweet Little Sixteen 24.88 1:46
16 Around and Around 24.89 1:08
17 Almost Grown 24.90 1:04
18 School Day 24.91 1:35
19 Stand By Me/Where Have You Been 24.92 2:36
20 Get Back 24.95 6:10
21 I Lost My Little Girl 24.55 5:08
22 Two of Us 25.NEW 3:39
23 Two of Us 25.NEW 3:22
24 Bye Bye Love 25.8 0:58
25 Two of Us 25.9 3:25
26 For You Blue 25.NEW 2:05
27 For You Blue 25.NEW 2:05
28 For You Blue 25.NEW 2:27
CD 02
The Best Of The Apple Studio Sessions
01 For You Blue 25.25 3:01
02 For You Blue 25.NEW 2:28
03 For You Blue 25.22 2:35
04 Let It Be 25.NEW 2:21
05 Let It Be 25.NEW 2:13
06 I'm Talking About You 26.18 1:18
07 Let It Be 25.NEW 3:13
08 Let It Be 25.NEW 3:48
09 Isn't It a Pity 26.1 1:48
10 Window, Window 26.2 0:57
11 Octopus's Garden 26.11 1:03
12 High School Confidential 26.22 1:39
13 Great Balls of Fire 26.23 1:28
14 Great Balls of Fire 26.23 0:31
15 Let It Be26.NEW 2:44
16 Let It Be26.NEW 3:46
17 Let It Be26.NEW 3:46
18 Let It Be26.NEW 3:55
19 Let It Be26.NEW 3:40
20 Dig It 26.27 15:04
21 Rip It Up (2:36) - 26.28 2:36
22 Shake, Rattle and Roll 26.29 1:39
CD 01
The Best Of The Apple Studio Sessions
01 "There You Are, Eddie" 24.49 2:28
02 Diggin' My Potatoes 24.61 0:50
03 Hey Liley, Liley-Lo 24.62 0:09
04 Rock Island Line 24.63 0:58
05 Michael Row the Boat 24.65 0:58
06 Rock-A-Bye Baby 24.66 0:17
07 Singing The Blues 24.67 2:00
08 Dig It 24.72 4:09
09 Dig It 24.73 5:05
10 Get Back 24.79 3:00
11 Get Back/Little Demon/Maybellene/You Can't Catch Me/ Brown-Eyed Handsome Man 24.80 2:22
12 Short Fat Fannie 24.81 1:26
13 Get Back 24.83 4:11
14 Bad Boy 24.87 2:36
15 Sweet Little Sixteen 24.88 1:46
16 Around and Around 24.89 1:08
17 Almost Grown 24.90 1:04
18 School Day 24.91 1:35
19 Stand By Me/Where Have You Been 24.92 2:36
20 Get Back 24.95 6:10
21 I Lost My Little Girl 24.55 5:08
22 Two of Us 25.NEW 3:39
23 Two of Us 25.NEW 3:22
24 Bye Bye Love 25.8 0:58
25 Two of Us 25.9 3:25
26 For You Blue 25.NEW 2:05
27 For You Blue 25.NEW 2:05
28 For You Blue 25.NEW 2:27
CD 02
The Best Of The Apple Studio Sessions
01 For You Blue 25.25 3:01
02 For You Blue 25.NEW 2:28
03 For You Blue 25.22 2:35
04 Let It Be 25.NEW 2:21
05 Let It Be 25.NEW 2:13
06 I'm Talking About You 26.18 1:18
07 Let It Be 25.NEW 3:13
08 Let It Be 25.NEW 3:48
09 Isn't It a Pity 26.1 1:48
10 Window, Window 26.2 0:57
11 Octopus's Garden 26.11 1:03
12 High School Confidential 26.22 1:39
13 Great Balls of Fire 26.23 1:28
14 Great Balls of Fire 26.23 0:31
15 Let It Be26.NEW 2:44
16 Let It Be26.NEW 3:46
17 Let It Be26.NEW 3:46
18 Let It Be26.NEW 3:55
19 Let It Be26.NEW 3:40
20 Dig It 26.27 15:04
21 Rip It Up (2:36) - 26.28 2:36
22 Shake, Rattle and Roll 26.29 1:39
sexta-feira, 23 de novembro de 2001
The Beatles Thirty Days - Disc 09/10
Talvez um dos volumes da série 30 Days com maior número de performances inéditas de toda a coleção. Os discos cobrem basicamente os dias 26 e 27/01/69 e trazem a banda trabalhando básica e principalmente 3 canções: The Long and Winding Road, Get Back e Old Brown Shoe. Pra se ter uma idéia, saíram desse dia os takes de The Long and Winding Road e Get Back que, após Phil Spector, seriam lançados oficialmente. A presença de Billy Preston nos estúdios torna-se cada vez mais integrada às gravações, ao ponto de por diversas vezes o grupo entregar-se a verdadeiras jam sessions com o músico que duravam quase 15 minutos. A série 30 Days registra essas gravações com o nome de Ï Told You Before" . No segundo disco, excelentes performances para Old Brown Shoe e Get Back e uma verdadeira gema para o fã: lembram-se daquele trecho de Oh Darling lançado oficialmente no álbum Anthology 3 ? Pois bem. Este volume da série traz o take completo, com mais de 6 minutos de duração. Imperdível.
CD 01
The Best Of The Apple Studio Sessions Part Five
01 Miss Ann/Kansas City/Lawdy Miss Clawdy
02 Blue Suede Shoes
03 You Really Got a Hold on Me
04 (Improvisation)
05 (Improvisation)
06 Let It Be
07 Let It Be
08 Let It Be
09 "I Told You Before"
10 "I Told You Before"
11 The Long and Winding Road
12 The Long and Winding Road
13 The Long and Winding Road
14 The Long and Winding Road
15 The Long and Winding Road
16 The Long and Winding Road
17 The Long and Winding Road
18 Strawberry Fields Forever
19 Let It Be
CD 02
The Best Of The Apple Studio Sessions Part Six
01 Let It Be
02 The Long and Winding Road
03 Old Brown Shoe
04 Old Brown Shoe
05 Old Brown Shoe
06 Old Brown Shoe
07 (Improvisation)
08 "I Told You Before"
09 "I Told You Before"
10 Don't Let Me Down
11 Get Back
12 Get Back
13 Get Back
14 Get Back
15 Get Back
16 Get Back
17 Oh! Darling
18 Get Back
19 Get Back
20 Get Back
CD 01
The Best Of The Apple Studio Sessions Part Five
01 Miss Ann/Kansas City/Lawdy Miss Clawdy
02 Blue Suede Shoes
03 You Really Got a Hold on Me
04 (Improvisation)
05 (Improvisation)
06 Let It Be
07 Let It Be
08 Let It Be
09 "I Told You Before"
10 "I Told You Before"
11 The Long and Winding Road
12 The Long and Winding Road
13 The Long and Winding Road
14 The Long and Winding Road
15 The Long and Winding Road
16 The Long and Winding Road
17 The Long and Winding Road
18 Strawberry Fields Forever
19 Let It Be
CD 02
The Best Of The Apple Studio Sessions Part Six
01 Let It Be
02 The Long and Winding Road
03 Old Brown Shoe
04 Old Brown Shoe
05 Old Brown Shoe
06 Old Brown Shoe
07 (Improvisation)
08 "I Told You Before"
09 "I Told You Before"
10 Don't Let Me Down
11 Get Back
12 Get Back
13 Get Back
14 Get Back
15 Get Back
16 Get Back
17 Oh! Darling
18 Get Back
19 Get Back
20 Get Back
quinta-feira, 22 de novembro de 2001
The Beatles Thirty Days - Disc 11/12
Os discos 11 e 12 da série 30 Days documentam as gravações ocorridas entre os dias 27 e 29/01 nos estúdios Apple. Nesses dias, aumentam as discussões acerca de uma apresentação ao vivo da banda e que viria a culminar no famoso e improvisado concerto no teto da gravadora. O CD 1 do álbum traz talvez um dos maiores highlights de toda a série. Neste, consta uma versão completa de "I've Got a Feeling" cantada inteiramente por John Lennon. Também no disco, versão completa do grupo para "Love Me Do" e takes de "Don't Let Me Down" que foram usados no lançamento oficial do single com a música. O 2° disco mostra o grupo ensaiando faixas que só entrariam no disco Abbey Road, além de versões somente agora conhecidas para faixas como "I've Got a Feeling", "One After 909", "Two of Us", "Let It Be" e "The Long and Winding Road". Como dito no início, um dos mais reveladores volumes da 30 Days.
CD 1
The Best Of The Apple Studio Sessions
01 Get Back
02 Get Back
03 Get Back
04 Get Back
05 I've Got a Feeling
06 "You Won't Get Me That Way''/The Walk
07 I've Got a Feeling
08 "The River Rhine"/The Long and Winding Road
09 I've Got a Feeling
10 I've Got a Feeling
11 I've Got a Feeling
12 Dig a Pony
13 Dig a Pony
14 Get Back
15 Love Me Do
16 Get Back
17 Don't Let Me Down
18 I've Got a Feeling
19 Don't Let Me Down
20 I've Got a Feeling
CD 2
The Best Of The Apple Studio Sessions
01 One After 909
02 Old Brown Shoe
03 Old Brown Shoe
04 Old Brown Shoe
05 I Want You (She's So Heavy)
06 Something
07 Get Back
08 Teddy Boy
09 All Things Must Pass
10 All Things Must Pass
11 I Want You (She's So Heavy)
12 I Want You (She's So Heavy)
13 Dig a Pony
14 I've Got a Peeling
15 Don't Let Me Down
16 Get Back
17 One After 909
18 She Came in Through the Bathroom Window
19 Two of Us
20 Let It Be
21 The Long and Winding Road
CD 1
The Best Of The Apple Studio Sessions
01 Get Back
02 Get Back
03 Get Back
04 Get Back
05 I've Got a Feeling
06 "You Won't Get Me That Way''/The Walk
07 I've Got a Feeling
08 "The River Rhine"/The Long and Winding Road
09 I've Got a Feeling
10 I've Got a Feeling
11 I've Got a Feeling
12 Dig a Pony
13 Dig a Pony
14 Get Back
15 Love Me Do
16 Get Back
17 Don't Let Me Down
18 I've Got a Feeling
19 Don't Let Me Down
20 I've Got a Feeling
CD 2
The Best Of The Apple Studio Sessions
01 One After 909
02 Old Brown Shoe
03 Old Brown Shoe
04 Old Brown Shoe
05 I Want You (She's So Heavy)
06 Something
07 Get Back
08 Teddy Boy
09 All Things Must Pass
10 All Things Must Pass
11 I Want You (She's So Heavy)
12 I Want You (She's So Heavy)
13 Dig a Pony
14 I've Got a Peeling
15 Don't Let Me Down
16 Get Back
17 One After 909
18 She Came in Through the Bathroom Window
19 Two of Us
20 Let It Be
21 The Long and Winding Road
quarta-feira, 31 de outubro de 2001
Os Amplificadores usados por George Harrison
O Maestro Beto Iannicelli preparou um resumo de todos os amplis usados pelo Beatle George, desde 1960. É bem sintético e não enche o saco com detalhes muito técnicos e sim, históricos.
SELMER1960: Selmer Truevoice Stadium - TV19TEle comprou esse ampli na Hessey's em 14 de Junho de 1960. Era considerado "o ampli" no final dos anos 50 e começo dos 60. 99% dos grupos ingleses usavam o TV19T.
GIBSON1960: Gibson GA-40 Les Paul - AmplifierO George adquiriu um em 1960 e pode ser visto em muitas fotos do Cavern. Ele utilizou esse ampli de Outubro de 60 até o verão de 62, quando pintaram os Vox AC30.
VOX1962: VOX AC30/6 Twin(esse é o bege clarinho e não o famoso black face)
George comprou esse ampli em Julho de 62 e se apresentou com ele pela 1ª vez, no "Tower Ballroom" em 27 de Julho de 62. Há registros e fotos dele também em ensaios no Cavern.
VOX1963: VOX AC30 Twin(esse é o famoso black face de tela trançada dourada e é o que mais se identifica com os Beatles)
Foi usado até o final de 63, quando surgiu o AC50 - Super Twin.
VOX1963: VOX AC50 - SUPER TWIN(o de tela dourada e cabeçote separado da caixa, que já tinha 2 Celestion T.530)
Um dos primeiros registros foi no "Christmas Shows" de Dezembro de 63, onde tanto o George quanto o John aparecem usando o bichinho. Em 11 Fevereiro de 64 ele aparece no show do Coliseu em Washington e, aliás, foi apelidado de "Washington Cabinet". Foram utilizados também na 1ª apresentação do Ed Sullivan (embora não apareçam) e utilizados também no album A Hard Day's Night.
VOX1964: VOX AC80/100 - SUPER TWIN(é aquele combo com o cabeçote pequeno, com 2 Celestion T-1088 de 12 polegadas)
Eles usaram pela 1ª vez em Julho de 64 na excursão da Suécia.
VOX1964: VOX AC80/100 SDL(aquele grande, todo black face, que também era conhecido como "Super De Luxe Beatles - style cabinet").
George e John receberam esse modelo no início de Agosto de 64, em substituição ao AC80/100 Super Twin) Pode ser visto no Shea Stadium, em 65.
VOX1965: VOX AC100 SDL(com pouquíssimas diferenças cosméticas em relação ao AC80)
Pode ser visto na tour do Japão.
VOX1966: VOX 7120(esse ampli usava um front end solid state pré amp - e valvulado no back end).
O "7" era padrão e o resto, a potência do bicho, ou seja 7 - 120W. Eles iam de 15 até 120W. Atualmente, se não me engano, são totalmente valvulados. Os Betales reeberam esse modelo no início de 66 e foram usados no Revolver e nas tours da Alemamha e Japão.
VOX1966: VOX SUPER BEATLE (240W / 120RMS)Com 4 falantes de 12 polegadas, Celestion (inglês) ou Oxsfords (americano).
Pode ser visto na tour americana de 66.
VOX
1967: VOX CONQUEROR - 730 Speaker CabPode ser visto no promo de Hello Goodbye, tanto com o George quanto com o John. Foram usados nos albuns Magical Mistery Tour e Album Branco, mas há a possibilidade de também ter sido usado o "VOX DEFIANT" que tinha pequenas diferenças cosméticas em relação ao Conqueror.
VOX1968: VOX CONQUEROR(diferença apenas do logo em relação ao 730).
Usado em Hey Bulldog e no Album Branco.
RICK
1964: RICK SUPERSONIC B SERIES.
George comprou esse ampli na 1ª ida aos EUA, em Fevereiro de 64. Há fotos desse ampli no quarto do George, no Hotel, na 1ª excursão à América. (o bichinho até que era simpático)
FENDER
1962: STAR CLUB AMPLIFIERS
Usado no Star Club, na Alemanha. Eram os amplis da casa. (aqueles beges claros que a gente vê nas fotos do Star Club).
FENDER
1965: FENDER BASSMAN (aquele combo gold face, que até hoje é um senhor ampli) e que foi o modelo de transição para o black face. Os Beatles usaram um modelo de 45W, feitos em Junho de 64.
Foram usados em estudio, de 66 a 69, inclusive é visto no filme Let It Be, em Twickenham. Foi usado também no Imagine, mais especificamente em How Do You Sleep.
FENDER
1968: FENDER DELUXE REVERB AMP (silver black face)
Visto no promo Revolution em Setembro de 68
FENDER
1969: FENDER TWIN REVERB AMP (silver black face, 80W, 2 falantes de 12")
O visual "silver face" apareceu foi criado no final de 67. Podem ser vistos no filme Let It Be.
FENDER
1969: FENDER PRINCETON AMP
(silver face de 1 canal só)
Usado nas seções do Abbey Road. Foi usado também na amplificação do moog usado pelos Beatles no Abbey Road.
SELMER1960: Selmer Truevoice Stadium - TV19TEle comprou esse ampli na Hessey's em 14 de Junho de 1960. Era considerado "o ampli" no final dos anos 50 e começo dos 60. 99% dos grupos ingleses usavam o TV19T.
GIBSON1960: Gibson GA-40 Les Paul - AmplifierO George adquiriu um em 1960 e pode ser visto em muitas fotos do Cavern. Ele utilizou esse ampli de Outubro de 60 até o verão de 62, quando pintaram os Vox AC30.
VOX1962: VOX AC30/6 Twin(esse é o bege clarinho e não o famoso black face)
George comprou esse ampli em Julho de 62 e se apresentou com ele pela 1ª vez, no "Tower Ballroom" em 27 de Julho de 62. Há registros e fotos dele também em ensaios no Cavern.
VOX1963: VOX AC30 Twin(esse é o famoso black face de tela trançada dourada e é o que mais se identifica com os Beatles)
Foi usado até o final de 63, quando surgiu o AC50 - Super Twin.
VOX1963: VOX AC50 - SUPER TWIN(o de tela dourada e cabeçote separado da caixa, que já tinha 2 Celestion T.530)
Um dos primeiros registros foi no "Christmas Shows" de Dezembro de 63, onde tanto o George quanto o John aparecem usando o bichinho. Em 11 Fevereiro de 64 ele aparece no show do Coliseu em Washington e, aliás, foi apelidado de "Washington Cabinet". Foram utilizados também na 1ª apresentação do Ed Sullivan (embora não apareçam) e utilizados também no album A Hard Day's Night.
VOX1964: VOX AC80/100 - SUPER TWIN(é aquele combo com o cabeçote pequeno, com 2 Celestion T-1088 de 12 polegadas)
Eles usaram pela 1ª vez em Julho de 64 na excursão da Suécia.
VOX1964: VOX AC80/100 SDL(aquele grande, todo black face, que também era conhecido como "Super De Luxe Beatles - style cabinet").
George e John receberam esse modelo no início de Agosto de 64, em substituição ao AC80/100 Super Twin) Pode ser visto no Shea Stadium, em 65.
VOX1965: VOX AC100 SDL(com pouquíssimas diferenças cosméticas em relação ao AC80)
Pode ser visto na tour do Japão.
VOX1966: VOX 7120(esse ampli usava um front end solid state pré amp - e valvulado no back end).
O "7" era padrão e o resto, a potência do bicho, ou seja 7 - 120W. Eles iam de 15 até 120W. Atualmente, se não me engano, são totalmente valvulados. Os Betales reeberam esse modelo no início de 66 e foram usados no Revolver e nas tours da Alemamha e Japão.
VOX1966: VOX SUPER BEATLE (240W / 120RMS)Com 4 falantes de 12 polegadas, Celestion (inglês) ou Oxsfords (americano).
Pode ser visto na tour americana de 66.
VOX
1967: VOX CONQUEROR - 730 Speaker CabPode ser visto no promo de Hello Goodbye, tanto com o George quanto com o John. Foram usados nos albuns Magical Mistery Tour e Album Branco, mas há a possibilidade de também ter sido usado o "VOX DEFIANT" que tinha pequenas diferenças cosméticas em relação ao Conqueror.
VOX1968: VOX CONQUEROR(diferença apenas do logo em relação ao 730).
Usado em Hey Bulldog e no Album Branco.
RICK
1964: RICK SUPERSONIC B SERIES.
George comprou esse ampli na 1ª ida aos EUA, em Fevereiro de 64. Há fotos desse ampli no quarto do George, no Hotel, na 1ª excursão à América. (o bichinho até que era simpático)
FENDER
1962: STAR CLUB AMPLIFIERS
Usado no Star Club, na Alemanha. Eram os amplis da casa. (aqueles beges claros que a gente vê nas fotos do Star Club).
FENDER
1965: FENDER BASSMAN (aquele combo gold face, que até hoje é um senhor ampli) e que foi o modelo de transição para o black face. Os Beatles usaram um modelo de 45W, feitos em Junho de 64.
Foram usados em estudio, de 66 a 69, inclusive é visto no filme Let It Be, em Twickenham. Foi usado também no Imagine, mais especificamente em How Do You Sleep.
FENDER
1968: FENDER DELUXE REVERB AMP (silver black face)
Visto no promo Revolution em Setembro de 68
FENDER
1969: FENDER TWIN REVERB AMP (silver black face, 80W, 2 falantes de 12")
O visual "silver face" apareceu foi criado no final de 67. Podem ser vistos no filme Let It Be.
FENDER
1969: FENDER PRINCETON AMP
(silver face de 1 canal só)
Usado nas seções do Abbey Road. Foi usado também na amplificação do moog usado pelos Beatles no Abbey Road.
sábado, 20 de outubro de 2001
Os reis do Iê Iê Iê
Chego ao Bruni Ipanema uns vinte minutos antes do início da sessão das quatro. A fila, quilométrica: mar de adolescentes. Na bilheteria, o aviso de lotação esgotada. Aguardo duas horas pra enfim assistir à sessão das seis. Dentro do cinema, algazarra, gritinhos das fanzocas! Todas as filas lotadas, mesmo as primeiras, perto da tela, normalmente evitadas — gente esparramada até pelo chão.
Três décadas e meia depois, revejo o mesmo filme, cópias restauradas, som digital: OS REIS DO IÊ IÊ IÊ. Cinema vazio, sessão tranqüila. Os cabelos compridos dos Beatles já não parecem tão compridos assim. As canções inovadoras de então, hoje, de tão familiares, soam como standards e, após décadas de convívio com o Inglês, consigo entender as letras! Mais cinqüenta anos, serão clássicos, como Lieders de Schubert.
O mundo, então, era outro, dividido em dois blocos antagônicos, luta de vida ou morte: capitalista e comunista. Como no maniqueísmo, um bloco representava o BEM, outro bloco representava o MAL. Qual era qual, dependia do ponto de vista. Mais ou menos uma questão de fé: havia os crentes no Mundo Livre em luta contra a Cortina de Ferro, e os partidários do socialismo na guerra santa contra o imperialismo ianque. Os arsenais nucleares acumulados pelas duas superpotências dariam para destruir várias humanidades. "Depois da morte de Cristo, os apóstolos pensavam que o Juízo Final e o fim do mundo eram iminentes. Embora acreditassem nisso, não havia nenhuma ameaça real de destruição. Atualmente, a situação é inversa: o mundo está mesmo ameaçado de destruição e ninguém acredita", teria dito Jaspers — li esta citação em algum jornal ou revista de 1970 e anotei num caderno.
A descoberta da pílula anticoncepcional foi um "estouro", como se dizia. A camisinha, praticamente relegada ao baú de velharias, indo fazer companhia à galocha e ao pincenê. Mas que ironia, retornar com força total décadas mais tarde, em presença da AIDS! A Igreja não tardou em condená-la, como outrora condenara o heliocentrismo e hoje condena, digamos, a engenharia genética e a eutanásia. Ao libertar o sexo da procriação, a pílula fez a humanidade descobrir os prazeres do então denominado "amor livre". Hoje, transar com quem bem se entende tornou-se tão normal, que parece que sempre foi assim. E as mulheres nem se dão mais ao trabalho de tomar a pílula. Deixai nascer as criancinhas!
Naquela época, a música, tal qual o mundo, dividia-se em dois blocos antagônicos: a música dita clássica — a "verdadeira música", imortal — e a música popular, descartável, "que daqui a alguns anos ninguém mais ouvirá": rock and roll, cha-cha-cha, twist, hully-gully. Só que esses "alguns anos" se passaram e acabamos tendo a surpresa de descobrir que a "música popular" — sobretudo o jazz — foi a "música clássica" do século XX! E a "música clássica" do século XX... quem é que ainda ouve, a não ser um ou outro aficionado, a "música clássica" do século XX?
Acreditava-se que no ano 2000 (caso o mundo fosse poupado do cataclismo previsto por Nostradamus) nos alimentaríamos de pílulas. Em vez de dormir, tomaríamos pílulas também. O céu estaria coberto de aeromóveis, bondes aéreos e táxis celestes. Passaríamos as férias na Lua. O mundo formaria um bloco político único, sem nações. E passaríamos umas cinco horas diárias diante do "telesen", aparelho que substituiria o cinema, teatro, rádio e televisão — vide O Estranho Mundo do Ano 2000, no volume II de Nosso Universo Maravilhoso, do início dos anos 60.
As garotas se dividiam em "direitas" e "piranhas": as direitas, só "davam" depois de terem seu casamento devidamente garantido e agendado. Já as "piranhas" mostravam-se mais generosas — é dando que se recebe. Inveja da galera de hoje, que pode escolher dentre um farto menu de tchutchucas, purpurinadas, popozudas, preparadas, glamourosas, cachorras...
Os carros fabricados no Brasil: o onipresente e simpático Fusca, o Aero Willys, o DKW Wemag, o Gordini, o JK — mas, cá entre nós, a quem interessa isso?
As drogas que a gente curtia eram todas legais: birita, antidistônicos, bolinhas moderadoras de apetite! "Maconha" ainda se chamava "diamba", estranho narcótico consumido por índios e caboclos de, sabia-se lá, que tribos e sertões. Erva maldita, ainda.
A televisão, preto e branco; o computador, um trambolhão que só existia lá nos States; revista de sexo explícito, só na Suécia — berço do amor livre. Lembram? Quem comesse carne na Sexta-feira Santa, ninguém se admiraria se lhe caísse raio na cabeça. Corpus Christi, dia santo, e não feriadão pra se viajar à Região dos Lagos ou Guarujá. Bons católicos freqüentavam a missa aos domingos, bons judeus, a sinagoga nas noites de sexta-feira (sempre fui mau judeu). O casamento no Brasil, indissolúvel — só a morte tinha o poder de rompê-lo.
Mas — posto que sem Internet, sem Viagra, sem filmes pornô — tínhamos um tesouro que não temos mais: os quatro Beatles, juntinhos e todos os quatro vivos.
Que mais no mundo se nos fazia preciso?
Por Ivo Korytowski
Três décadas e meia depois, revejo o mesmo filme, cópias restauradas, som digital: OS REIS DO IÊ IÊ IÊ. Cinema vazio, sessão tranqüila. Os cabelos compridos dos Beatles já não parecem tão compridos assim. As canções inovadoras de então, hoje, de tão familiares, soam como standards e, após décadas de convívio com o Inglês, consigo entender as letras! Mais cinqüenta anos, serão clássicos, como Lieders de Schubert.
O mundo, então, era outro, dividido em dois blocos antagônicos, luta de vida ou morte: capitalista e comunista. Como no maniqueísmo, um bloco representava o BEM, outro bloco representava o MAL. Qual era qual, dependia do ponto de vista. Mais ou menos uma questão de fé: havia os crentes no Mundo Livre em luta contra a Cortina de Ferro, e os partidários do socialismo na guerra santa contra o imperialismo ianque. Os arsenais nucleares acumulados pelas duas superpotências dariam para destruir várias humanidades. "Depois da morte de Cristo, os apóstolos pensavam que o Juízo Final e o fim do mundo eram iminentes. Embora acreditassem nisso, não havia nenhuma ameaça real de destruição. Atualmente, a situação é inversa: o mundo está mesmo ameaçado de destruição e ninguém acredita", teria dito Jaspers — li esta citação em algum jornal ou revista de 1970 e anotei num caderno.
A descoberta da pílula anticoncepcional foi um "estouro", como se dizia. A camisinha, praticamente relegada ao baú de velharias, indo fazer companhia à galocha e ao pincenê. Mas que ironia, retornar com força total décadas mais tarde, em presença da AIDS! A Igreja não tardou em condená-la, como outrora condenara o heliocentrismo e hoje condena, digamos, a engenharia genética e a eutanásia. Ao libertar o sexo da procriação, a pílula fez a humanidade descobrir os prazeres do então denominado "amor livre". Hoje, transar com quem bem se entende tornou-se tão normal, que parece que sempre foi assim. E as mulheres nem se dão mais ao trabalho de tomar a pílula. Deixai nascer as criancinhas!
Naquela época, a música, tal qual o mundo, dividia-se em dois blocos antagônicos: a música dita clássica — a "verdadeira música", imortal — e a música popular, descartável, "que daqui a alguns anos ninguém mais ouvirá": rock and roll, cha-cha-cha, twist, hully-gully. Só que esses "alguns anos" se passaram e acabamos tendo a surpresa de descobrir que a "música popular" — sobretudo o jazz — foi a "música clássica" do século XX! E a "música clássica" do século XX... quem é que ainda ouve, a não ser um ou outro aficionado, a "música clássica" do século XX?
Acreditava-se que no ano 2000 (caso o mundo fosse poupado do cataclismo previsto por Nostradamus) nos alimentaríamos de pílulas. Em vez de dormir, tomaríamos pílulas também. O céu estaria coberto de aeromóveis, bondes aéreos e táxis celestes. Passaríamos as férias na Lua. O mundo formaria um bloco político único, sem nações. E passaríamos umas cinco horas diárias diante do "telesen", aparelho que substituiria o cinema, teatro, rádio e televisão — vide O Estranho Mundo do Ano 2000, no volume II de Nosso Universo Maravilhoso, do início dos anos 60.
As garotas se dividiam em "direitas" e "piranhas": as direitas, só "davam" depois de terem seu casamento devidamente garantido e agendado. Já as "piranhas" mostravam-se mais generosas — é dando que se recebe. Inveja da galera de hoje, que pode escolher dentre um farto menu de tchutchucas, purpurinadas, popozudas, preparadas, glamourosas, cachorras...
Os carros fabricados no Brasil: o onipresente e simpático Fusca, o Aero Willys, o DKW Wemag, o Gordini, o JK — mas, cá entre nós, a quem interessa isso?
As drogas que a gente curtia eram todas legais: birita, antidistônicos, bolinhas moderadoras de apetite! "Maconha" ainda se chamava "diamba", estranho narcótico consumido por índios e caboclos de, sabia-se lá, que tribos e sertões. Erva maldita, ainda.
A televisão, preto e branco; o computador, um trambolhão que só existia lá nos States; revista de sexo explícito, só na Suécia — berço do amor livre. Lembram? Quem comesse carne na Sexta-feira Santa, ninguém se admiraria se lhe caísse raio na cabeça. Corpus Christi, dia santo, e não feriadão pra se viajar à Região dos Lagos ou Guarujá. Bons católicos freqüentavam a missa aos domingos, bons judeus, a sinagoga nas noites de sexta-feira (sempre fui mau judeu). O casamento no Brasil, indissolúvel — só a morte tinha o poder de rompê-lo.
Mas — posto que sem Internet, sem Viagra, sem filmes pornô — tínhamos um tesouro que não temos mais: os quatro Beatles, juntinhos e todos os quatro vivos.
Que mais no mundo se nos fazia preciso?
Por Ivo Korytowski
CHASING THE CHERRY - Poema de Paul McCartney
fragile fragments
clatterring down
the lavish marble staircase
tinkling smithereens
smashing, grabbing
at thechina-stars
bursting in clusters
scattering E-side cats
credit card dropping
from rain-clowds
pour down on the well-polished floor
tortoiseshell hair-combs
and black tape cassettes
rattle the cages of
knife wielding grand dames
and say, are you chasing the cherry ?
the merry go round of the roses
if so, you must know
that the down side
is sink like a ferry
ascending the slope
in a herring bone fashion
holding on chromium steel
lifting the bar bells
with candlestick motion
side steppiing hot wax,
and wheel
flying with lizards
all blown in a gust
through staining glass
windows and covered
with dust blood,
to keep out the rain
and say are you chasing the cherry ?
the merry go round of the roses
if so, you must know
that the down side
is sinklike a ferry
a weapon is not
worth a button
when anti-world
matters explode
and chandeliers
drop from the ceiling
with sharp shooters skill
exhausted collapse
in the playground
apeak epileptic remains
and froth at the mouth
like a river, til
teachers in apple pie beds
reach out their
chalk filled hands
and lift
and lift
and say, are you chasing the cherry ?
the singular red one on top
it gleams with particular pleasure
that may well never stop
if so, you must know
that the high tide
is sunk like a ferry
Este é dos 5 poemas que Paul McCartney enviou a uma revista literária em 1996, com o objetivo de serem avaliadas. Caso não seja lançada no seu livro "Blackbird Singing" este será um dos pouquíssimos lugares onde ela foi publicada.
Colaborou:
Luiz Antonio da Silva (Beatles Cavern Club-SP)
clatterring down
the lavish marble staircase
tinkling smithereens
smashing, grabbing
at thechina-stars
bursting in clusters
scattering E-side cats
credit card dropping
from rain-clowds
pour down on the well-polished floor
tortoiseshell hair-combs
and black tape cassettes
rattle the cages of
knife wielding grand dames
and say, are you chasing the cherry ?
the merry go round of the roses
if so, you must know
that the down side
is sink like a ferry
ascending the slope
in a herring bone fashion
holding on chromium steel
lifting the bar bells
with candlestick motion
side steppiing hot wax,
and wheel
flying with lizards
all blown in a gust
through staining glass
windows and covered
with dust blood,
to keep out the rain
and say are you chasing the cherry ?
the merry go round of the roses
if so, you must know
that the down side
is sinklike a ferry
a weapon is not
worth a button
when anti-world
matters explode
and chandeliers
drop from the ceiling
with sharp shooters skill
exhausted collapse
in the playground
apeak epileptic remains
and froth at the mouth
like a river, til
teachers in apple pie beds
reach out their
chalk filled hands
and lift
and lift
and say, are you chasing the cherry ?
the singular red one on top
it gleams with particular pleasure
that may well never stop
if so, you must know
that the high tide
is sunk like a ferry
Este é dos 5 poemas que Paul McCartney enviou a uma revista literária em 1996, com o objetivo de serem avaliadas. Caso não seja lançada no seu livro "Blackbird Singing" este será um dos pouquíssimos lugares onde ela foi publicada.
Colaborou:
Luiz Antonio da Silva (Beatles Cavern Club-SP)






